Um ataque suicida em uma mesquita xiita na capital do Paquistão, Islamabad, deixou ao menos 31 pessoas mortas e cerca de 170 feridas, segundo autoridades locais e fontes hospitalares. O atentado ocorreu durante o horário de maior concentração de fiéis, em um dos espaços religiosos mais movimentados da cidade.
Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em relatórios da Reuters e da BBC Brasil, o grupo Estado Islâmico divulgou a responsabilidade pelo atentado em canais de comunicação associados ao grupo. Autoridades paquistanesas, porém, mantêm cautela e afirmam que investigam provas forenses para confirmar eventual ligação operacional.
O que se sabe até agora
Fontes policiais informaram que o ataque foi cometido por um homem-bomba que entrou na mesquita no momento das orações e detonou um artefato explosivo. Equipes de emergência relataram cenas de grande destruição no interior do templo e atendimento massivo em hospitais próximos.
Imagens divulgadas por agências mostram destroços, bancos e colunas danificados, além de fiéis feridos sendo removidos em carros particulares — uma cena comum quando a demanda por socorro imediato supera a capacidade das ambulâncias.
Vítimas e atendimento
Autoridades hospitalares confirmaram a chegada de dezenas de feridos, muitos com queimaduras, lacerações e ferimentos por estilhaços. As cifras iniciais apontam para ao menos 31 mortos e cerca de 170 feridos, números que podem ser atualizados conforme evolução dos atendimentos e identificação das vítimas.
Equipes de saúde locais declararam estado de alerta e mobilizaram reservas de sangue e leitos de emergência. Médicos e voluntários trabalham para estabilizar os casos mais críticos enquanto perícias são realizadas nas unidades de saúde para documentar a gravidade dos ferimentos.
Reivindicação e investigação
O Estado Islâmico assumiu a autoria em um comunicado divulgado em canais que costumam abrigar anúncios do grupo, de acordo com agências internacionais. Especialistas consultados por veículos estrangeiros observam, no entanto, que grupos extremistas às vezes reivindicam atentados para ganhos simbólicos, o que torna a checagem forense e a investigação criminal essenciais.
Por outro lado, fontes militares e policiais do Paquistão informaram que equipes de perícia coletaram fragmentos e vestígios do local para tentar identificar o tipo de explosivo e possíveis conexões com células conhecidas. A análise da origem dos materiais e da composição do artefato pode fornecer indícios sobre a cadeia de comando e financiamento do ataque.
Depoimentos e primeiros relatos
Testemunhas ouvidas por veículos internacionais descreveram momentos de pânico e correria, com fiéis feridos sendo levados em veículos improvisados. Voluntários locais foram citados ajudando no resgate até a chegada de equipes oficiais.
“Foi como se a mesquita tivesse virado um hospital em questão de minutos”, relatou uma testemunha, segundo agências de notícia. Relatos apontam ainda para dificuldades de acesso ao local nos minutos seguintes ao atentado, o que retardou o socorro inicial.
Repercussão diplomática e reação internacional
O secretário-geral das Nações Unidas divulgou nota de repúdio ao ataque, condenando o atentado “nos termos mais fortes” e pedindo proteção às comunidades religiosas. Governos de diferentes países também manifestaram solidariedade e ofereceram apoio técnico ao Paquistão na investigação.
Organizações de direitos humanos e líderes religiosos exigiram ações para proteger minorias e reforçaram a necessidade de medidas preventivas contra a escalada de violência sectária.
Divergências na cobertura e transparência
O caso ilustra uma tensão comum nas coberturas de atentados: enquanto algumas agências citam a reivindicação do Estado Islâmico como indício de autoria, outras pedem cautela até que laudos periciais confirmem a relação. A apuração da redação do Noticioso360 cruzou comunicados oficiais, relatórios hospitalares e publicações de agências internacionais para separar a reivindicação da comprovação técnica.
Autoridades paquistanesas afirmaram que as informações ainda são preliminares e que a identificação de cúmplices ou apoiadores dependerá de diligências em andamento, incluindo análises de imagens, intercepções e rastreamento financeiro.
Medidas de segurança
Após o ataque, autoridades locais reforçaram a segurança em templos e instalações religiosas, com patrulhas extras e checagens de entrada em locais de grande público. O governo deve anunciar medidas adicionais para prevenir novos incidentes, segundo fontes oficiais.
Possíveis desdobramentos
As próximas etapas incluem a divulgação de laudos periciais sobre o explosivo, a identificação oficial do autor e a possível prisão de suspeitos ligados ao ataque. Também é provável que o Paquistão solicite cooperação internacional em investigações técnicas e de inteligência.
Especialistas em segurança alertam que ataques desse tipo podem provocar retaliações locais e aumento de tensões sectárias, o que exige respostas de segurança e políticas públicas coordenadas para evitar escalada.
Fechamento e projeção
Enquanto as perícias avançam e as autoridades trabalham para confirmar responsabilidades, espera-se que novos detalhes sobre a origem do explosivo e eventuais conexões internacionais sejam divulgados nas próximas semanas.
Se confirmada a participação de redes externas, o atentado pode levar a maior cooperação entre países na região para desmantelar células e cortar fluxos de financiamento. Ao mesmo tempo, há risco de recrudescimento de tensões internas que exigirão ações de segurança e diálogo inter-religioso.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.
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