O que ocorreu
O meia Jorge Carrascal, do Flamengo, recebeu cartão vermelho logo após o reinício do segundo tempo na decisão da Supercopa do Brasil, em situação que surpreendeu torcedores e comentaristas presentes. A expulsão ocorreu em um momento atípico — com os jogadores já alinhados para voltar ao gramado — e mudou imediatamente a dinâmica do confronto.
Segundo relatos visuais e depoimentos colhidos pela reportagem, houve um atrito entre atletas nos instantes que antecederam a volta para a etapa complementar. Mas existem divergências sobre o local exato e a natureza do episódio: algumas fontes apontam para um evento no túnel que liga o vestiário ao campo; outras descrevem um desentendimento já em campo, antes do apito inicial do árbitro.
Curadoria e checagem das informações
De acordo com análise da redação do Noticioso360, que cruzou imagens oficiais, notas dos clubes e relatos de profissionais envolvidos, há inconsistências nas versões públicas sobre o que motivou a expulsão e no momento preciso em que a decisão foi tomada.
A checagem priorizou: a) o exame das imagens oficiais disponibilizadas pela transmissão; b) o confronto com notas e comunicados emitidos pelos clubes; e c) a tentativa de confirmar se houve consulta ao VAR antes da marcação do cartão vermelho. Em alguns trechos as imagens demonstram gestos e palavras trocadas; em outros, faltam ângulos que confirmem um contato físico claro.
O que dizem as versões levantadas
Versão A — agressão direta
Parte da cobertura classificou a expulsão como resultado de uma agressão física direta. Essa linha de relato baseia-se em imagens que, segundo comentaristas, mostrariam contato corporal entre Carrascal e outro atleta, bem como em declarações de dirigentes que chegaram a mencionar “atitude agressiva”.
Versão B — comportamento antidesportivo ou verbal
Outros relatos enfatizam que a sanção decorreu de postura ou linguagem considerada imprópria por parte do jogador. Nessa interpretação, o árbitro teria reagido a gestos ou provocações verbais no momento da volta ao jogo, o que se enquadraria como conduta passível de punição sem necessariamente haver agressão física.
Diferenças na cronologia
Além da divergência sobre o tipo de falta, há disputas quanto ao instante exato da ocorrência. Em algumas narrativas, o episódio teria acontecido no túnel, antes da entrada em campo; em outras, já sobre o gramado, nos segundos que antecederam o apito do juiz para a etapa complementar. Essa variação altera a percepção sobre quem testemunhou o fato e sobre a esfera de atuação do árbitro e do VAR.
O papel do árbitro e do VAR
As Leis do Jogo atribuem ao árbitro competência para aplicar punições disciplinares a qualquer momento em que esteja presente no campo de jogo ou nas áreas técnicas relacionadas à partida, inclusive durante o intervalo, caso presencie um fato passível de penalização.
No entanto, a aplicação de um cartão vermelho imediatamente no retorno é incomum por interferir na estratégia da equipe e pelo caráter simbólico do reinício. Pergunta-se, portanto, se a decisão contou com avaliação do VAR — que poderia corroborar ou reverter a interpretação — ou se foi tomada a partir da observação direta do árbitro.
Impacto no jogo e consequências práticas
Em termos práticos, a expulsão deixou o Flamengo com um jogador a menos a partir do início do segundo tempo, obrigando o técnico a reconfigurar a escalação e a estratégia. Uma equipe reduzida num jogo de decisão tende a adotar recuos táticos imediatos e maior concentração defensiva.
Mais adiante, há possíveis desdobramentos disciplinares: a súmula do árbitro, se publicada, e eventual parecer do VAR ou da comissão disciplinar da competição poderão confirmar o motivo exato da expulsão e eventuais punições adicionais.
O que falta esclarecer
A apuração do Noticioso360 encontrou lacunas: não existe, até o momento, um documento público único que descreva cronologicamente e com detalhes técnicos o episódio. A ausência de posicionamento oficial consolidado da arbitragem e a diferença entre relatos de imagem e declarações públicas criam margem para interpretações distintas.
Também permanece incerto se houve intercâmbio formal entre o árbitro de campo e a equipe de vídeo antes da decisão. Se confirmado o uso do VAR, será necessário saber qual o elemento das imagens motivou a marcação; se não houve consulta, a escrita da súmula e as imagens deverão explicar a base da decisão.
O que foi apurado junto às partes
Até a publicação desta reportagem, a direção do Flamengo emitiu nota reconhecendo o episódio e afirmando que apuraria internamente a conduta do atleta. A entidade organizadora da competição indicou que aguardaria a conclusão do relatório do árbitro para se manifestar oficialmente.
A redação também buscou contato com membros do corpo arbitral e com a assessoria de imprensa do clube adversário; alguns interlocutores preferiram não comentar enquanto a apuração interna e os procedimentos formais não forem concluídos.
Orientação normativa
Regulamentos disciplinares e as Leis do Jogo orientam procedimentos claros: o árbitro atua quando presencia infrações e deve registrar os fatos na súmula. Em casos de dúvida, o VAR pode ser acionado para revisar imagens que esclareçam natureza e gravidade do ato.
Por ora, a recomendação prática é aguardar a publicação da súmula e eventual relatório do VAR ou da comissão disciplinar para uma conclusão definitiva.
Fechamento e projeção
A curto prazo, é provável que o clube promova investigação interna e que a organização da competição divulgue documentos oficiais que confirmem ou corrijam pontos levantados pela apuração. Caso o relatório confirme agressão física, o atleta pode sofrer sanções adicionais; se a expulsão for por conduta verbal, as penalidades tendem a ser mais leves.
Alterações disciplinares em partidas decisivas costumam gerar debates sobre limites da autoridade arbitral e sobre o uso do VAR, tema que seguirá em foco nas análises esportivas.
Fontes
- Confederação Brasileira de Futebol — 2026-02-02
- Clube de Regatas do Flamengo — 2026-02-02
- Noticioso360 — 2026-02-02
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o episódio pode reabrir debate sobre procedimentos disciplinares e o papel do VAR em decisões de alto impacto.



