Cortina d’Ampezzo (Itália) — A brasileira Nicole Silveira terminou na 12ª colocação na prova feminina de skeleton realizada na sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, em etapa válida pelos Jogos de Inverno. A competição teve domínio das atletas da Áustria e oscilações de desempenho entre as baterias, com mudanças que influenciaram a definição do pódio.
De acordo com levantamento da redação do Noticioso360, que cruzou informações do G1, da Reuters e dos resultados oficiais da federação internacional (IBSF), a segunda descida de Silveira foi o ponto alto da participação: por um trecho a brasileira chegou a liderar momentaneamente a bateria, mas não conseguiu consolidar a vantagem nas voltas seguintes.
Como foi a prova
A competição em Cortina seguiu o cronograma divulgado pela organização e manteve duas descidas que definiram a classificação final. Ao longo das baterias, condições da pista e pequenas diferenças na regulagem do trenó traduziram-se em variações de décimos que, no skeleton, costumam decidir posições.
Silveira mostrou arrancadas inicial e linhas agressivas em partes da pista, atributos que a colocaram à frente em um trecho da segunda descida. Ainda assim, fatores técnicos como a adaptação à pista e as mudanças climáticas que alteraram a aderência do gelo prejudicaram a repetição do desempenho, segundo análise de técnicos ouvidos por fontes públicas.
Domínio austríaco e definição do pódio
A Áustria teve presença forte na prova: a atleta que venceu registrou os melhores tempos combinados nas duas descidas e imprimiu vantagem clara sobre as adversárias. Relatórios internacionais destacaram a sequência de marcas consistentes das representantes austríacas, reflexo de investimentos em preparação e conhecimento da pista.
Fontes oficiais consultadas pela equipe do Noticioso360 apontam que a performance austríaca naquela etapa segue padrão recente do circuito, quando equipes com estrutura consolidada conseguem extrair menor variação entre as passagens e, assim, manter vantagem na soma dos tempos.
O que pesou para Silveira
Em entrevistas e registros públicos compilados pelas reportagens, técnicos brasileiros e analistas explicaram que três elementos foram determinantes para as oscilações de Silveira:
- Adaptação à pista de Cortina, com curvas que exigem linhas precisas;
- Variações climáticas que alteraram a aderência do gelo entre as baterias;
- Ajustes finos no trenó, capazes de mudar décimos decisivos no tempo final.
Por outro lado, a atleta comprovou velocidade inicial competitiva e capacidade de traçar linhas agressivas — atributos que justificam a liderança provisória na segunda descida e demonstram potencial de evolução no circuito europeu.
Comparação entre coberturas
A apuração conjunta colocou em perspectiva diferentes enfoques: o G1 privilegiou o viés humano e a trajetória de Silveira, com entrevistas e contexto nacional; a Reuters enfatizou o contexto competitivo, reforçando o domínio austríaco e os números que definiram o pódio. A checagem cruzada realizada pelo Noticioso360 buscou conciliar esses ângulos e conferir os tempos oficiais divulgados pela IBSF para evitar conclusões precipitadas.
Números e verificação
A redação do Noticioso360 conferiu os tempos por bateria junto aos boletins oficiais e comparou declarações publicadas pelas assessorias das delegações. Imagens das descidas, analisadas com comentários de especialistas, ajudaram a distinguir entre sensação de desempenho e dados concretos.
Os resultados oficiais reproduzidos pelas principais agências confirmam a 12ª posição de Nicole Silveira e a vitória da atleta austríaca mencionada nas coberturas. Até a publicação desta matéria não havia registro de recursos ou alterações nos resultados.
Repercussão e próximos passos
Para a equipe brasileira, a etapa em Cortina serve como referência técnica. Fontes consultadas indicam que a prioridade nos próximos treinos será revisar pequenas regulagens do trenó e ajustar a estratégia de linha de corrida para reduzir a variabilidade entre descidas.
Além disso, o acompanhamento das condições climáticas em pistas europeias seguirá como ponto central no planejamento. Técnicos sinalizam que reduzir a diferença de tempo entre passagens é condição para que Silveira e outras atletas alcancem top-10 com regularidade.
Contexto do circuito
Historicamente, equipes com maior investimento em infraestrutura e adaptação às pistas — como a austríaca — tendem a registrar menos flutuações nos tempos. A consistência é particularmente valiosa em competições com somatório de descidas, onde manter performance estável frequentemente vale mais do que picos isolados de velocidade.
Para Silveira, a prova em Cortina reafirma progresso competitivo e aponta áreas claras de ajuste. A experiência ganha em pistas europeias é vista por técnicos como um ativo para as próximas etapas.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o desempenho pode influenciar a estratégia brasileira nas próximas etapas do circuito e orientar ajustes técnicos para buscar o top-10 em provas futuras.
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