Plano prevê a regularização dos pagamentos a partir de 2026
O São Paulo Futebol Clube trabalha internamente para passar a quitar as parcelas relativas a direitos de imagem dos jogadores dentro do mês de vencimento a partir da temporada de 2026.
A mudança — segundo material interno a que esta reportagem teve acesso — busca encerrar uma prática adotada nos últimos anos em que pagamentos eram postergados por cerca de um mês. A direção do clube afirma que a medida melhora o planejamento financeiro e reduz potenciais reclamações trabalhistas.
De acordo com análise da redação do Noticioso360, a proposta faz parte de um esforço mais amplo de reestruturação financeira e de governança que vem sendo discutido entre diretores, conselheiros e o departamento financeiro.
Como funcionaria a regularização
Fontes ligadas ao departamento financeiro detalharam que a ideia é alinhar o calendário de pagamentos de imagem ao da folha salarial e ao calendário tributário, criando previsibilidade no fluxo de caixa do clube. Em documentos internos, a diretoria aponta a necessidade de ajustar projeções de receita — como bilheteria, cotas de TV e resultados em competições — para garantir a sustentabilidade da iniciativa.
“A intenção é que, a partir de 2026, as parcelas sejam pagas dentro do mês de vencimento, reduzindo a defasagem que vinha ocorrendo”, diz trecho do comunicado interno. A reportagem consultou cópia do material encaminhado a membros do conselho.
Receio de atletas e da representação
Por outro lado, jogadores e representantes demonstram cautela. Fontes próximas ao elenco afirmam que a intenção precisa ser convertida em cláusulas contratuais claras ou em calendários formais para evitar que a regularidade dependa apenas de decisões administrativas.
Agentes costumam solicitar garantias contratuais — como mecanismos de garantia bancária ou cláusulas específicas — para que o pagamento dos direitos de imagem não fique sujeito a oscilações de receita. Sem esses instrumentos, existe o risco de que a promessa não se sustente em períodos de menor arrecadação.
Implicações jurídicas e trabalhistas
Consultores jurídicos ouvidos em caráter informal disseram que, se a medida for implementada, pode reduzir a exposição do clube a ações trabalhistas relacionadas a atrasos de pagamento. Especialistas destacaram, porém, que a efetividade depende de previsões orçamentárias consolidadas e de eventuais linhas de crédito ou reservas para cobrir flutuações.
“A regularidade nos depósitos tende a diminuir reclamações e multas, mas só terá valor real se houver previsibilidade financeira e garantias contratuais”, afirma um advogado especialista em direito esportivo consultado pela reportagem.
Impacto nas negociações e na imagem institucional
Do ponto de vista das negociações contratuais, a medida pode influenciar futuras assinaturas. Contratos com cláusulas de performance e metas atreladas a pagamentos podem ser renegociados com menos resistência caso haja uma política clara de pagamentos em dia.
Além disso, na esfera pública, a consistência nos pagamentos pode melhorar a imagem do clube junto a atletas, agentes e torcedores, sinalizando profissionalização da gestão e compromisso com obrigações trabalhistas.
Lacunas que ainda precisam ser preenchidas
Apesar das declarações internas, o plano carece de documentação pública que comprove o comprometimento formal. Não foram apresentados cronogramas públicos, auditorias independentes ou cláusulas contratuais padrão até o fechamento desta apuração.
A reportagem solicitou esclarecimentos à assessoria de imprensa do clube e ao departamento financeiro, bem como cópia de eventuais planos orçamentários e acordos. Até o momento, não houve resposta oficial que confirme todas as etapas do cronograma interno.
Recomendações da redação
Com base na apuração, o Noticioso360 recomenda que a diretoria do São Paulo divulgue cronogramas de pagamento, informe mecanismos de garantia financeira e forneça esclarecimentos por escrito aos atletas e ao conselho deliberativo.
Também orientamos que os jogadores consultem seus representantes legais antes de aceitar alterações contratuais e busquem cláusulas que assegurem regularidade e instrumentos de fiscalização independentes.
O que muda para 2026
Se efetivado, o compromisso de pagar direitos de imagem dentro do mês teria efeitos práticos imediatos: menor volume de reclamações por atraso, redução de passivos trabalhistas potenciais e maior previsibilidade nas relações com agentes.
Por outro lado, a implementação exigirá disciplina orçamentária, eventuais linhas de crédito ou reservas e a capacidade do clube de administrar receitas variáveis sem comprometer outros compromissos financeiros.
Próximos passos da apuração
A reportagem continuará a buscar confirmação junto à assessoria do São Paulo, à área financeira do clube e a representantes dos atletas. Também serão solicitados documentos que comprovem cronogramas e mecanismos de contingência, como auditorias independentes e cláusulas contratuais padrão.
Até que esses elementos sejam apresentados, a previsão interna deve ser tratada como intenção administrativa passível de ajustes e condicionada a confirmações por escrito.
Fontes
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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o movimento pode redefinir a gestão financeira dos clubes nos próximos anos.



