Presidente do Palmeiras afirmou que mudanças estatutárias devem seguir processos formais e votação no Conselho.

Leila diz que terceiro mandato 'não é golpe' em reunião do Conselho

Leila Pereira disse em reunião do Conselho Deliberativo que eventual terceiro mandato não seria 'golpe'; regimento atual limita reeleição.

Contexto e declaração

Leila Pereira, presidenta do Sociedade Esportiva Palmeiras, afirmou em reunião do Conselho Deliberativo realizada na terça‑feira (16) que a busca por um eventual terceiro mandato “não é golpe” à governança do clube. A fala reacendeu o debate sobre os limites previstos no regimento interno e sobre a necessidade de reformas estatutárias para viabilizar sua permanência até 2030.

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em atas, documentos internos e entrevistas com conselheiros, o tema foi tratado com cautela durante o encontro, entre posicionamentos favoráveis e contrários dentro do Conselho.

O que foi dito na reunião

No pronunciamento, Leila reiterou que qualquer alteração que permita prolongar o mandato precisará passar pelos canais formais do clube. “Se houver consenso, daremos seguimento pelas vias estatutárias, com quórum e transparência”, disse a dirigente, segundo relatos de participantes.

Fontes próximas ao Conselho Deliberativo informaram à reportagem que houve menção explícita à necessidade de respeitar o regimento atual, que, conforme documentos internos, limita a presidência a uma única reeleição consecutiva — ou seja, mandatos que vão até 2027 no atual modelo.

Vozes dentro do Conselho

Conselheiros ouvidos afirmaram que existem ao menos dois blocos de posicionamento: um que defende a manutenção do texto vigente para preservar a rotatividade da gestão; e outro que entende ser legítimo discutir alterações estatutárias, desde que o processo respeite o quórum e a publicidade exigidos.

“Há gente que vê com naturalidade discutir a mudança se houver justificativa técnica e maioria qualificada. Por outro lado, há preocupação com a concentração de poder”, explicou um membro do Conselho que pediu anonimato.

Aspecto jurídico e riscos de impugnação

Especialistas em direito desportivo consultados pelo Noticioso360 destacam que alterações estatutárias que ampliem mandatos podem ser questionadas em instâncias esportivas e na Justiça comum, sobretudo se perceberem que as regras foram feitas para beneficiar mandatários em exercício.

“A mudança em si não é impossível, mas precisa seguir o devido processo: convocação regular, quórum estatutário, publicidade e justificativas técnicas. Falhas nesse rito abrem caminho para impugnação”, afirmou um advogado que assessora clubes e que acompanhou documentos preliminares apresentados internamente.

Registro e precedentes

A reportagem verificou que não há registro público de votação em assembleia aprovando alteração que permita um terceiro mandato à atual presidência. Documentos internos consultados apontam movimentações preparatórias, mas nenhuma deliberação formal até o momento.

Casos comparáveis no futebol brasileiro mostram que propostas desse tipo costumam enfrentar recursos e contestações, e podem levar meses de tramitação antes de ganharem eficácia, quando aprovadas.

Movimentação política e bastidores

Reportagens e notas de bastidores publicadas nos principais veículos de economia e esporte indicam que a articulação política em torno do tema ocorre há meses. Negociações envolveriam blocos de conselheiros, lideranças empresariais e interlocuções com potenciais apoiadores fora do clube.

Fontes consultadas afirmam que a proposta, se formalizada, exigirá ampla articulação para garantir o quórum qualificado previsto no regimento, além de documentos técnicos que sustentem a argumentação de continuidade administrativa e benefícios para projetos em andamento.

Argumentos a favor e contra

Dirigentes favoráveis afirmam que a continuidade de projetos e investimentos requer estabilidade administrativa e que mudanças estatutárias, quando aprovadas legitimamente, podem permitir a conclusão de planos de longo prazo.

Por outro lado, críticos ressaltam o risco reputacional e ético de alterar regras que beneficiem mandatários em exercício, além da necessidade de preservar mecanismos de alternância de poder para garantir fiscalização interna.

O que o regimento prevê

O regimento interno do clube, conforme análise de atas e do texto vigente, limita a presidência a uma reeleição consecutiva. A norma foi desenhada, segundo documentos, para evitar concentração prolongada de poder e estimular renovação de gestão.

No entanto, o próprio regimento prevê mecanismos de alteração por meio de assembleia com quórum qualificado, o que abre a possibilidade, em tese, de modificação — desde que o processo obedeça às regras estatutárias e à transparência esperada.

Transparência e expectativas

Fontes ouvidas defendem que qualquer proposta formal deve vir acompanhada de justificativas técnicas e pareceres que expliquem o interesse público dentro do clube — por exemplo, continuidade de contratos, projetos esportivos ou obras que demandem estabilidade.

A reportagem solicitou à assessoria do Palmeiras um posicionamento oficial sobre eventuais propostas estatutárias e prazos para qualquer votação; até a publicação desta matéria não houve retorno formal.

Projeção

O cenário traçado pelo Noticioso360 indica um processo em curso, com declaração pública da presidenta, existência de regras que limitam as reeleições e movimentação política interna que pode resultar em proposta de reforma.

Analistas ouvidos pela reportagem apontam que a concretização de um terceiro mandato depende de articulação política robusta, aprovação por quórum e, possivelmente, do enfrentamento de contestações legais e reputacionais.

Fontes

Veja mais

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.

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