A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) e o assessor Felipe Correia de Souza Pereira Gomes relatam ter sido alvo de agressões na madrugada de uma sexta-feira enquanto registravam imagens em uma área próxima ao acesso a Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo o relato encaminhado pela equipe da parlamentar, o episódio começou após a identificação de atividade de extração de minério nas imediações. Os dois dizem ter sido perseguidos a pé e atacados por um grupo que tentou impedir a captação das imagens. A assessoria informou que ambos procuraram atendimento médico e que a deputada sofreu um deslocamento no ombro durante a agressão.
Em apuração preliminar, a redação do Noticioso360 cruzou informações fornecidas pela assessoria da parlamentar e por fontes que atuam em zonas de mineração. Essas fontes apontam que casos de intimidação contra quem documenta atividades de extração não são incomuns na região, sobretudo quando há denúncias de supostas irregularidades.
O que ocorreu
De acordo com a versão recebida pela equipe da deputada, o registro audiovisual foi interrompido por pessoas que se aproximaram com a intenção de impedir a filmagem. Relatos indicam que houve confronto físico, ataques ao veículo utilizado pela equipe e agressões às pessoas presentes. A parlamentar relatou dor intensa no ombro e deslocamento, que motivou a busca por atendimento médico.
Não há, por ora, acesso direto a boletim de ocorrência, laudos médicos detalhados ou notas formais da Polícia Civil de Minas Gerais disponibilizadas à redação para verificação independente. Por isso, a reconstrução dos fatos presente neste texto baseia-se em material fornecido pela assessoria de Duda Salabert e em declarações de fontes que preferiram permanecer anônimas.
Apuração e verificação
Ao longo da apuração, o Noticioso360 solicitou oficialmente o boletim de ocorrência e os laudos médicos mencionados pela assessoria. Também foram solicitados posicionamentos da Polícia Civil de Minas Gerais, da prefeitura de Nova Lima e de empresas que atuam com extração mineral na região. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno formal de todas as partes consultadas.
Em respeito às práticas jornalísticas, a redação preservou elementos verificáveis: a identificação nominal das vítimas (Duda Salabert e Felipe Gomes), o local aproximado do incidente (próximo ao acesso a Nova Lima, Grande BH), a alegação de perseguição e a informação sobre a lesão relatada pela parlamentar (deslocamento no ombro). Esses pontos constam no material recebido, mas carecem de confirmação por documentos oficiais ainda não apresentados.
Contexto regional
Fontes que acompanham conflitos em áreas de mineração na região metropolitana de Belo Horizonte afirmam que episódios de hostilidade contra quem documenta atividades de extração têm ocorrido com certa frequência, segundo relatos de ativistas ambientais e moradores locais. Esses relatos descrevem intimidações, ameaças e, em alguns casos, agressões físicas contra repórteres, ativistas e moradores que tentam registrar operações.
Por outro lado, especialistas consultados informalmente destacam que tais padrões não substituem exames periciais e registros oficiais. A verificação técnica — por meio de boletins de ocorrência, laudos médicos e imagens — é necessária para estabelecer responsabilidades e motivações dos ataques.
O que se sabe e o que falta confirmar
Confirmado até o momento, segundo o material recebido:
- Vítimas identificadas: deputada Duda Salabert e assessor Felipe Correia de Souza Pereira Gomes;
- Local aproximado: área próxima ao acesso a Nova Lima (Grande BH);
- Relato de agressão física e perseguição a pé;
- Lesão informada: deslocamento no ombro da parlamentar, com atendimento médico posterior.
Em aberto permanecem questões centrais para a responsabilização:
- Identidade e vínculo do grupo que, segundo os relatos, realizou as agressões;
- Motivação efetiva dos atacantes (se houve defesa de atividade minerária, atuação de seguranças privados ou outra natureza de conflito);
- Existência de boletim de ocorrência e conteúdo dos laudos médicos;
- Posicionamento oficial das empresas de mineração eventualmente envolvidas e das autoridades locais.
Repercussão
Até a conclusão desta matéria, não havia nota pública confirmada da Polícia Civil de Minas Gerais sobre o caso. A prefeitura de Nova Lima e empresas do setor também foram procuradas e não tinham se manifestado de forma oficial.
Nas redes sociais, apoiadores e críticos da parlamentar repercutiram as alegações. Organizações ambientais e coletivos que monitoram atividades de mineração manifestaram solidariedade e cobraram investigação rigorosa. Já vozes ligadas a interesses do setor pediram cautela e a apresentação de provas documentais antes de tirar conclusões.
Próximos passos na apuração
A cobertura do Noticioso360 vai seguir dois caminhos imediatos: (1) solicitar formalmente o boletim de ocorrência e laudos médicos às autoridades competentes e (2) buscar posição oficial da Polícia Civil de Minas Gerais, da prefeitura de Nova Lima e de eventuais empresas de mineração que atuam na região. Atualizações serão publicadas assim que documentos e notas oficiais forem obtidos.
Enquanto isso, orientamos leitores a tratar as informações como relato em apuração, sujeito a complementação. A redação prioriza checagem de nomes, datas e locais antes de avançar em conclusões sobre autorias ou motivações do ataque.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o episódio pode intensificar o debate sobre segurança de quem documenta atividades de extração mineral e sobre a atuação de empresas e agentes locais, com potencial para ganhar repercussão política nos próximos meses.
Fontes
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