Banco do Brasil solicita reduzir repasses previstos de R$ 1 bi/ano para R$ 100 mi nos próximos dois anos.

Exclusivo: BB pede adiamento de R$ 1,8 bi ao Tesouro

BB solicita rever cronograma de devolução de R$ 1,8 bi ao Tesouro, citando queda significativa de lucro e necessidade de preservar capital.

Banco do Brasil pede revisão do cronograma de repasses

O Banco do Brasil encaminhou ao Ministério da Economia e ao Tribunal de Contas da União (TCU) um pedido formal para rever o cronograma de devolução de lucros ao Tesouro que soma R$ 1,8 bilhão.

No acordo homologado anteriormente pelo TCU, o banco público havia se comprometido a repasses de aproximadamente R$ 1 bilhão por ano até 2029. Na nova proposta, a direção do BB sugere limitar os pagamentos a R$ 100 milhões neste exercício e o mesmo valor no próximo ano.

Curadoria e base da apuração

Segundo análise da redação do Noticioso360, a solicitação decorre de uma “significativa diminuição do lucro” reportada pela instituição, conforme documentos internos e comunicações obtidas durante a apuração.

Por que o BB quer adiar os repasses?

Fontes ligadas ao Banco do Brasil afirmam que a mudança proposta visa preservar capital diante de uma combinação de fatores. Entre eles estão a redução da margem financeira, aumento das provisões para perdas e pressões de custos operacionais que reduziram a rentabilidade.

Além disso, interlocutores ouvidos pela reportagem citam incertezas macroeconômicas e potenciais riscos de liquidez que tornariam prudente manter maior colchão de capital nos próximos trimestres. Esses elementos teriam sido detalhados em ofícios e relatórios internos anexados ao pedido enviado ao Ministério da Economia e ao TCU.

Repercussões para o Tesouro e o orçamento federal

Para o Tesouro Nacional, os repasses do BB representam receitas previstas no cronograma orçamentário. Técnicos do Ministério da Economia e auditores do TCU alertam que uma redução abrupta pode exigir ajustes nas estimativas de receita e, potencialmente, realocação de despesas ou busca por fontes alternativas de receita.

Em nota, representantes do governo têm ressaltado a necessidade de justificativa robusta e transparência na documentação apresentada pelo banco. O debate técnico inclui também a avaliação do impacto fiscal imediato e dos efeitos sobre a disciplina fiscal de longo prazo.

Risco de precedentes

Há um receio entre analistas e técnicos de que a aceitação do pedido possa criar precedente para outras estatais, reduzindo a previsibilidade dos fluxos ao Tesouro. Por outro lado, defensores da alteração argumentam que permitir ao BB manter capital é essencial para a solidez da instituição e para assegurar oferta de crédito ao setor produtivo em cenário de desaceleração.

Documentos e consistência das justificativas

A apuração do Noticioso360 cruzou ofícios, deliberações internas e depoimentos de pessoas com conhecimento direto do processo. Nem todas as comunicações foram tornadas públicas; parte da análise apoia-se em cópias de documentos e relatos de fontes que preferiram o anonimato.

Segundo esses documentos, a redução do lucro estaria concentrada nos últimos trimestres, com elementos específicos apontando para compressão da margem financeira e elevação de provisões vinculadas a crédito.

Possíveis cenários e decisões

Se o pedido for aprovado, o Tesouro terá menos receitas previstas nos próximos dois anos e poderá precisar ajustar o orçamento, adiar investimentos ou buscar compensações fiscais. Alternativamente, o governo pode negociar uma forma de parcelamento ou condições que minimizem o impacto sobre as contas públicas.

Caso o pleito seja rejeitado, o Banco do Brasil teria de cumprir o cronograma original, o que pode aumentar a pressão sobre a gestão de capital do banco e demandar medidas internas para recompor margens.

Reações e posicionamentos

Procurado, o Banco do Brasil foi contactado para comentar a solicitação, assim como o Ministério da Economia e o TCU. Às vezes, instituições públicas demoram a emitir posicionamentos formais enquanto análises técnicas estão em curso. Esta reportagem será atualizada com qualquer resposta oficial recebida.

Analistas do mercado financeiro acompanham a pauta de perto: além do impacto orçamentário, há preocupação com sinais sobre governança e previsibilidade das relações entre estatais e o Tesouro.

Transparência da apuração

A apuração priorizou documentos oficiais e entrevistas com fontes que participaram do processo. Sempre que possível serão disponibilizados links para as comunicações primárias para que leitores verifiquem as evidências apresentadas.

Impacto prático e projeções

Na prática, uma redução relevante nos repasses exigirá decisões políticas e técnicas. O governo terá que optar entre recompor receitas, realocar despesas ou aceitar o impacto nas contas públicas — cada alternativa carrega consequências distintas para a política fiscal e para a execução orçamentária.

Se o adiamento for aceito, o movimento também poderá influenciar o comportamento de outra estatais em busca de maior margem de manobra financeira, o que ampliaria o debate sobre responsabilidade fiscal e limites de flexibilização.

Próximos passos

O pedido formal do Banco do Brasil segue em análise pelas instâncias competentes. O processo inclui avaliações técnicas do Ministério da Economia e auditorias do TCU. No decorrer das análises, poderão ser solicitados esclarecimentos adicionais por parte do banco e eventual apresentação de planos de mitigação dos efeitos sobre o Tesouro.

Fontes

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em documentos internos e entrevistas com fontes diretamente envolvidas no processo.

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político e fiscal nos próximos meses.

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