Justiça do Rio condena empresa de efeitos por queda durante passagem aérea em 2012; atriz terá R$20 mil.

Danielle Winits receberá R$20 mil por acidente em musical

Tribunal do Rio reconheceu falha na segurança de espetáculo e fixou indenização de R$ 20 mil a Danielle Winits por danos morais.

Condenação por falha em espetáculo

A Justiça do Rio de Janeiro condenou a empresa responsável pelos efeitos especiais do musical Xanadu a pagar R$ 20 mil à atriz Danielle Winits a título de danos morais. A decisão se refere a um acidente ocorrido em 2012, quando cabos que sustentavam a atriz romperam durante uma passagem aérea sobre a plateia, provocando queda e abalo emocional.

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em reportagens do G1 e da Agência Brasil, a sentença se fundamentou na responsabilidade objetiva do prestador de serviços, devido à falha na garantia da segurança do espetáculo.

O que aconteceu em 2012

Durante uma apresentação do musical Xanadu no Rio de Janeiro, em 2012, Danielle Winits realizava uma cena aérea quando houve a ruptura de cabos utilizados para sustentação. As matérias consultadas relatam que a queda não resultou, naquele momento, em ferimentos graves documentados na imprensa, mas deixou consequências psicológicas e expôs a atriz perante a plateia.

Além do impacto físico potencial, as publicações destacam que o episódio gerou medo, humilhação pública e transtornos que foram posteriormente invocados na ação civil movida pela atriz em busca de reparação moral.

Perícia e prova técnica

Os documentos judiciais mencionados nas reportagens indicam que perícia técnica e depoimentos relativos à montagem e à manutenção dos equipamentos foram elementos relevantes para a conclusão judicial. Segundo as fontes, laudos e testemunhos apontaram para falha na adoção de medidas de segurança pelo responsável técnico do espetáculo.

Por outro lado, as matérias consultadas não trazem na íntegra os laudos periciais — informação que, segundo especialistas, é decisiva para atribuir com precisão a responsabilidade em acidentes envolvendo acrobacias aéreas.

Fundamentação jurídica

De acordo com as notícias, a condenação se apoiou na teoria da responsabilidade objetiva, prevista no Código de Defesa do Consumidor e aplicada em casos nos quais há atividade de risco ou prestação de serviços ao público. Nesses cenários, não é preciso comprovar culpa do prestador — basta demonstrar o nexo entre a falha na segurança e o dano sofrido pelo consumidor/usuário.

O valor fixado (R$ 20 mil) tem natureza compensatória e simbólica. Para o Judiciário, além de reparar o sofrimento individual, a condenação tem função pedagógica: reforçar padrões mínimos de segurança em produções que envolvem efeitos especiais e acrobacias.

Diferença de enfoque entre veículos

No levantamento feito pelo Noticioso360, verificou-se concordância básica entre as fontes sobre os fatos centrais: o acidente em 2012, a participação de Danielle Winits no musical e a condenação ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais. Contudo, houve variação editorial na ênfase das matérias.

Alguns veículos priorizaram relatos sobre o estado emocional da atriz e depoimentos informais, enquanto outros deram destaque à fundamentação jurídica e ao conteúdo dos autos. Em comum, as reportagens citaram a perícia como elemento-chave, ainda que sem reproduzir integralmente os laudos técnicos.

Recursos e trânsito em julgado

Não foram localizados registros públicos de fácil acesso indicando se a decisão transitou em julgado ou se houve interposição de recurso pela empresa responsável pelos efeitos. Em processos dessa natureza, é comum que produtoras ou prestadores recorram, o que pode prolongar a tramitação e alterar eventual execução da condenação.

O Noticioso360 tentou localizar movimentações nos autos junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, mas até o fechamento da apuração não havia registro público disponível acerca de recurso ou de eventual apreciação por instâncias superiores.

Impacto prático e setor cultural

Na prática, a decisão serve como precedente de responsabilidade por falha na segurança de espetáculo, sobretudo quando há riscos intrínsecos às acrobacias aéreas. Produtoras, técnicos e equipes de efeitos especiais podem ter que revisar protocolos, programas de manutenção e inspeção de equipamentos para reduzir exposição a ações judiciais e garantir segurança do elenco e do público.

Além disso, a condenação modal (valor simbólico) lembra que danos morais em contextos públicos podem ser reconhecidos mesmo sem lesão corporal grave, quando há prova de abalo psicológico e exposição indevida.

O que permanece incerto

Permanece sem confirmação pública a íntegra da prova pericial e o eventual desfecho recursal do processo. A falta de acesso aos laudos completos limita a avaliação técnica sobre as causas precisas do rompimento dos cabos — se por desgaste, instalação inadequada, falha humana ou manutenção insuficiente.

Para especialistas consultados em casos análogos, a documentação pericial costuma ser determinante para identificar a origem do problema e apontar responsabilidades técnicas e contratuais.

Fechamento: projeção futura

Decisões como essa podem estimular mudanças nas práticas do setor de entretenimento ao vivo. É provável que produtoras e empresas de efeitos reforcem contratos com cláusulas de manutenção preventiva, seguro mais abrangente para cenas de risco e treinamentos específicos para equipes técnicas.

Se houver recorrência de sentenças em sentido similar, o impacto regulatório pode incluir maior fiscalização de órgãos do setor, normatização técnica e exigência de certificações para equipamentos e operadores.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Especialistas consultados pela redação afirmam que decisões judiciais nesse sentido podem reforçar uma cultura de prevenção em espetáculos.

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