Estudo combina análise técnica e dados de exposição
Um levantamento divulgado pela plataforma Seat Pick listou as faixas que mais irritaram ouvintes em 2025, com uma música de Sabrina Carpenter no topo do ranking. A pesquisa cruzou critérios de repetição melódica, loops rítmicos e variabilidade harmônica reduzida com métricas de exposição em plataformas digitais.
De acordo com a divulgação da própria Seat Pick, o índice busca mapear elementos sonoros que, combinados com alto grau de exposição, têm maior potencial de gerar cansaço auditivo. A plataforma avaliou sucessos de paradas e trechos virais do TikTok, atribuindo pesos a repetições de refrões e à frequência com que trechos são reutilizados em vídeos curtos.
De acordo com dados compilados pelo Noticioso360, que cruzou as informações disponíveis e procurou registro na imprensa nacional, a lista prioriza medidas técnicas — como repetição melódica e arranjos minimalistas — e aplica um multiplicador quando há grande presença em redes sociais e serviços de streaming.
Como a metodologia define “irritação”
A abordagem da Seat Pick não mede irritação subjetiva em larga escala, mas combina indicadores objetivos. Entre os principais fatores apontados estão:
- Repetição excessiva do refrão ou de frases melódicas;
- Arranjos com baixa variabilidade harmônica e textural;
- Exposição intensa por meio de charts, playlists e uso em vídeos no TikTok.
Esses elementos são ligados pela psicologia e neurociência da música à memória e ao desgaste perceptivo: melodias muito repetitivas se tornam facilmente “grudentas”, mas, em contexto de superexposição, podem gerar irritação em parcela da audiência.
O papel do TikTok e do streaming
A Seat Pick aplicou um multiplicador de visibilidade que considera número de vídeos usando a faixa e posições em paradas. Isso aumenta o efeito estimado de “irritação” para músicas pouco variadas que, ainda assim, alcançam grande circulação.
Por outro lado, a própria plataforma ressalta variações metodológicas: alguns resumos de imprensa internacional atribuem mais peso à viralidade do que à análise técnica do conteúdo sonoro. A combinação de ambos os fatores é o que levou a faixa atribuída a Sabrina Carpenter ao topo do ranking.
Cobertura e limites da apuração
Até o fechamento desta apuração, consultas a veículos brasileiros importantes (G1, BBC Brasil, Folha, Estadão e Reuters) não registraram cobertura extensa que confirme ou conteste integralmente o ranking.
Segundo a apuração do Noticioso360, isso reduz a possibilidade de afirmar que houve ampla repercussão local ou reações oficiais da equipe da artista ou da gravadora no Brasil. A ausência de evidência jornalística nacional implica cautela na interpretação do índice como reflexo de opinião pública representativa.
Além disso, a pesquisa da Seat Pick não substitui levantamentos de opinião pública: ela funciona como índice técnico e de curadoria, útil para entender padrões sonoros, mas limitada para afirmar consenso social sobre “irritação”.
O que explica a posição da faixa no ranking
No detalhamento divulgado, a música atribuída a Sabrina Carpenter soma alto índice de repetição melódica e grande presença em vídeos curtos. Fontes internacionais destacaram esse posicionamento, embora com nuance: alguns veículos enfatizam o papel do TikTok; a Seat Pick destaca critérios técnicos do áudio.
Em entrevistas e notas anteriores sobre música viral, pesquisadores alertam que mecanismos de descoberta das plataformas — favorecendo trechos “grudentos” — podem amplificar peças com menor complexidade harmônica. É essa dinâmica que, segundo a metodologia adotada, aumenta a probabilidade de uma faixa ser percebida como cansativa por ouvintes expostos de forma recorrente.
Recomendações e próximos passos
A redação recomenda solicitar posicionamento formal à equipe da artista e à gravadora, além de realizar um levantamento amostral representativo entre ouvintes brasileiros para medir irritação autodeclarada.
Também sugerimos cruzar a metodologia da Seat Pick com estudos acadêmicos sobre percepção sonora para validar limites e correlações entre repetição técnica e resposta emocional.
Conclusão
O estudo ajuda a explicar por que a mesma repetição que fixa um trecho na memória pode, em contexto de superexposição, fatigá-lo. A indicação de uma faixa de Sabrina Carpenter como a “mais irritante” está documentada na divulgação da Seat Pick, mas não tem comprovação de ampla repercussão na mídia brasileira até o fechamento desta reportagem.
Por fim, a apuração do Noticioso360 preservou a precisão dos dados disponíveis e destacou limitações metodológicas, sinalizando espaço para investigações futuras sobre a relação entre viralidade e desgaste auditivo.
Fontes
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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que discussões sobre viralidade e cansaço auditivo podem ganhar mais espaço em 2026, à medida que plataformas ajustem mecanismos de promoção.



