Exumação retorna item ligado ao vocalista dos Mamonas
Quase 30 anos após o acidente que matou os integrantes do grupo Mamonas Assassinas, a jaqueta usada no enterro do vocalista Alexandre Magno Abrão, o Dinho, foi retirada do jazigo no Cemitério Primaveras, em Guarulhos (SP), durante procedimento de exumação realizado em 23 de fevereiro de 2026.
Familiares presentes no local relataram surpresa e choque com o estado de conservação da peça, que estava sobre o corpo no momento do sepultamento em 1996. Relatos iniciais apontam que a jaqueta foi encontrada de forma aparente e externamente preservada, motivo que levantou dúvidas sobre as condições do túmulo e o tipo de sepultamento adotado.
Segundo levantamento da redação do Noticioso360, que cruzou informações das matérias do G1 e da CNN Brasil, há confirmação da realização da exumação e convergência sobre o relato dos familiares; entretanto, faltam publicamente documentos formais que expliquem de modo detalhado a motivação administrativa ou judicial do pedido.
O que os parentes relataram
Parentes que acompanharam a abertura do jazigo descreveram o momento como “impactante”. Um dos familiares afirmou que não esperava encontrar um artefato associado diretamente ao funeral em bom estado, e pediu que a peça fosse tratada com respeito e entregue a um local de guarda segura.
Em comunicação informal, membros da família disseram que a jaqueta deverá ser encaminhada para preservação — possivelmente em ambiente controlado — até que haja decisão sobre exibição pública ou custódia privada. Ainda não houve divulgação oficial de um termo de guarda ou de transferência.
Motivação da exumação e lacunas documentais
Fontes ouvidas por veículos indicam que a exumação teria sido solicitada por necessidade de perícia complementar e verificação de itens pessoais, mas as razões formais — se de ordem administrativa, judicial ou técnica — não foram uniformemente detalhadas pelas partes. O cemitério e os órgãos responsáveis têm destacado, em notas, que procedimentos de exumação são realizados mediante protocolos legais e autorização competente.
Na versão pública disponível até o momento, não há reprodução integral dos documentos de autorização ou dos laudos técnicos que expliquem, com precisão, a finalidade do procedimento. A ausência desses registros impede uma conclusão definitiva sobre a natureza do pedido e sobre a metodologia adotada na avaliação da peça.
Aspectos técnicos: como um tecido pode se preservar
Especialistas consultados por alguns veículos explicaram que tecidos — incluindo couros e jaquetas — podem apresentar conservação melhor do que o esperado quando mantidos em ambiente fechado, sem fluxo de ar e com umidade controlada. A decomposição depende de variáveis como tipo de material, método de sepultamento, presença de embalagens e características do solo.
“Em certas condições anaeróbicas, materiais orgânicos podem sofrer degradação mais lenta. Não é comum, mas é possível”, afirmou um perito em conservação têxtil ouvido por reportagens locais. Segundo ele, a confirmação da real condição do tecido exige laudos laboratoriais e análises estruturais que não foram divulgadas à imprensa até o momento.
Questionamentos sobre preservação e cadeia de custódia
Além da curiosidade técnica, a condição da jaqueta suscitou questionamentos sobre a cadeia de custódia do item e sobre a transparência no destino dos objetos exumados. Familiares pediram tratamento respeitoso e transferência para local de guarda segura, cobrando documentação e certidões que registrem o procedimento.
Órgãos responsáveis por exumações, por lei, devem observar formalidades — autorizações judiciais quando necessárias, presença de peritos e registro detalhado das peças recolhidas. A divulgação desses documentos tende a esclarecer dúvidas sobre motivações e procedimentos adotados.
Como a imprensa cobriu
Há variação na abordagem dos veículos: alguns privilegiaram o impacto emocional sobre a família; outros focaram na dimensão técnica da conservação do tecido. Em comum, as reportagens confirmam o local (Cemitério Primaveras, em Guarulhos) e o fato de que uma jaqueta atribuída ao vocalista foi retirada do túmulo aparentemente preservada.
De acordo com a curadoria do Noticioso360, cruzando G1 e CNN Brasil, os relatos são consistentes quanto à exumação, mas insuficientes para elucidar motivos formais e conclusões periciais definitivas. A redação recomenda cautela até que laudos e autorizações sejam disponibilizados publicamente.
Impacto simbólico e memória cultural
O episódio reacendeu a memória pública do grupo Mamonas Assassinas — cuja morte ocorreu em 2 de março de 1996 — e provocou reações de fãs, artistas e familiares. Objetos ligados a funerais e rituais de despedida têm forte carga simbólica, e sua exposição ou guarda pública costuma suscitar debates sobre memória, preservação e direito à intimidade dos parentes.
Alguns especialistas em patrimônio cultural consultados por veículos destacaram que peças com ligação direta a episódios históricos ou culturais podem, sob condições, integrar acervos museológicos ou ser preservadas em instituições apropriadas, caso haja autorização dos titulares dos direitos ou de seus representantes legais.
Próximos passos e recomendações
O Noticioso360 recomenda as seguintes medidas para acompanhamento jornalístico e transparência pública: obtenção e divulgação das cópias das autorizações de exumação; acesso a laudos técnicos completos sobre a conservação; entrevistas com peritos em conservação têxtil; e declarações formais do cemitério e da família sobre o destino definitivo da peça.
Relatos indicam que a família pediu a preservação e a transferência da jaqueta para local seguro. A redação seguirá na busca por documentos oficiais que esclareçam a motivação do procedimento e eventual destino do item.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas e especialistas em preservação cultural acompanham o caso e afirmam que o episódio pode reabrir debates sobre memória e guarda de bens relacionados a personalidades públicas.



