A rede de academias SmartFit teve a saída integral do fundo Pátria Investimentos por meio de um block trade que, conforme material recebido, movimentou cerca de R$ 890 milhões. A operação teria envolvido 42,4 milhões de ações e representou a conclusão da participação do fundo no capital da companhia.
A transação, descrita no material submetido à redação, foi estruturada fora do pregão convencional, em operação direcionada a investidores institucionais. A venda por block trade permite a transferência de grandes lotes com o objetivo de limitar oscilações bruscas no preço das ações.
Segundo análise da redação do Noticioso360, que cruzou o conteúdo recebido com checagens internas, a operação marca o fim de uma parceria de mais de uma década entre o Pátria e a SmartFit, fundada por Edgard Corona.
Como foi estruturada a operação
De acordo com as informações em posse da reportagem, a venda cobriu a totalidade da posição do Pátria, equivalente a 6,9% do capital social da SmartFit. O modelo de block trade sugere que coordenadores — normalmente bancos ou mesas de negociação — organizaram a transação diretamente com investidores institucionais, sem passar pelo fluxo aberto do mercado.
Fontes do material indicaram que 42,4 milhões de ações foram negociadas, totalizando aproximadamente R$ 890 milhões em volume financeiro. Ainda assim, o documento que recebemos não detalha o preço por ação, a identidade dos compradores nem a data exata em que a operação foi concluída.
Por que o formato block trade importa
Block trades são usados para reduzir o impacto de vendas volumosas sobre o preço de uma ação. Em vez de lançar um grande lote no mercado aberto — o que pode pressionar o preço para baixo —, vendedores organizam uma operação com contrapartes capazes de absorver o volume.
Para a SmartFit, a saída do Pátria via block trade significa que o controle do bloco de ações deve ter sido transferido a investidores institucionais, sem provocar necessariamente uma queda abrupta na cotação. Ainda assim, o efeito sobre a liquidez e sobre a composição acionária depende de quem comprou os papéis.
Impactos na governança e no perfil de investidores
A redução da presença de um fundo de private equity do calibre do Pátria altera o perfil de acionistas da SmartFit. Fundos de private equity costumam ter influência estratégica e foco em transformação operacional; substituí-los por investidores de mercado pode mudar a dinâmica de pressão por resultados de curto prazo.
No entanto, não há, no material recebido, indicação de cláusulas residuais como lock-up, earn-out ou acordos de continuidade entre o Pátria e a companhia. Isso reforça a ideia de que a operação foi uma venda direta de participação, sem obrigações pós-negociação descritas na documentação enviada à redação.
Repercussões para investidores
Analistas e investidores costumam observar três pontos principais quando há saída de um private equity: o preço praticado na operação, quem assumiu a posição e se houve apoio de bancos coordenadores. Esses elementos determinam se a mudança impactará a ação no curto prazo e as expectativas de governança no médio prazo.
O material em análise não respondeu a essas perguntas fundamentais. Por isso, recomenda-se cautela: é necessário aguardar comunicados oficiais da SmartFit ou do Pátria e registros na B3 que possam confirmar preços e contraparte(s) envolvidos.
Limitações da apuração
A redação do Noticioso360 deixa claro que as conclusões aqui expostas baseiam-se no conteúdo submetido e em checagens internas, e que não houve, neste ambiente de apuração, acesso direto a bases de notícias externas ou a documentos oficiais que detalhem o pricing por ação, a data precisa da operação ou a identidade dos compradores.
Em resumo, os números — cerca de R$ 890 milhões e 42,4 milhões de papéis — foram reproduzidos a partir do material recebido. Eles colocam a operação entre as maiores movimentações envolvendo participações relevantes em companhias listadas no Brasil, mas dependem de confirmação pública para detalhamento.
O que observar nos próximos dias
Para investidores e analistas, os próximos passos recomendados incluem a consulta a comunicados formais da SmartFit e do Pátria, checagem dos registros da B3 e acompanhamento de reportagens econômicas que possam identificar compradores e revelar o preço por ação praticado.
Também vale observar sinais na governança: alterações no conselho, movimentações de dirigentes ou contratos relevantes que possam indicar negociações paralelas entre acionistas ou planos estratégicos revisados após a saída do Pátria.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o perfil de investidores da SmartFit e influenciar decisões corporativas nos próximos meses.
Veja mais
- Pátria encerra participação na Smart Fit por meio de block trade; Bank of America teria estruturado a operação.
- IPCA-15, dados do Caged e leitura de preços nos EUA devem orientar mercados e política monetária.
- Associações empresariais articulam lobby, ações judiciais e propostas alternativas para frear o fim da jornada 6×1.



