Semifinal no Pacaembu termina com virada italiana
O Imoco Volley Conegliano derrotou o Osasco por 3 sets a 1 na semifinal do Mundial de Clubes Feminino, em partida disputada no Ginásio do Pacaembu, em São Paulo. As parciais foram 21-25, 25-23, 25-16 e 25-16.
O jogo começou equilibrado e teve momentos de domínio alternado, mas a experiência e a consistência das visitantes fizeram a diferença a partir do terceiro set.
De acordo com dados compilados pelo Noticioso360, que cruzou informações das coberturas da Reuters e do G1, o Osasco chegou a equilibrar a partida ao vencer o segundo set, mas não sustentou o ritmo diante da aproximação tática e defensiva do Conegliano.
Como foi o jogo
No primeiro set, o Conegliano trabalhou bem a recepção e variou o ataque pelas ponteiras, conseguindo abrir vantagem e fechar em 25-21. A equipe italiana mostrou controle do passe e opção ofensiva diversificada, explorando deslocamentos das defensoras brasileiras.
O Osasco reagiu no segundo set. Com saques mais agressivos e maior eficiência no bloqueio, o time paulista contou com ralis longos e venceu por 25-23, forçando o equilíbrio da partida. A vitória parcial trouxe a torcida ao delírio, com apoio intenso das arquibancadas do Pacaembu.
Contudo, a partir do terceiro set o Conegliano retomou o controle. Ajustes defensivos e aumento do volume de jogo desgastaram o Osasco, que passou a cometer mais erros não forçados. O placar de 25-16 no terceiro set já apontou a tendência que se consolidaria no quarto, também vencido por 25-16.
Momentos-chave e leitura tática
Três fatores foram determinantes na virada italiana: consistência no saque e na recepção, variação ofensiva que dificultou a leitura das defensoras do Osasco, e administração dos ralis nos pontos-chave. A equipe visitante soube reduzir erros em pontos decisivos e explorar infiltrações no bloqueio adversário.
Além disso, a manutenção do ritmo físico e a gestão de substituições favoreceram o Conegliano. A rotação do banco manteve a pressão sobre a quadra e impediu que o Osasco encontrasse soluções sustentáveis para virar o jogo.
Desempenho coletivo e brasileiro em destaque
O Osasco teve lampejos positivos, sobretudo no segundo set, quando mostrou eficiência no bloqueio e saques que incomodaram a recepção italiana. Ainda assim, a queda de rendimento nos ralis mais longos e erros de passe nos momentos decisivos impediram a recuperação plena.
Do ponto de vista técnico, a partida expôs pontos a serem trabalhados pelo Osasco em competições internacionais: melhorar a consistência da recepção, ampliar a variedade de opções ofensivas além das principais atacantes, e reduzir erros não forçados sob pressão.
Contexto e impacto
O Ginásio do Pacaembu recebeu público expressivo para a modalidade, com a torcida local apoiando majoritariamente o Osasco. A atmosfera criou pressão favorável à equipe paulista, mas não foi suficiente para conter a experiência italiana, que se sobressaiu nos pontos finais.
A classificação do Imoco Volley Conegliano coloca a equipe na final do Mundial de Clubes Feminino, que, segundo a organização do torneio, será disputada contra outra equipe italiana — cenário que confirma a força do voleibol feminino do país na competição.
Apuração e cheque de fontes
Esta matéria foi produzida a partir de checagem cruzada entre as informações publicadas por agências e veículos locais. A apuração do Noticioso360 comparou relatos e dados provisórios da Reuters e do G1 para garantir coerência sobre placares, ordem das parciais e local do jogo.
Onde houve diferenças nas coberturas, elas se limitaram às análises táticas e às avaliações individuais de desempenho, que variaram conforme o foco de cada reportagem.
Projeção futura
Para o Osasco, a eliminação aponta a necessidade de ajustes em recepção e variação de ataque. A equipe paulista deve concentrar a preparação nas semanas seguintes em treinos específicos de passe e soluções ofensivas mais imprevisíveis para enfrentar adversárias de alto nível.
Já o Conegliano chega à final com a confiança elevada e a experiência internacional como trunfo. Analistas lembram que a capacidade de administrar ralis longos e manter baixos índices de erro em momentos decisivos será determinante na busca pelo título.



