O Ministério Público do Estado de São Paulo ampliou um inquérito que investiga movimentações financeiras no Sport Club Corinthians Paulista e cita adiantamentos que somam R$ 1.278.798,10 sem documentação comprobatória correspondente.
De acordo com dados oficiais do procedimento investigatório, esses valores constam em planilhas anexas ao caso como lançamentos classificados como “adiantamento” e, em parte deles, não foram localizadas notas fiscais, contratos ou recibos que justifiquem a liberação dos recursos.
Segundo análise da redação do Noticioso360, com base nos documentos levantados pelo MP e em nota do clube, o montante reúne diversos lançamentos distribuídos ao longo do período em que Duílio Monteiro Alves ocupou a presidência do Corinthians.
O que diz o Ministério Público
O documento do Ministério Público detalha que a apuração concentra-se em pagamentos para os quais não houve comprovação adequada de despesa. Parte das irregularidades foi identificada ao cruzar extratos, planilhas e encaminhamentos internos anexados ao procedimento.
Promotores destacam que a ausência de documentos fiscais ou contratos para alguns lançamentos motivou a ampliação do inquérito, com a finalidade de permitir perícias contábeis e diligências complementares. O objetivo é verificar se houve desvio ou uso indevido de recursos do clube, e se terceiros ou dirigentes foram responsáveis por procedimentos irregulares.
Posicionamento do Corinthians
Procurado pela apuração, o Sport Club Corinthians Paulista encaminhou nota oficial afirmando que os lançamentos sob análise fazem parte de processos administrativos internos e que o clube mantém procedimentos de verificação e defesa.
Em sua manifestação, o Corinthians informou também que documentações complementares podem ser apresentadas no curso das investigações e que a instituição colaborará com as diligências solicitadas pelas autoridades.
Confronto entre versões
Há, no confronto entre as versões, pontos de divergência relevantes. O Ministério Público considera insuficiente a prova documental associada a determinados pagamentos. Por outro lado, o clube diz possuir registros administrativos que justificariam os lançamentos.
Até o momento não há decisão judicial que caracterize responsabilizações criminais definitivas; o procedimento está em fase de instrução e poderá resultar em perícias contábeis, oitivas de testemunhas e eventuais providências judiciais.
O que consta nas peças do inquérito
As planilhas anexas ao procedimento, segundo o material analisado pelos promotores, agrupam lançamentos classificados como adiantamentos. O valor total citado — R$ 1.278.798,10 — reúne diferentes entradas que, em tese, deveriam ter comprovação documental específica.
Entre os documentos que o MP aponta como ausentes em parte dos registros estão notas fiscais, recibos e contratos. A falta desse tipo de comprovante é, conforme os promotores, um indicativo da necessidade de aprofundamento das apurações para verificar a regularidade das operações.
Verificações adicionais e auditorias internas
A apuração do Noticioso360 buscou complementar o quadro com consultas a bancos de dados públicos e comunicados oficiais. Foram identificados processos de auditoria e revisões contábeis realizadas pelo clube nos últimos anos, mas esses procedimentos não substituem a exigência de comprovação documental para cada adiantamento apontado.
Auditorias internas podem identificar inconsistências e recomendar correções, mas, em investigações criminais, a prova documental individualizada tem peso decisório. Por isso, o MP pretende aprofundar a análise contábil.
Impacto financeiro e administrativo
O valor levantado pelo MP — embora não seja, por si só, prova de crime — é material e exige esclarecimentos administrativos. Se confirmadas irregularidades, o caso pode gerar repercussões administrativas, cíveis e criminais a depender das conclusões periciais.
Internamente, clubes de futebol mantêm fluxos de caixa complexos, com diversas rubricas e adiantamentos a fornecedores, atletas e prestadores de serviço. A clareza documental é essencial para evitar questionamentos futuros e garantir a governança institucional.
Próximos passos da investigação
De acordo com o procedimento, as próximas etapas devem incluir perícias contábeis requisitadas pelo MP, convocações de testemunhas e solicitação de documentos complementares ao clube.
Advogados do Corinthians poderão pedir diligências próprias, apresentar documentos e requerer acesso a informações que demonstrem a regularidade dos lançamentos. O inquérito segue em fase de instrução, sem prazo público fixado para conclusão.
O que o público deve observar
Três pontos ficam evidentes a partir da documentação: 1) o valor especificado pelo MP é R$ 1.278.798,10; 2) existe discordância entre a avaliação ministerial sobre a suficiência das provas e a defesa administrativa do clube; 3) o caso ainda está em investigação.
Para leitores e torcedores, é importante acompanhar a divulgação de peças processuais e pronunciamentos oficiais que esclareçam, com prazos e evidências, as medidas internas adotadas pelo clube e os resultados das perícias.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.
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