Aluna de 17 anos morreu em excursão; tribunal determinou indenização de R$ 1 milhão ao pai.

Viagem escolar, sumiço e morte: indenização de R$1 milhão

Victoria Mafra Natalini, 17, morreu em excursão escolar em 2015; laudo apontou asfixia mecânica e pai recebeu R$1 milhão.

Estudante desapareceu durante excursão e foi encontrada sem vida

Uma excursão escolar terminou em tragédia quando a aluna Victoria Mafra Natalini, de 17 anos, se afastou do grupo para usar o banheiro e não retornou. Ela foi encontrada sem vida durante o passeio, ocorrido em 2015, segundo relatos obtidos na apuração.

A investigação técnica, citada no processo judicial que resultou em indenização, apontou asfixia mecânica como causa da morte, de acordo com documentos e perícias indicadas à redação.

Curadoria e cruzamento de informações

De acordo com apuração da redação do Noticioso360, com base em material enviado por leitores e em levantamento preliminar de arquivos públicos, há confirmações importantes — como a morte da aluna na excursão e a determinação judicial de indenização — e lacunas que ainda exigem documentação oficial para esclarecimentos completos.

O que dizem os autos e o laudo pericial

O laudo pericial mencionado na ação civil aponta compressão das vias aéreas como mecanismo da morte, termo técnico que, em geral, engloba asfixia por obstrução ou compressão. Esse detalhe é central para a caracterização legal do caso.

Em processos dessa natureza, a perícia descreve sinais externos e internos que permitem distinguir causas naturais de ações de terceiros ou de incidentes acidentais. A indicação de asfixia mecânica leva a perguntas sobre possibilidade de ação de outra pessoa, queda que resulte em compressão do pescoço ou estrangulamento acidental.

Proibição de celulares e impacto na comunicação

Durante a viagem havia, segundo o material recebido, uma regra que vedava o uso de celulares pelos alunos. Essa restrição ganhou destaque na apuração porque transforma o padrão de comunicação: sem dispositivos pessoais, os estudantes dependiam exclusivamente dos monitores e professores para acionar socorro.

Além disso, a proibição levanta questões sobre como a escola organizou meios alternativos de contato e emergência. A existência ou não de rádio, telefone de apoio no ônibus ou contato direto com organizadores locais influencia a avaliação sobre a razoabilidade da vigilância.

Responsabilidade da instituição e decisão judicial

O tribunal reconheceu responsabilidade civil e fixou indenização de R$ 1 milhão ao pai de Victoria. Esse montante evidencia que, na avaliação judicial, houve omissão ou falha no dever de cuidado por parte da instituição ou de agentes responsáveis pela excursão.

Há diferentes fundamentos para uma condenação desse tipo: negligência na supervisão, falha em procedimentos de segurança, insuficiência do número de monitores ou desrespeito a normas internas que garantiriam proteção aos estudantes. A sentença deve explicitar se a responsabilidade foi por erro no dever de vigilância, por risco criado e não mitigado, ou por outro enquadramento jurídico.

O que ainda precisa ser confirmado

A reportagem do Noticioso360 identificou ausência, no material inicial recebido, de documentos-chave: cópia da sentença ou acórdão, trechos do laudo assinado por peritos identificados, relatórios policiais, depoimentos de testemunhas e eventuais comunicados internos da escola.

Sem esses elementos, é impossível precisar pontos como o momento exato em que os monitores notaram o sumiço, quantas pessoas faziam a supervisão, se houve registro no local por equipes de segurança pública ou se medidas internas foram adotadas pela instituição após o fato.

Impacto humano e resposta institucional

Familiares e colegas lembram, em relatos compilados pela investigação preliminar, da perplexidade com a rapidez da perda e da sensação de falta de explicações imediatas. Em casos assim, além da responsabilização civil, ocorrem frequentemente processos disciplinares internos e revisão de procedimentos de segurança.

O papel da escola inclui não só prevenir riscos previsíveis, mas também garantir meios de comunicação e resposta rápida para emergências. Se a proibição de celulares impediu acionamento imediato, a instituição pode ter sido considerada insuficiente para mitigar um risco plausível.

Implicações jurídicas e precedentes

Decisões que condenam escolas por falhas em excursões tendem a enfatizar o dever ampliado de proteção quando menores estão sob custódia de terceiros. A tutela do estudante cria obrigação de vigilância ativa, proporcional ao risco da atividade.

Em termos práticos, a sentença que resultou na indenização pode servir como precedente para famílias que busquem responsabilização em casos semelhantes, e também como alerta para instituições sobre a necessidade de protocolos mais robustos.

Projeção e medidas recomendadas

Para reduzir a repetição de tragédias, especialistas em segurança escolar recomendam medidas simples: número adequado de monitores, clareza nas rotas e horários, canais de comunicação de emergência ativos e registro fotográfico e documental da viagem.

A longo prazo, preparativos e treinamentos periódicos para monitores e professores, bem como auditorias independentes de segurança em atividades externas, podem diminuir riscos e oferecer defesa robusta às instituições diante de incidentes.

Fontes e próximos passos da apuração

O Noticioso360 seguirá buscando documentos oficiais: cópia integral da sentença ou acórdão, laudo pericial completo com assinatura dos peritos, boletim de ocorrência e depoimentos transcritos. A obtenção desses autos é fundamental para a completa reconstrução dos fatos.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Especialistas apontam que o caso pode reforçar normas de segurança em excursões escolares e influenciar mudanças em procedimentos nos próximos anos.

Fontes

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