Controvérsia no fim da partida entre Fluminense e Vasco
O confronto que decidiu a vaga nos pênaltis terminou com o Vasco avançando por 4 a 3, depois de derrota por 1 a 0 no tempo normal. Aos 43 minutos do segundo tempo, um carrinho de Paulo Henrique em Kevin Serna gerou forte reação do Fluminense e de sua torcida, que reclamaram de possível falta violenta passível de cartão vermelho direto.
Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em matérias da Reuters, G1 e CNN Brasil, o episódio demanda checagens específicas — imagens em velocidade normal e replay, posicionamento dos árbitros e declarações oficiais da arbitragem — para uma conclusão técnica. A apuração destaca lacunas públicas que mantêm o caso em aberto.
O lance e as versões
O trecho do jogo disponibilizado à imprensa mostra o jogador do Vasco fazendo um carrinho que atinge o pé de Serna com a sola da chuteira. Para parte da torcida e de especialistas em regras, o ponto crítico é a orientação da sola em direção ao adversário e a velocidade do contato, elementos que podem caracterizar “uso excessivo de força”.
Por outro lado, comentaristas e membros da equipe de arbitragem ouvidos por veículos que acompanharam o pós-jogo colocaram que, no local, a interpretação dos oficiais foi de que o contato — embora digno de punição — não atingiu gravidade suficiente para expulsão imediata. Essa diferença de leitura explica a polarização nas redes sociais e na imprensa.
O que dizem as regras
As leis do jogo estabelecem que um jogador deve ser expulso ao usar força desproporcional ou quando existe risco claro de lesão à integridade física do adversário. Um carrinho com a sola voltada e impacto considerável pode ser enquadrado como conduta violenta.
No entanto, a avaliação do árbitro depende de fatores contextuais: intensidade do impacto, intenção aparente, se a bola foi jogável e a segurança do adversário no momento do contato. Em situações em que o risco é considerado menor, a sanção pode ser reduzida a cartão amarelo.
O que a apuração do Noticioso360 encontrou
A checagem editorial cruzou informações de trechos de imagem, reportagens publicadas por grandes veículos e menções que circulam em redes. Não foi localizada, até o fechamento desta apuração, uma transcrição oficial ou gravação integral em que o árbitro afirme textualmente que “deveria ter havido expulsão”.
Nossa equipe identificou três pontos necessários para avaliação técnica completa:
- Sequência de imagens em múltiplos ângulos, com replays em câmera lenta;
- Posicionamento do árbitro e auxiliares no momento do lance para verificar visão direta e distância;
- Declarações oficiais da CBF, da comissão de arbitragem ou do próprio árbitro, preferencialmente em áudio ou vídeo integral.
Sem acesso público consolidado a essas peças, permanecem dúvidas sobre a interpretação correta do episódio. A Federação e a comissão de arbitragem podem, em caso de revisão disciplinar, alterar entendimentos, mas não houve, até a publicação, comunicado formal nesse sentido.
Reações e consequências imediatas
Representantes do Fluminense e torcedores manifestaram indignação e pediram providências. A repercussão gerou pedidos públicos por imagens e pela gravação da entrevista do árbitro. O Vasco registrou a classificação e manteve o cartão amarelo aplicado a Paulo Henrique nos termos oficiais da partida.
A diferença entre “punição evidente” e “interpretação aceitável” é central: mesmo que especialistas apontem risco no carrinho, a ausência de material público completo e depoimentos oficiais impede a confirmação de que houve erro disciplinar decisivo.
O papel das imagens e do VAR
O uso do VAR ou de replays múltiplos poderia esclarecer tecnicamente o grau de risco do lance. Em campeonatos que adotam tecnologia, as comunicações entre árbitro de campo e equipe de vídeo e o tempo de revisão tornam-se fundamentais para decidir entre amarelo e vermelho.
No episódio em análise, a apuração não encontrou registro público de intervenção do VAR indicando necessidade de mudança da decisão tomada em campo.
O que falta provar
A redação do Noticioso360 destacou ainda que circulam trechos de entrevistas e declarações atribuídas ao árbitro que não constam em notas oficiais completas. Antes de atribuir uma fala definitiva ao juiz, é necessária cautela e a apresentação de provas auditivas ou documentais.
Além disso, é preciso verificar se houve registro formal de reclamação junto à comissão disciplinar do campeonato por parte do Fluminense — ação que poderia desencadear revisão posterior.
Próximos passos recomendados pela redação
Para esclarecer definitivamente o caso, indicamos alguns procedimentos que a direção do clube, a comissão de arbitragem ou autoridades competentes podem adotar:
- Solicitar a gravação completa da entrevista pós-jogo do árbitro e sua publicação integral;
- Divulgar imagens do lance em todos os ângulos disponíveis e comunicações do VAR, se houver;
- Emitir posicionamento oficial da comissão de arbitragem sobre critérios aplicados no lance;
- Registrar qualquer recurso ou pedido de revisão por parte do Fluminense junto aos órgãos competentes.
Essas ações ajudam a transformar suspeitas e versões em elementos verificáveis, fundamentais para decisões disciplinares e para a transparência do processo.
Fontes
Veja mais
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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Perspectiva: Analistas e especialistas em arbitragem apontam que a forma como comissões disciplinares tratam episódios semelhantes pode influenciar futuras interpretações de faltas ríspidas nos minutos finais de jogos decisivos.



