Bárbara Coelho afirmou em relatos que, após gravar uma entrevista com o ex-atacante Túlio Maravilha, ele teria se exposto de forma indevida. O tema voltou a ganhar repercussão nas redes sociais e em reportagens após declarações recentes de Túlio sobre a educação de sua filha.
O caso originalmente relatado chamou atenção em publicações que retomaram o depoimento da apresentadora. Segundo a própria Bárbara, o episódio teria ocorrido ao término da gravação, quando o comportamento do entrevistado teria sido considerado inapropriado.
Em análise da redação do Noticioso360, cruzamos materiais públicos disponíveis e reportagens que reavivaram o tema. Nosso levantamento indica que há pontos que ainda precisam de confirmação documental e formal por parte das fontes envolvidas.
O que foi relatado
De acordo com o relato que circulou novamente, Bárbara Coelho disse que Túlio Maravilha expôs partes íntimas após a gravação de uma entrevista. As publicações que retomaram a história vinculam a reaparição do depoimento às declarações públicas de Túlio sobre não permitir que a filha estude em universidade pública.
Fontes em redes sociais e matérias que retomaram o assunto trouxeram trechos do relato, mas, em muitos casos, não anexaram gravações integrais, boletins de ocorrência ou documentos que detalhem formalmente o episódio.
O que a checagem encontrou
A apuração do Noticioso360 identificou lacunas importantes: não foram localizados registros públicos unívocos de processos judiciais ou boletins de ocorrência que confirmem a queixa descrita nas publicações revividas.
Também não foi encontrada, até o momento deste levantamento preliminar, gravação pública integral que documente a sequência de fatos relatada por Bárbara. Além disso, não foi possível localizar um posicionamento oficial de Túlio Maravilha negando ou confirmando as alegações presentes nas postagens em circulação.
Fontes e provas primárias
Para avançar na apuração, é necessário acessar evidências primárias: a gravação original da entrevista, quando disponível; registros policiais ou judiciais que possam existir; e notas oficiais das assessorias das partes.
Procuramos por reportagens antigas que noticiaram o caso originalmente e por postagens que trouxeram o relato novamente, mas nem todas as publicações citam links ou anexos que permitam verificação plena dos fatos. Há diferenças de ênfase entre as matérias: algumas destacam a acusação de conduta imprópria; outras, a repercussão gerada pelas declarações de Túlio sobre educação.
Posicionamentos e ausência de confirmação
Até a conclusão desta verificação preliminar, não havia registro público de manifestação oficial de Túlio Maravilha sobre o episódio relatado por Bárbara Coelho. Também não localizamos documentos públicos — como boletim de ocorrência ou processo — que formalizem a acusação descrita nas postagens.
Por outro lado, a reaparição do relato ocorre em um contexto de forte polarização nas redes, em que declarações de figuras públicas costumam reacender assuntos antigos. É importante separar a circulação emocional do conteúdo das provas verificáveis.
Linhas de apuração recomendadas
- Localizar e analisar a gravação original da entrevista, se houver; identificar data, local, presença de equipe e eventuais testemunhas.
- Solicitar posicionamento formal das assessorias de Bárbara Coelho e de Túlio Maravilha, com perguntas objetivas sobre o relato e se houve registro policial ou ação judicial.
- Checar arquivos de reportagens antigas que possam trazer documentação ou declarações complementares.
- Pesquisar registros públicos (polícia, varas cíveis ou criminais) que possam confirmar ou não a existência de queixa formal.
Recomendações para veículos que retomarem a história
Veículos que publicarem sobre o caso devem incluir links para materiais originais, transcrições completas das declarações quando disponíveis, datas claras e registro das tentativas de contato com as partes. A apuração deve priorizar evidências primárias e não se basear apenas em publicações de redes sociais.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Por ora, o que se pode afirmar com segurança é que a narrativa voltou a ganhar atenção pública e que, no material consultado nesta etapa de levantamento, não há comprovação documental pública e direta que permita atestar todos os detalhes do relato.
O Noticioso360 permanece disponível para receber documentos, áudios ou notas oficiais que esclareçam o episódio e atualizará a matéria caso novas evidências apareçam.
Analistas apontam que a reabertura de casos desse tipo, sobretudo quando associada a declarações recentes de figuras públicas, tende a manter o tema em debate e a demandar apurações mais rigorosas nos próximos meses.



