A Coreia do Norte anunciou ter realizado no final de dezembro de 2025 um teste envolvendo um sistema de lançadores múltiplos de foguetes de grande calibre, segundo comunicado divulgado pela agência estatal KCNA e imagens publicadas pelo regime.
O governo de Pyongyang descreveu o exercício como parte de um esforço para reforçar sua capacidade de dissuasão frente a ameaças externas e manobras militares de potências estrangeiras. Autoridades da Coreia do Sul e do Japão relataram ter detectado sinais compatíveis com um disparo em série de foguetes ou artilharia, e elevaram alertas de vigilância em rotas marítimas e aéreas.
Segundo análise da redação do Noticioso360, há divergências nos relatos sobre a natureza exata do artefato testado. Enquanto o material oficial norte-coreano se refere à capacidade de disparo de “múltiplos foguetes de grande calibre”, fontes sul‑coreanas e japonesas indicam variações nas descrições técnicas — com menções também a mísseis de cruzeiro de alcance mais longo — o que aumenta a incerteza sobre o tipo de sistema empregado.
O que foi divulgado por Pyongyang
Imagens divulgadas pela agência estatal KCNA mostram fileiras de lançadores e militares observando operações no local do teste. A nota oficial afirma que o sistema é capaz de desferir disparos concentrados e foi testado para validar a prontidão operacional e a logística envolvida.
Em comunicado, o regime qualificou o exercício como “um reforço legítimo da defesa nacional” e justificou a ação pela necessidade de “dissuadir possíveis ataques” decorrentes de exercícios militares conjuntos conduzidos por países da região.
Monitoramento regional e reações
Autoridades da Coreia do Sul e do Japão disseram ter detectado lançamentos ou sinais compatíveis com teste de artilharia pesada ou foguetes. As descrições técnicas, porém, variaram entre os relatórios públicos divulgados por Seul e Tóquio.
Especialistas sul‑coreanos afirmaram que os sistemas de radar e satélites captaram sinais de lançamentos no período indicado, mas evitaram fazer afirmações conclusivas sobre alcance e tipo exato do armamento sem dados adicionais. O Ministério da Defesa japonês também classificou o episódio como uma ação que afeta a estabilidade regional e intensificou patrulhas e alertas em sua área de responsabilidade.
Discrepâncias de data e terminologia
Há diferenças nas referências temporais entre as peças de mídia e o material oficial. Fotografias que acompanham a divulgação trazem a data de 28 de dezembro de 2025, enquanto notas e declarações fazem menção a uma declaração em “terça‑feira (27)”, o que pode indicar distorção entre a data do suposto teste, a divulgação das imagens e a publicação pelos veículos internacionais.
Esse desalinhamento reforça a necessidade de checagem dos carimbos de hora locais e das agências que difundiram as imagens e textos para estabelecer uma cronologia precisa.
O que é possível confirmar
Com base no material público e nas comunicações oficiais, é possível confirmar que a imprensa estatal norte‑coreana divulgou informação sobre um teste e que autoridades sul‑coreanas e japonesas relataram ter monitorado sinais compatíveis com um lançamento.
No entanto, pontos técnicos permanecem abertos: não há confirmação independente e pública sobre o número exato de projéteis, o alcance atingido, velocidades ou eventuais interceptações. Esses dados costumam depender de análises de agências de inteligência e centros de monitoramento com acesso a dados de sensoriamento remoto e rastreamento.
Contexto estratégico
Testes desse tipo têm dimensão técnica e política. Tecnicamente, visam validar sistemas de lançamento, controle, reabastecimento e logística; politicamente, servem para enviar mensagens de dissuasão e reforçar a capacidade de pressão do regime nas negociações regionais.
Analistas lembram que, nos últimos anos, Pyongyang tem alternado demonstrações de capacidade de curto e médio alcance com testes de míssil balístico, calibrando mensagens para diferentes audiências — militares, diplomáticas e domésticas.
Implicações para a região
Autoridades em Seul e Tóquio classificaram a ação como uma ameaça à estabilidade. A preocupação imediata é o risco de escalada, ainda que, pelo relato inicial, não haja indicação pública de impacto em territórios vizinhos.
Por outro lado, países da região reforçam suas defesas e sistemas de alerta, assim como organismos internacionais monitoram movimentações navais e aéreas para garantir a segurança do tráfego civil e militar.
Limitações da apuração
Na ausência de relatórios técnicos públicos de agências de inteligência ou de dados abertos de rastreamento, a matéria depende de declarações oficiais, imagens públicas e monitoramento de fontes secundárias.
Reiteramos que relatos oficiais variaram em terminologia e que algumas agências mencionaram “lançadores múltiplos de foguetes”, enquanto outras descreveram sinais compatíveis com mísseis de cruzeiro. Essas diferenças exigem cautela na classificação técnica do armamento testado.
Atualização e recomendação
A redação do Noticioso360 recomenda aguardar a publicação de notas oficiais por agências internacionais de notícias, comunicados formais de ministérios da Defesa ou centros independentes de monitoramento de mísseis para confirmar detalhes técnicos e cronológicos.
Nesta reportagem, mantemos a distinção entre afirmações da imprensa estatal norte‑coreana e as detecções relatadas por Seul e Tóquio, até que fontes adicionais possam esclarecer o tipo de sistema, o alcance e o número de projéteis envolvidos.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.
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