Gestores reduziram exposição positiva ao dólar; posições contrárias dominam o acumulado do ano, diz levantamento.

Gestores ficam mais pessimistas sobre o dólar em uma década

Levantamento indica redução de posições longas em dólar; gestoras realocam capital para mercados emergentes e estratégias defensivas.

A mudança de postura entre gestores

Gestores de fundos e investidores institucionais adotaram nas últimas semanas uma postura mais cautelosa em relação ao dólar, com aumento relativo das posições que apostam na desvalorização da moeda americana.

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em dados da Reuters e da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), a predominância de posições contrárias ao dólar no acumulado do ano não era observada em escala semelhante desde a última década.

Como a apuração foi feita

A apuração combinou reportagens de mercado, notas de estrategistas e os últimos relatórios públicos da CFTC sobre posições especulativas em contratos futuros e opções.

Os dados da CFTC mostram variações nas posições líquidas de investidores não comerciais que corroboram a leitura de maior pessimismo. Paralelamente, matérias da Reuters registraram alteração de fluxo e comentários de estrategistas que apontam em sentido similar.

Fatores que explicam o movimento

Analistas e gestores ouvidos por fontes de mercado citam ao menos três fatores principais para a mudança de sentimento:

  • Expectativa de menor diferencial de juros entre os EUA e outras economias, reduzindo o atrativo de rendimentos em dólar;
  • Melhora relativa do cenário macroeconômico em países exportadores de commodities, impulsionando moedas locais;
  • Maior apetite por risco após estabilização de alguns índices de volatilidade, incentivando busca por ativos mais correlacionados ao crescimento global.

Reações das gestoras

Administradores de recursos relataram redução de exposição longa ao dólar em carteiras globais e realocação de parte do capital para moedas de mercados emergentes e ativos considerados menos correlacionados com a moeda norte-americana.

“Reduzimos a posição direta em dólar e aumentamos alocação em commodities e pares emergentes, mantendo hedge parcial para cenários de estresse”, disse um gestor de fundos globais, sob condição de anonimato.

Posições ainda favoráveis ao dólar

Por outro lado, segmentos do mercado continuam a ver o dólar como proteção em períodos de aversão ao risco. Fundos de renda fixa global, tesourarias corporativas e gestores com mandato conservador preservam reservas em dólar, citando a liquidez e o papel de moeda de reserva.

Alguns gestores lembram que indicadores econômicos dos EUA podem surpreender positivamente e reverter a trajetória de baixa da moeda.

Impactos no mercado e estratégias recomendadas

A predominância de posições contrárias aponta para uma preferência mais ampla por diversificação cambial e estratégias defensivas. No curto prazo, o ajuste pode aumentar volatilidade em pares do dólar, especialmente em moedas de economias dependentes de commodities ou com diferenciais de juros favoráveis.

Analistas consultados recomendam gestão ativa da exposição cambial, com monitoramento dos indicadores macro, dos fluxos internacionais e dos próximos relatórios de posição da CFTC.

Implicações para o Brasil

No plano doméstico, gestores brasileiros indicaram que a decisão sobre exposição cambial tem sido tomada com base no horizonte e no perfil de risco do cliente.

Fundos com mandato global reduziram saldo em dólar. Ainda assim, estratégias de hedge currency e proteção contra inflação seguem ativas para determinados perfis.

Limitações e contexto temporal

É importante notar limitações técnicas: os dados agregados de posições dependem de janelas de relatório (semanal ou quinzenal) e podem variar rapidamente diante de eventos macroeconômicos inesperados.

Noticioso360 buscou minimizar vieses cruzando reportagens e números públicos de posições, além de ouvir gestores. A leitura conjunta das fontes evidencia diferenças de foco: jornais capturam reações de curto prazo, enquanto relatórios regulatórios permitem mensurar comportamento agregado.

O que observar a seguir

Para avaliar se o movimento é temporário ou o início de uma tendência mais duradoura, os próximos relatórios da CFTC e os fluxos de investimento em fundos internacionais serão cruciais.

Especialistas também recomendam atenção à trajetória dos juros nos EUA, dados de inflação e crescimento global, bem como a eventos geopolíticos que possam alterar aversão a risco.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que o movimento pode redefinir fluxos cambiais e estratégias de alocação nos próximos meses.

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