Afundamento em Minhang abriu rachadura que fez ceder trechos de avenida; autoridades investigam causas.

Buraco em Minhang (Xangai) engole vias durante obras

Rachadura e afundamento atingiram vias em Minhang, Xangai; sem confirmação oficial de feridos; investigação apura possíveis vazamentos e obras.

Um grande afundamento abriu-se nesta quinta-feira (12) no distrito de Minhang, em Xangai, e atingiu trechos de avenidas e estruturas auxiliares próximos a uma área em obras. Vídeos amplamente compartilhados mostram uma rachadura longitudinal que suga árvores, pequenos muros e placas de pavimento, com fumaça leve e pó em suspensão no entorno.

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em imagens e relatos preliminares compilados junto à Reuters e à BBC Brasil, não há, até o momento, confirmação oficial de mortes ou feridos graves pelas autoridades locais nem por grandes agências internacionais.

O que as imagens e relatos indicam

As filmagens feitas por moradores e registradas em redes sociais mostram o solo abrindo-se ao longo de um eixo viário, levando consigo árvores e trechos do calçamento. Em alguns registros é possível ver fumaça leve e nuvens de poeira, sinais típicos de colapso de material de enchimento e de operações de escavação.

Testemunhas nos vídeos relatam que o incidente ocorreu durante trabalhos de escavação relacionados a obras viárias e de infraestrutura subterrânea. Ainda que essas versões circulem, não houve divulgação imediata de boletim pelas autoridades municipais de Xangai nem pelas empresas responsáveis pela obra, conforme verificação do Noticioso360.

Hipóteses em investigação

Relatos iniciais, não verificados por órgãos públicos, citam a possibilidade de vazamento de água em dutos subterrâneos que teria lavado camadas de solo, provocando erosão e cavitação. Especialistas em geotecnia apontam que essa dinâmica — água em movimento removendo material granular — é uma causa conhecida de subsidência urbana súbita.

Além disso, obras de escavação mal planejadas, drenagem inadequada e ausência de monitoramento geotécnico durante intervenções em subsolo também elevam o risco de afundamentos. Em outros casos documentados, tunelamento para metrô ou passagem de grandes condutos sem acompanhamento técnico produziu movimentos de terra localizados.

O que ainda falta confirmar

É importante separar o que se vê nas imagens do que exige laudo técnico. Até que inspeções de campo e estudos geotécnicos sejam divulgados, permanece incerto se a origem é exclusivamente um vazamento, falha na escavação ou combinação de fatores — incluindo condições pré-existentes do solo.

Resposta das autoridades e ações imediatas

Equipes de inspeção normalmente realizam avaliações iniciais antes de liberar comunicados oficiais. O Noticioso360 observou que, em episódios semelhantes, as prefeituras e concessionárias conduzem medições de deslocamento, verificação de redes de utilidades e decisões sobre interdição de áreas nas horas seguintes ao ocorrido.

Até a última checagem, não havia registro público de operações de resgate em curso nem confirmação de vítimas fatais ou soterramentos. Vídeos disponíveis não mostram equipes envolvidas em salvamento, o que sugere que o incidente concentrou-se em danos materiais e na interdição de trechos afetados.

Riscos secundários e impactos locais

Além do dano ao pavimento e às árvores, especialistas apontam riscos a redes enterradas — água, esgoto, eletricidade e gás — que podem ser comprometidas por erosão subterrânea. Há também potencial de contaminação de água potável se dutos forem rompidos.

O afundamento pode provocar ainda interdição de tráfego em corredores importantes, afetar o escoamento de ônibus e causar transtornos a moradores e ao comércio local. A necessidade de planos de contingência e comunicações claras às populações próximas é destacada por engenheiros urbanos consultados secundariamente pela apuração.

Como a apuração foi feita

O levantamento do Noticioso360 priorizou checagens em grandes agências e veículos internacionais que monitoram desastres urbanos, além de imagens publicadas por moradores. A predominância de fontes visuais nesta fase inicial exige cautela para não extrapolar conclusões sem laudos técnicos.

Foram cruzadas publicações da Reuters e da BBC Brasil e consultadas imagens geolocalizadas quando possível. A redação mantém contato com jornalistas e plataformas que monitoram Xangai em inglês e mandarim para acompanhar atualizações oficiais.

Recomendações e orientações

Em situações assim, recomenda-se às autoridades responsáveis que informem rapidamente sobre interdições e riscos potenciais às redes de utilidade. Para moradores e veículos, o isolamento de áreas instáveis e a evacuação de construções adjacentes devem ser avaliados conforme laudos de engenharia.

Para jornalistas e redes sociais, a orientação editorial é evitar divulgar hipóteses não confirmadas como fatos e, sempre que possível, checar com autoridades locais e concessionárias antes de publicar números de vítimas ou causas definidas.

Próximos passos e projeção

Espera-se que, nas próximas horas, equipes técnicas municipal e das concessionárias responsáveis façam medições e emitam um relatório preliminar. Caso haja identificação de dutos rompidos, pode ser necessário interromper sistemas de abastecimento ou realizar reparos que afetem o fornecimento local temporariamente.

O acompanhamento por escritórios de engenharia e órgãos de gestão de emergência definirá medidas de reparo e segurança. Em termos mais amplos, incidentes dessa natureza podem levar a revisões em protocolos de fiscalização de obras subterrâneas em áreas urbanas densas.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que o movimento pode exigir mudanças em práticas de fiscalização de obras subterrâneas nas cidades nos próximos meses.

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