Operação Falso Mercúrio mira suposto esquema de lavagem ligado ao PCC
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, em 4 de dezembro de 2025, a operação batizada de Falso Mercúrio. Segundo a corporação, a ação teve como alvo uma rede suspeita de lavar dinheiro e abastecer financeiramente integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Foram cumpridas 54 medidas judiciais em cidades do interior e na capital, com a participação aproximada de 100 policiais civis. As diligências incluíram apreensões de documentos, bloqueio de bens e afastamento de administradores de empresas apontadas como fachadas.
Curadoria e cruzamento de fontes
Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em informações do G1 e da Agência Brasil, o esquema investigado usava empresas de fachada, transferências bancárias e contas de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos.
Fontes oficiais e reportagens consultadas indicam que a investigação exigiu análise de movimentações financeiras complexas e perícia em documentos contábeis. Autoridades destacam que padrões detectados nas transferências são compatíveis com lavagem de capitais.
Como funcionava o suposto “banco paralelo”
As autoridades descrevem o mecanismo como um ecossistema financeiro informal: empresas inativas ou de fachada emitindo notas e registrando operações sem atividade econômica real; contas utilizadas por terceiros para receber e transferir valores; e recursos posteriormente integrados ao mercado formal.
Além disso, há indícios de que administradores de papel — responsáveis por empresas interpostas — recebiam ordens e repassavam valores para ocultar a origem dos recursos. A polícia requisitou quebra de sigilos bancários e fiscais para rastrear fluxos financeiros e identificar beneficiários finais.
Escala e valores
Investigadores afirmam que o esquema movimentou milhões de reais, embora haja variação nas estimativas divulgadas pela imprensa sobre valores bloqueados e número de prisões. A diferença decorre, segundo investigadores, do estágio diverso de medidas (cautelares, conduções coercitivas ou prisões preventivas) e da complexidade para quantificar ativos em curto prazo.
Repercussão jurídica e andamento do inquérito
Promotores e juízes têm papel central para manter bloqueios e converter medidas cautelares em decisões definitivas. Até o fechamento desta apuração, não havia divulgação pública de habeas corpus ou defesas formais dos responsáveis pelas empresas citadas no relatório policial.
O inquérito envolve diligências que podem se estender por semanas ou meses, com pedidos de cooperação nacional e, se necessário, internacional. Autoridades também mencionaram a possibilidade de solicitações a órgãos de controle financeiro para obter dados complementares.
Diferenças na cobertura
A cobertura do caso variou entre veículos: enquanto alguns noticiaram prisões preventivas e detalharam nomes e conduções, outros priorizaram medidas patrimoniais e bloqueios. Essa variação reflete não apenas critérios editoriais, mas a própria dinâmica processual — novas decisões podem alterar o quadro rapidamente.
Impactos e riscos
Especialistas em combate à lavagem consultados pela reportagem ressaltam que estruturas desse tipo corroem a integridade do sistema financeiro, distorcem concorrência e financiam atividades criminosas. A infiltração de recursos ilícitos em setores formais também dificulta investigações posteriores, caso não haja cooperação entre bancos, cartórios e autoridades fiscais.
Do ponto de vista social, operações de grande alcance exigem proteção a testemunhas e cautela para não produzir prejuízos a funcionários e terceiros que atuavam apenas formalmente nas empresas investigadas.
Próximos passos da investigação
As autoridades informaram que as diligências continuarão com análise forense de documentos contábeis e movimentações bancárias. Possíveis desdobramentos incluem novas ordens judiciais, pedidos de cooperação internacional e eventual petição do Ministério Público por medidas mais duras, caso sejam identificados beneficiários finais ligados ao crime organizado.
No aspecto processual, apenas decisões judiciais terminativas e sentenças poderão transformar medidas cautelares em condenações. Até lá, o caso seguirá em fase de instrução e coleta de provas.
Fontes
Veja mais
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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário de combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro nos próximos meses.



