Incêndio mobiliza equipes no Largo de São Francisco
Um incêndio atingiu o prédio histórico da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (Sanfran), no centro de São Paulo, na noite de quinta-feira, 26 de fevereiro. Segundo os Bombeiros, as chamas se concentraram no terceiro andar do edifício e foram controladas durante a madrugada de sexta-feira, 27.
Equipes especializadas do Corpo de Bombeiros foram acionadas ainda na noite e permaneceram no local para combate, rescaldo e remoção de pontos de calor. Não há registros confirmados de vítimas até o momento; a corporação e a universidade informaram que um levantamento minucioso das dependências será necessário para consolidar o balanço final.
A apuração do Noticioso360, com base em informações das equipes de socorro e em reportagens publicadas, cruzou dados das fontes locais e confirmou a retirada de pessoas do prédio e a atuação de caminhões e escadas mecanizadas. Testemunhas relataram fumaça intensa saindo pelas janelas do terceiro piso e imagens divulgadas por moradores e veículos de imprensa mostram a movimentação das equipes no Largo de São Francisco.
Resposta imediata e medidas emergenciais
Segundo os relatos oficiais, o chamado de emergência foi recebido ainda na noite de quinta. Equipes de resgate deslocaram-se rapidamente, fecharam trechos das ruas próximas para trabalho com mangueiras e permitiram o acesso de veículos e equipamentos.
Durante a madrugada, o foco do trabalho foi controlar o avanço do fogo e proteger materiais sensíveis. Representantes da Universidade de São Paulo informaram que o prédio foi evacuado e que houve esforço coordenado para preservar acervos e documentos históricos, dando prioridade à retirada e ao isolamento de áreas com maior risco.
Além disso, perícias iniciais e inspeção estrutural foram anunciadas como medidas necessárias para avaliar a integridade do edifício. Técnicos e engenheiros serão acionados para vistoriar lajes, vigas e instalações elétricas antes de autorizar a retomada das atividades presenciais.
Investigação: origem ainda é indeterminada
As causas do incêndio ainda não têm definição. Autoridades informaram que peritos do Instituto de Criminalística, assim como técnicos de engenharia da prefeitura e da própria universidade, serão acionados para conduzir a investigação oficial.
A apuração preliminar do Noticioso360 indica que serão analisados registros de segurança, circuitos internos e relatos de funcionários que estavam no local nas horas anteriores ao início do fogo. Imagens e gravações das câmeras do prédio também devem compor o trabalho pericial.
Alguns depoimentos de vizinhos apresentam variações no momento em que perceberam as chamas, com diferença de aproximadamente 20 a 30 minutos entre relatos. A redação do Noticioso360 registrou essas divergências e buscou confirmação junto ao Corpo de Bombeiros e à gestão da USP.
Situação no entorno e impacto no trânsito
Enquanto as operações ocorriam, a circulação no entorno do Largo de São Francisco sofreu interdição parcial. A medida afetou pontos de transporte e o fluxo de pedestres, com linhas de ônibus desviadas e trechos fechados até a normalização das operações.
Moradores e frequentadores da região acompanharam o trabalho das equipes e relataram preocupação com a preservação do patrimônio arquitetônico do conjunto histórico, que abriga salas de aula, arquivos e espaços administrativos.
Consequências acadêmicas e preservação do acervo
A administração da Universidade de São Paulo confirmou que as aulas e atividades administrativas no prédio serão reprogramadas até que laudos técnicos atestem segurança. A prioridade institucional, segundo a gestão, foi a proteção de materiais e documentos históricos.
Especialistas consultados por representantes da universidade serão chamados para avaliar danos eventuais ao acervo e propor medidas de conservação, caso haja necessidade de recuperação de peças ou documentos afetados por fumaça ou calor.
Comunicação e direitos das testemunhas
A cobertura jornalística que compõe esta matéria priorizou o contraste entre fontes oficiais e relatos de testemunhas, com cautela para não antecipar causas sem comprovação técnica. A universidade afirmou que colaborará com as perícias e que divulgará comunicados oficiais conforme a investigação avançar.
Equipes de atendimento da prefeitura e da universidade permaneceram no local para dar suporte a moradores e estudantes. Informações sobre pontos de encontro alternativos para atividades acadêmicas devem ser divulgadas pela reitoria assim que houver definição das medidas a serem adotadas.
O que vem a seguir
Nas próximas horas serão realizadas inspeções estruturais detalhadas e verificações do sistema elétrico do prédio. Caso sejam identificados danos relevantes, a interdição do edifício poderá ser prolongada, com necessidade de ações de restauração e salvaguarda do patrimônio documental.
Peritos e engenheiros terão papel central para decidir prazos de reabertura e medidas de contenção complementares. A universidade e os órgãos públicos responsáveis afirmaram o compromisso de transparência e de divulgação de laudos assim que houver resultados conclusivos.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas consultados por especialistas em conservação patrimonial indicam que incêndios em edifícios históricos costumam requerer avaliações longas, por causa da necessidade de conciliar segurança estrutural e preservação documental. As medidas adotadas nas próximas semanas podem definir o calendário de retomada das atividades no prédio.



