Sistema passa a cobrar por trecho nas faixas expressas; usuários com tag têm 5% de desconto por viagem.

Cobrança Free Flow começa a vigorar na Dutra por trecho

Free Flow na Dutra passa a cobrar proporcionalmente por trecho nas pistas expressas; leitura mantém prioridade para veículos com tag e existe desconto operacional de 5%.

A cobrança de pedágio no trecho metropolitano da rodovia Presidente Dutra (BR‑116) passou a ser feita pelo sistema Free Flow, que calcula a tarifa com base na extensão percorrida entre sensores instalados ao longo do trajeto. A mudança elimina a passagem por cabines físicas nas pistas expressas e entra em operação a partir do fim de semana, segundo comunicados das concessionárias responsáveis.

A apuração do Noticioso360 confirma que a transição priorizou a leitura eletrônica de veículos com tag e a implantação de pontos de faturamento por trecho. O objetivo declarado pelas concessionárias é refletir com mais precisão o uso da via e reduzir filas e paradas nas praças tradicionais.

Como funciona o novo modelo

O Free Flow utiliza sensores, câmeras e antenas leitoras de RFID instaladas antes e depois dos trechos controlados. Cada passagem é registrada e a tarifa é calculada proporcionalmente à distância percorrida nas faixas expressas. Veículos com tag continuam a ser identificados automaticamente.

Para usuários sem tag, a cobrança será feita por meio de foto do emplacamento, com emissão de boleto ou faturamento à administradora do veículo, conforme regras do contrato de concessão e da regulamentação vigente. Segundo a concessionária, o sistema foi calibrado para leitura em alta velocidade, e a sinalização nas vias foi atualizada para orientar os motoristas.

Descontos, faturamento e prazos

De acordo com as empresas que operam o trecho metropolitano, condutores que possuem dispositivos eletrônicos — as chamadas “tags” — passam a ter um desconto operacional de 5% por viagem sobre o valor faturado. A medida visa incentivar o uso de meios eletrônicos e a fluidez no tráfego.

As autoridades de transporte e os órgãos de defesa do consumidor orientaram os usuários a conferir os extratos de cobrança assim que forem disponibilizados. Há também canais específicos para contestação de cobranças, e o prazo para apresentação de recursos costuma ser de até 180 dias, conforme comunicado das entidades responsáveis pela fiscalização.

Reações e dificuldades iniciais

Por outro lado, representantes de associações de motoristas e moradores de municípios limítrofes relataram dificuldade inicial em visualizar os extratos e em identificar claramente os pontos em que o pagamento é devido. A principal reclamação é a falta de clareza nas comunicações prévias, sobretudo sobre critérios adotados para definir os pontos de cobrança.

“Houve problemas pontuais de leitura e confusão sobre trechos que convertem de pista local para pista expressa”, disse um representante de uma associação de transportadores, em declaração enviada à redação. As concessionárias afirmaram que implementaram operação assistida nas primeiras semanas para sanar falhas e responder reclamações iniciais.

Impactos econômicos e no cotidiano

Do ponto de vista financeiro, o modelo proporcional busca cobrar pelo uso efetivo da infraestrutura. No entanto, críticos alertam que a proporcionalidade pode resultar em custo maior para usuários que percorrem trechos curtos em áreas de maior tráfego, quando comparado aos valores praticados em praças tradicionais.

Especialistas em transporte consultados pela redação destacaram que, além da questão tarifária, há efeitos práticos na rotina de quem utiliza a rodovia diariamente. “A vantagem é a redução de paradas e de poluição local; o risco é a percepção de perda de previsibilidade do custo para trechos curtos”, avaliou um consultor em logística cidade-região.

Fiscalização e proteção de dados

O uso de câmeras e leitores RFID levanta também questões sobre proteção de dados e segurança das leituras. As concessionárias dizem ter adotado protocolos técnicos para garantir a precisão das capturas e proteção das informações, mas órgãos de defesa do consumidor e especialistas em privacidade pedem transparência sobre o tratamento desses dados.

Orientações para usuários

Para evitar problemas, as principais recomendações são: manter os dados cadastrais atualizados junto à operadora da tag; conferir os extratos de faturamento assim que liberados; e registrar contestação formal em caso de cobrança indevida. Motoristas sem tag devem atentar ao prazo de pagamento dos boletos emitidos por fotografia do veículo.

Também é indicado que empresas e motoristas profissionais revisem rotas e custos previstos nas planilhas de frete, já que a tarifação por trecho pode alterar a composição dos custos operacionais em viagens curtas ou de distribuição urbana.

Tendência nacional

A adoção do Free Flow na Dutra acompanha tendência em outras rodovias brasileiras de substituir praças físicas por sistemas automáticos, com objetivo de modernização e fluidez do tráfego. Levantamentos jornalísticos mostram que diferentes concessionárias têm adotado variações do modelo, com condições distintas de tarifação e descontos para dispositivos eletrônicos.

Segundo relatos da operação em outros corredores, a transição costuma exigir ajustes finos na calibração dos leitores e na comunicação com o usuário, o que explica a operação assistida nas primeiras semanas em cada trecho implementado.

Fontes e verificação

Esta reportagem foi produzida com base em comunicados das concessionárias, informações técnicas sobre o funcionamento do Free Flow e em checagem de matérias publicadas por veículos nacionais. A redação do Noticioso360 compilou dados e cruzou informações para verificar procedimentos operacionais e orientações aos usuários.

Fontes

Veja mais

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Analistas apontam que o movimento de adoção do Free Flow pode acelerar a modernização das concessões rodoviárias e redefinir modelos tarifários nos próximos anos.

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