Entre 1968 e 1972, 24 pessoas chegaram à região lunar; 12 delas caminharam na superfície do satélite.

24 viajaram à Lua; 12 caminharam na superfície

Apuração do Noticioso360 identifica 24 pessoas que viajaram até a Lua (órbita ou superfície) e 12 que caminharam nela; todos eram homens e cidadãos americanos.

Entre 1968 e 1972, 24 pessoas viajaram até a Lua —seja entrando em órbita lunar, seja pousando na superfície— e 12 dessas saíram dos módulos para caminhar sobre o regolito. Os registros oficiais das missões Apollo da Nasa delimitam esses números como fatos históricos documentados.

Segundo análise da redação do Noticioso360, que cruzou listas oficiais de tripulação e reportagens da Reuters e da BBC Brasil, os 24 astronautas eram todos homens e possuíam cidadania norte-americana, sem registros confiáveis de mulheres ou de cidadãos de outros países entre os que chegaram à órbita lunar ou à superfície.

Como se chegou a esses números

Os voos que levaram humanos à região lunar começaram com missões de órbita, como o Apollo 8, em dezembro de 1968, e evoluíram para pousos a partir do Apollo 11, em julho de 1969. Entre as missões que alcançaram a Lua até o fim do programa Apollo (Apollo 17, em 1972), a soma dos tripulantes que alcançaram a distância lunar é de 24.

Desses 24, metade —12— deixou o módulo lunar para caminhar na superfície. As listas de tripulação, documentos de missão e arquivos públicos da Nasa forneem nomes, datas e funções, o que permite verificar missão a missão quem estava a bordo e quem realizou as caminhadas lunares.

Distinção importante: órbita versus caminhada

Há diferença entre viajar até a Lua em sentido amplo —chegar à região lunar ou orbitá-la— e pousar na superfície. Nosso levantamento explicita essa distinção para reduzir ambiguidades em reportagens que, por vezes, confundem as categorias.

Algumas missões levaram apenas os astronautas até a órbita lunar, sem pouso. Outras incluíram o pouso e a saída para caminhadas. Ao agrupar ambos os tipos de viagem, chegamos ao total de 24 pessoas que alcançaram a proximidade lunar, com 12 que efetivamente caminharam sobre a Lua.

Quem eram os astronautas

O perfil demográfico do grupo é relativamente homogêneo: predominantemente homens brancos, nascidos majoritariamente em cidades dos Estados Unidos continentais. Alguns nasceram no exterior em função de serviço militar dos pais, mas integraram as tripulações com cidadania americana, conforme os registros oficiais.

As listas públicas não indicam presença feminina entre os que viajaram até a órbita lunar ou pisaram na superfície durante o período apurado. Esse fato tem sido destacado pela mídia e por historiadores como indicador das condições de seleção e dos contextos sociais e institucionais da época.

Contexto histórico e simbólico

O programa Apollo ocorreu em um contexto geopolítico de Guerra Fria e contou com critérios de seleção que privilegiavam pilotos e engenheiros militares e civis de perfis majoritariamente masculinos. A própria estrutura das missões e das carreiras que levavam à participação nas tripulações refletiu essas escolhas institucionais.

Por outro lado, a narrativa pública e simbólica dos voos lunares mudou nas últimas décadas. Agências espaciais, universidades e iniciativas privadas têm trabalhado para ampliar a diversidade nas equipes, tanto por questão de justiça social quanto por competência técnica e representatividade.

Programa Artemis e futuras missões

A Nasa, por exemplo, anunciou o programa Artemis com a meta explícita de levar a primeira mulher e a primeira pessoa de cor a uma superfície lunar em missões vindouras. Trata‑se de uma mudança explícita em relação ao perfil das décadas de 1960 e 1970, embora ainda seja necessário acompanhar a concretização dessas metas em voos tripulados.

Limitações e transparência da apuração

Ao compilar os números, a redação do Noticioso360 adotou critérios claros: incluir todos os tripulantes que efetivamente viajaram até a região lunar (órbita ou superfície) e, em separado, identificar os que realizaram caminhadas na superfície. Quando fontes divergiam sobre nomenclaturas ou inclusões, os critérios usados pela reportagem foram explicitados para o leitor.

Também vale registrar que não foram identificados registros confiáveis de pessoas de outras nacionalidades ou de mulheres nas listas dos 24. A checagem baseou‑se em documentos públicos da Nasa, arquivos de missão e reportagens de veículos internacionais.

O que permanece como legado

Os números —24 que viajaram à Lua, 12 que caminharam nela— são, em essência, limites factuais das missões Apollo e refletem tanto as capacidades técnicas da época quanto as escolhas sociais que definiram quem teria acesso a essas oportunidades.

Além disso, esse legado tem impacto simbólico: durante décadas, as imagens das caminhadas lunares foram referências de poder tecnológico e prestígio nacional. Hoje, elas também são analisadas sob a lente da representatividade e da necessidade de inclusão nas próximas fases da exploração espacial.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas e especialistas em políticas espaciais apontam que, se cumpridas, as metas de diversidade das novas missões podem redefinir a simbologia e o acesso à exploração lunar nas próximas décadas.

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