Agricultores atiraram batatas diante do Parlamento Europeu; polícia respondeu com água e gás lacrimogêneo.

Batataço: agricultores protestam em Bruxelas

Protesto em Bruxelas contra o acordo UE–Mercosul resultou em confrontos; autoridades e organizadores discordam sobre intensidade.

Produtores se manifestam contra acordo UE–Mercosul

Na quinta-feira (18), milhares de agricultores se concentraram nas imediações do Parlamento Europeu, em Bruxelas, para protestar contra o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Testemunhas e imagens aéreas mostram manifestantes arremessando sacos e tubérculos — o episódio ganhou o apelido de “batataço” nas redes sociais — e enfrentando barreiras policiais.

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em apurações da Reuters e da BBC Brasil, houve confrontos localizados entre produtores e agentes de segurança e bloqueios temporários de vias no entorno do complexo parlamentar.

Como começou a ação

Organizadores dizem que a mobilização foi planejada para pressionar por renegociações do texto do acordo, que, segundo representantes do setor, ameaça produtores locais com a entrada de produtos importados a custos inferiores. “Não vamos aceitar regras que prejudiquem quem produz aqui”, afirmou um dos líderes do movimento em declaração a repórteres no local.

Fontes policiais informaram que a ordem era impedir invasões de áreas restritas e garantir a segurança de funcionários e visitantes. Ainda assim, segundo imagens registradas por agências, parte dos manifestantes tentou avançar contra as barreiras, o que motivou a intervenção com jatos d’água e uso de gás lacrimogêneo.

Confrontos e instrumentos usados

Vídeos divulgados mostram agricultores empunhando sacos de batata e arremessando os tubérculos em direção às barreiras policiais. Em resposta, equipes de controle de distúrbios recorreram a canhões de água e, em alguns pontos, a gás lacrimogêneo para dispersar aglomerações mais hostis.

Equipes de emergência atenderam pessoas que apresentaram sintomas de intoxicação por gás e pequenos ferimentos. Fontes hospitalares relataram atendimento de manifestantes com dificuldade respiratória e escoriações leves, sem confirmação imediata de casos graves.

Reivindicações dos agricultores

Produtores de diferentes países europeus — entre eles França, Espanha e países do Benelux — disseram temer que o acordo reduza preços e aumente a concorrência desleal. Sindicatos do setor e associações rurais enfatizaram a necessidade de salvaguardas sanitárias e ambientais mais rígidas.

“Se o acordo for mantido nesses termos, muitos produtores europeus não terão condições de competir”, disse um representante sindical em entrevista. Por outro lado, autoridades envolvidas nas negociações sustentam que o texto preserva padrões sanitários e ambientais, embora reconheçam a necessidade de diálogo com os setores afetados.

Reações políticas e diplomáticas

Parlamentares europeus prometeram avaliar o impacto do protesto nas discussões sobre a ratificação do acordo. Fontes diplomáticas afirmaram que o episódio deverá aumentar a pressão por transparência e por garantias adicionais na implementação das cláusulas comerciais e sanitárias.

Do lado do Mercosul, negociadores ouvidos por agências pediram calma e afirmaram disposição ao diálogo técnico. No entanto, representantes de produtores do Mercosul também acompanharam a mobilização com atenção, já que as negociações terão efeitos recíprocos sobre mercados e cadeias produtivas.

Diferenças nas estimativas e narrativa

Há divergência entre veículos sobre a dimensão da mobilização: algumas agências mencionaram milhares de participantes, enquanto outras apontaram para centenas concentradas nos pontos mais próximos ao parlamento. A redação do Noticioso360 optou por relatar a amplitude com base em imagens aéreas, declarações de organizadores e relatos de autoridades, sem fixar número único diante das discrepâncias.

Organizadores qualificaram a ação como, em sua maioria, pacífica, e classificaram a resposta policial como desproporcional. Autoridades locais, por sua vez, destacaram que a atuação visou impedir a escalada e preservar a segurança pública.

Impactos logísticos e econômicos

Bloqueios temporários de vias afetaram o trânsito na área central de Bruxelas e geraram atrasos em deslocamentos, com reflexo em transportes públicos e em acesso ao Parlamento. Fontes empresariais locais relataram perturbações pontuais, sem estimativa imediata de prejuízo econômico.

Economistas consultados por agências afirmam que, se a pressão de produtores se traduzir em mudanças substantivas no texto, isso pode repercutir em negociações políticas e prazos de implementação do acordo. Medidas compensatórias e cláusulas de salvaguarda são mencionadas como possíveis caminhos para acomodar interesses diversos.

Apuração e verificação

Esta reportagem foi construída a partir do cruzamento de imagens, comunicados oficiais, entrevistas no local e reportagens de agências internacionais. Diante de divergências entre fontes sobre números e grau de confronto, priorizamos a transparência e a apresentação das posições dos atores envolvidos.

A redação do Noticioso360 seguirá atualizando a cobertura conforme relatórios oficiais das autoridades belgas, balanços policiais e posicionamentos formais de representantes do Mercosul e da União Europeia.

Fontes

Veja mais

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.

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