Polêmica na Copinha leva a afastamento cautelar da arbitragem
A Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou o afastamento imediato do árbitro Vinicius Pinto Tonollo, de 22 anos, e do auxiliar Jefferson Yago Franco Pinto, de 30 anos, após um erro de arbitragem que validou um gol irregular na vitória do Palmeiras por 4 a 2 sobre o Monte Roraima, na Copa São Paulo de Futebol Júnior. O lance ocorreu em 6 de janeiro de 2026 e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e na imprensa esportiva.
O gol contestado nasceu de um cruzamento que resultou em finalização e marcação de rede. Imagens divulgadas por diferentes veículos mostram indícios de que a bola teria saído pela linha lateral antes do passe que culminou no tento. O assistente, segundo relatos e registros em vídeo, não levantou a bandeira para indicar irregularidade, e a equipe de arbitragem manteve o lance válido.
Segundo análise da redação do Noticioso360, cruzando reportagens do G1 e da Reuters e conferindo imagens disponíveis, há elementos que justificam a instauração de procedimento administrativo por parte da federação. A decisão, no entanto, é tratada pela entidade como medida cautelar enquanto são coletados documentos, relatórios e imagens complementares.
O que diz a FPF e o protocolo adotado
Em nota oficial, a FPF informou que abriu um procedimento interno para apurar responsabilidades e avaliar eventuais medidas disciplinares. A federação ressaltou que a apuração está em andamento e que ainda não há conclusão definitiva sobre interpretação de regras ou eventual falha técnica.
O afastamento é classificado como cautelar, medida prevista para garantir independência da investigação sem, neste momento, caracterizar punição definitiva. A entidade também informou que poderá requisitar imagens adicionais, relatórios de câmeras auxiliares e depoimentos dos envolvidos para formar o processo administrativo.
VAR e limitações nas categorias de base
Uma das questões centrais na apuração é a atuação do VAR — quando disponível — e a comunicação entre o árbitro principal e o assistente de linha. Em competições de base, a infraestrutura e o uso do VAR nem sempre são idênticos aos do futebol profissional, o que aumenta a possibilidade de erros humanos ou de falha na revisão de lances.
Especialistas consultados por veículos parceiros e por nossa redação apontam que, mesmo com tecnologia, decisões dependem da velocidade do lance, do posicionamento das câmeras e da qualidade da transmissão. Erros de sinalização por parte do assistente, como não acionar a bandeira, também podem comprometer a reavaliação do lance.
Reações dos clubes e repercussão pública
O Monte Roraima registrou reclamação formal junto à FPF, conforme reportagens. O clube manifestou insatisfação com a validação do gol e solicitou a verificação das imagens complementares. Já o Palmeiras evitou maiores comentários oficiais, limitando-se a reconhecer o resultado e a confiança no processo de apuração pela federação.
Torcedores e comentaristas em redes sociais intensificaram o debate sobre a necessidade de maior rigor na formação de árbitros e na aplicação do VAR em competições de base. Para alguns analistas, o afastamento imediato sinaliza postura firme da FPF; para outros, trata-se de prática rotineira diante de casos de grande repercussão.
Análise técnica: onde houve falha?
Ao analisar as imagens disponíveis, técnicos e observadores apontaram dois focos principais: a posição da bola no momento do cruzamento e a sinalização do assistente. Se a bola de fato havia ultrapassado a linha lateral, o correto seria a interrupção do jogo e a marcação de lateral, anulando a sequência que originou o gol.
Outra possibilidade em investigação é a eventual falha na comunicação com a cabine do VAR — quando o sistema estava operacional naquele jogo — ou a inexistência de sinalizações suficientes para acionar a revisão. A FPF deverá verificar logs e comunicações internas para confirmar se houve tentativa de consulta ao vídeo.
Próximos passos e consequências possíveis
Fontes ouvidas pela imprensa indicam que o departamento de arbitragem da federação pretende reunir relatórios e imagens em curto prazo. Depoimentos dos profissionais afastados devem ser colhidos oficialmente, assim como análises técnicas de peritos em arbitragem.
Se a investigação concluir por erro técnico ou procedimental, as sanções possíveis variam desde advertência e reatribuição de funções até suspensão temporária ou outras penalidades previstas no regulamento da federação. A FPF tende a seguir procedimento administrativo padrão, garantindo direito de defesa aos envolvidos.
Impacto na competição e medidas preventivas
Além da punição individual, o episódio reacende o debate sobre medidas estruturais para reduzir a reincidência de lances controversos na Copinha. Entre as alternativas citadas estão a ampliação do uso do VAR em todas as partidas, melhor posicionamento de câmeras auxiliares, treinamento contínuo das equipes de arbitragem e protocolos mais claros para acionamento da revisão.
Clubes e dirigentes pressionam por soluções que aumentem a confiabilidade dos resultados em competições de base, onde muitos jovens atletas buscam visibilidade. A falta de uniformidade no uso de tecnologia e a sobrecarga de partidas em curto espaço de tempo são apontadas como entraves para a qualidade da arbitragem.
Contexto e precedentes
Erros em categorias de base não são inéditos no futebol brasileiro. A combinação entre juventude dos árbitros, infraestrutura variável e decisões sob pressão tende a gerar episódios semelhantes. Em algumas ocasiões anteriores, federações adotaram medidas de capacitação e revisão de protocolos para tentar reduzir falhas repetidas.
Para especialistas, a transparência do processo e a publicação de relatórios técnicos sobre os casos ajudam a construir confiança pública. A instauração de procedimento, por si só, é vista como necessário; a efetividade virá do rigor e da celeridade na conclusão das investigações.
Fechamento e projeção
O afastamento cautelar do árbitro e do assistente pela FPF marca o início de uma apuração que pode resultar em medidas disciplinares e em mudanças nos protocolos de arbitragem. A transparência do processo será um termômetro para a credibilidade da entidade diante de clubes, atletas e torcedores.
Analistas apontam que, se confirmadas falhas procedimentais, o episódio pode impulsionar a adoção mais ampla do VAR e investimentos em infraestrutura para a Copinha, mudando práticas nos campeonatos de base nos próximos anos.
Fontes
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