Pepsi provoca rival histórica com urso polar em anúncio do Super Bowl
Um comercial da Pepsi exibido durante a transmissão do Super Bowl gerou repercussão imediata ao mostrar um urso polar — figura culturalmente associada à Coca‑Cola — participando de um teste cego e apontando preferência pela Pepsi.
A peça, intitulada “The Choice” (A Escolha), foi projetada no formato de uma prova cega: duas amostras sem rótulo são oferecidas ao animal, que termina por indicar a Pepsi como sua escolha. O anúncio aposta no efeito surpresa e no humor competitivo típico dos intervalos do Super Bowl, quando marcas investem alto para gerar lembrança e conversas nas redes.
Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em reportagens da Reuters e da BBC Brasil, o vídeo constrói a referência ao mascote por meio de códigos visuais — pelagem branca, cenário ártico estilizado e comportamento carismático — sem reproduzir logos ou elementos identitários que caracterizariam uma cópia literal do personagem tradicional da Coca‑Cola.
Roteiro e linguagem visual
O comercial circulação em plataformas oficiais da Pepsi e em canais de vídeo logo após o evento demonstra que a campanha foi pensada para sustentabilidade digital: além do impacto ao vivo, a peça busca reverberar em formatos compartilháveis.
Fontes consultadas descrevem o roteiro como uma peça de humor competitivo: a presença do urso polar funciona como uma chave cultural imediata para a plateia, que associa o animal ao rival. A escolha por um teste cego, em vez de um confronto direto, é interpretada por analistas como uma solução criativa para provocar sem incorrer diretamente em acusações de apropriação de propriedade intelectual.
Legalidade e propriedade intelectual
A apuração do Noticioso360 cruzou reportagens e verificou que, até o momento, não há registros públicos de processos judiciais contra a peça. Especialistas ouvidos pelas coberturas noticiadas afirmam que a ausência de logos, nomes ou reprodução literal do mascote torna mais difícil sustentar reclamações formais por infração de direitos autorais ou marcas.
No entanto, a linha entre referência cultural e apropriação simbólica é tênue. Advogados de propriedade intelectual costumam avaliar caso a caso, considerando elementos como possibilidade de confusão no consumidor e intenção deliberada de se apropriar de símbolos alheios. Até o fechamento desta apuração, as empresas não comunicaram ações legais públicas.
Reação pública e alcance midiático
Nas horas seguintes à exibição, a peça gerou memes, debates sobre originalidade e comparações entre os anúncios mais lembrados do intervalo do Super Bowl. Instituições de análise de mídia destacam que anúncios que subvertem ícones culturais tendem a alcançar maior taxa de menções e compartilhamentos, aumentando o recall.
Por outro lado, parte da cobertura enfatizou o caráter brincalhão do roteiro, defendendo que o humor competitivo é prática comum em campanhas entre grandes marcas. Outra corrente interpretou o uso do personagem — ainda que de forma estilizada — como um ato deliberado de confronto simbólico entre concorrentes globais.
Estratégia de marca e riscos reputacionais
Marcas globais avaliam amplamente o custo‑benefício de ações provocativas: ganhos de engajamento e lembrança podem vir acompanhados de exposição a críticas e risco reputacional. No caso em questão, a Pepsi parece ter calculado que o impacto nas redes e a cobertura da imprensa compensariam eventuais desconfortos com a rival.
Analistas de comunicação ouvidos nas reportagens destacam que campanhas desse tipo também servem para reposicionamento de marca: ao sugerir que consumidores preferem Pepsi em teste cego, a peça tenta comunicar superioridade sensorial, ainda que de forma humorística.
Contexto histórico e simbólico
A rivalidade entre Pepsi e Coca‑Cola tem longa história, marcada por trocas de provocações publicitárias e experimentos de comunicação. O uso de personagens e símbolos — sejam elefos, pinguins, ou ursos — faz parte do repertório cultural que as duas empresas exploram para gerar identificação imediata com o público.
Segundo a BBC Brasil, o apelo emocional de mascotes e cenas ambientadas no Ártico funciona como atalho narrativo: mesmo sem nome, o espectador associa o conjunto de elementos a uma história preexistente, o que facilita o impacto em poucos segundos de vídeo.
O que vem a seguir
É provável que as empresas envolvidas acompanhem a repercussão nas próximas semanas. Possíveis próximos passos incluem posicionamentos institucionais, campanhas complementares ou decisões judiciais caso qualquer uma das partes entenda que houve violação de direitos.
Monitoraremos notificações legais, eventuais retiradas do ar e análises de institutos de pesquisa que possam medir o impacto da peça em recall e percepção de marca. Observadores do mercado apontam que reações rápidas e calculadas — de esclarecimento institucional a novas peças promocionais — costumam ser a resposta padrão entre gigantes do setor.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que movimentos publicitários assim podem redefinir debates sobre criatividade e limites legais no mercado de publicidade nos próximos meses.
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