Índice aponta Uruguai como menos corrupto; Brasil aparece em 9º lugar com 35 pontos.

América Latina: países mais e menos corruptos

Uruguai lidera o ranking regional do CPI; Brasil ocupa a 9ª posição com 35 pontos, segundo dados compilados.

O Índice de Percepção da Corrupção (CPI) mais recente revela disparidades marcantes entre países da América Latina na avaliação sobre corrupção no setor público. Na medição usada por governos, investidores e organizações, o Uruguai surge como a economia da região com menor percepção de corrupção, enquanto o Brasil figura em nono lugar na classificação regional, com 35 pontos.

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em dados da Transparency International e reportagens da Reuters, essas pontuações ajudam a mapear riscos institucionais e a compreender por que alguns países costumam atrair mais confiança pública e melhores condições para investimento.

Como é calculado o CPI

O CPI combina avaliações de especialistas e de executivos de mercado para gerar uma pontuação que varia de 0 (muito corrupto) a 100 (muito limpo). A metodologia agrega múltiplas fontes independentes para reduzir vieses e representar uma visão consolidada sobre a percepção de corrupção no setor público.

É importante ressaltar que o índice mede percepção e não quantifica casos específicos investigados em tribunais. Pequenas variações na pontuação podem refletir mudanças na confiança pública, investigações em curso ou alterações em políticas de transparência.

Onde cada país fica na região

Na última edição do CPI, países como Uruguai e Chile aparecem consistentemente entre os melhores colocados na América Latina, com pontuações tipicamente na faixa de 70 a 75 pontos. Essas nações são frequentemente citadas por analistas como exemplos de instituições relativamente mais sólidas e de menor tolerância pública à corrupção.

O Brasil, com 35 pontos no levantamento citado, ocupa a nona posição regional. Pontuações abaixo de 40 em países latino-americanos têm sido associadas a desafios persistentes em controles institucionais, transparência e confiança dos cidadãos nas instituições públicas.

Panorama comparativo

Embora o top regional seja liderado por países com índices mais altos, a América Latina apresenta forte heterogeneidade. Colônias com economias menores e sistemas judiciais mais independentes tendem a ter pontuações superiores. Por outro lado, Estados com crises políticas recentes, alta polarização ou fragilidade nas agências de controle costumam registrar pontuações mais baixas.

O que explicam as diferenças

Especialistas consultados por veículos internacionais apontam que fatores como independência do judiciário, transparência das contas públicas, sistemas de licitação e atuação de órgãos de controle explicam grande parte das diferenças observadas no CPI.

Além disso, episódios midiáticos — como investigações de corrupção em setores estratégicos, prisões de políticos ou vazamentos de documentos — costumam ter impacto direto na percepção pública e, consequentemente, nas pontuações do índice.

Repercussões para a economia e a política

Pontuações mais altas no CPI costumam ser acompanhadas de maior previsibilidade institucional e melhores condições para atração de investimentos estrangeiros. Investidores avaliam o risco-país também pelo grau de confiança nas instituições que regulam contratos e licitações.

No Brasil, a manutenção de uma pontuação intermediária em torno de 35 pontos indica, para analistas, necessidade de reforço em mecanismos de prevenção, transparência e responsabilização. Ao mesmo tempo, episódios de avanços legais ou operações de investigação podem alterar a percepção em prazos curtos.

Leitura jornalística e metodológica

Ao cruzar bases de dados e reportagens, a apuração do Noticioso360 procurou contextualizar números com análises locais. Enquanto a Transparency International disponibiliza os dados e a metodologia, reportagens da Reuters e de outros veículos trazem reações de autoridades e interpretações sobre causas recentes que influenciam a percepção pública.

Há diferenças de ênfase entre coberturas: algumas matérias privilegiam evolução histórica e tendências de longo prazo; outras destacam episódios que alteram percepções em curto prazo. Entre especialistas, o consenso é de que medidas institucionais sustentadas têm mais efeito do que ações pontuais na melhoria do índice.

O que observar nos próximos meses

Nos países com pontuações mais baixas, esperam-se debates públicos e possíveis anúncios de reformas institucionais, programas de compliance e intensificação de investigações. Essas iniciativas podem, em tese, melhorar a percepção se implementadas de forma transparente e com resultados verificáveis.

Analistas também acompanham a reação dos mercados: ajustes na classificação de risco e mudanças no fluxo de capitais costumam acompanhar alterações significativas na percepção de corrupção.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.

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