A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, que a bandeira tarifária para o mês de fevereiro permanecerá em nível verde. Com isso, não haverá cobrança adicional vinculada ao sistema de bandeiras na fatura de energia dos consumidores durante o período.
Segundo comunicado oficial da Aneel, a decisão considera a recuperação dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas após as chuvas registradas em janeiro, o que reduziu a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, de geração mais cara.
A apuração do Noticioso360, cruzando informações de comunicados institucionais e reportagens publicadas por veículos nacionais, confirma a decisão e aponta clareza na sinalização sobre o impacto imediato para o consumidor.
Decisão e impacto na conta
Com a manutenção da bandeira verde, não haverá cobrança extra na conta de luz referente à bandeira tarifária em fevereiro. Na prática, isso significa que o valor cobrado pela energia consumida será o habitual, sem acréscimos mensais atrelados às bandeiras amarela ou vermelha.
Reportagens consultadas no dia 30 de janeiro destacaram que a suspensão da cobrança adicional evita um aumento imediato nas despesas das famílias, sobretudo em um contexto de volatilidade de preços no mercado de energia.
Por que a bandeira ficou verde
A Aneel justificou a manutenção da bandeira verde com base na elevação dos volumes de água nos principais reservatórios após o aporte de chuvas em janeiro. Esse aumento de armazenamento reduz a necessidade de complementar a oferta com usinas termelétricas, cuja operação costuma elevar o custo de geração e, por consequência, pressionar as bandeiras tarifárias.
Além dos volumes de enchimento, a agência avaliou projeções de consumo e oferta para o mês seguinte antes de confirmar a bandeira. A combinação desses fatores determinou que, no curto prazo, não há indício de escassez que justifique bandeira amarela ou vermelha.
Contexto técnico
O sistema de bandeiras tarifárias é revisado mensalmente e reflete custos marginais adicionais de operação. Quando os reservatórios estão baixos, é mais provável que termelétricas sejam acionadas, elevando o custo de geração. No caso atual, a melhora hidrológica deu margem para a manutenção do nível verde.
O que especialistas comentaram
Especialistas consultados por veículos de imprensa lembraram, entretanto, que a bandeira é uma ferramenta de curto prazo e sujeita a mudanças. Uma redução das precipitações ou picos de consumo podem alterar o cenário rapidamente.
Alguns analistas destacaram que, embora a situação hidrológica tenha melhorado, é preciso monitorar regiões específicas do país onde sinais de estiagem ainda podem representar risco para os níveis de armazenamento.
Monitoramento e próximos passos
A Aneel publicará boletins mensais com atualizações das projeções e das condições dos reservatórios. Associações de consumidores e especialistas também acompanharão indicadores hidrometeorológicos e de geração para avaliar riscos futuros.
Para o consumidor, a recomendação é acompanhar comunicados oficiais e a fatura de energia, além de adotar práticas de eficiência energética que podem reduzir vulnerabilidades a eventuais elevações tarifárias.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas apontam que a evolução das chuvas e o comportamento do consumo nos próximos meses podem redefinir o nível das bandeiras e, assim, o custo imediato da energia para os consumidores.
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