Dois casais procuraram o portal Noticioso360 relatando que foram vítimas de um suposto golpe imobiliário envolvendo a venda e a locação de um apartamento em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. As negociações ocorreram nos meses que antecederam um casamento, segundo fontes que conversaram com a redação.
Segundo análise da redação do Noticioso360, com base no material recebido e em consultas a bases públicas, não há, até o momento, confirmação integral das alegações em reportagens de grande circulação ou em registros automatizados consultados.
Como ocorreu o suposto golpe
As vítimas descrevem um padrão comum a fraudes imobiliárias: anúncios aparentemente detalhados, apresentação de documentos supostamente próprios e pedidos de depósito ou cheques para “garantir” a transação. Em pelo menos dois relatos, os pagamentos foram realizados antes da formalização definitiva da transferência ou da assinatura do contrato.
Posteriormente, ao tentarem acessar o imóvel ou checar o registro em cartório e na prefeitura, as pessoas encontraram inconsistências. A alegada proprietária não foi localizada no endereço informado e não houve resposta transparente aos pedidos de verificação.
Depósitos e sequestro de sinal
As vítimas relataram que houve pedido de pagamento adiantado para “reservar” o imóvel. Esse tipo de prática é conhecida como sequestro de sinal: o golpista recebe um valor inicial e desaparece antes de concluir a transferência do bem.
Especialistas consultados informalmente pelo portal ressaltaram que fraudes deixam rastro financeiro — transferências, comprovantes e mensagens — que podem embasar queixas e medidas judiciais, como pedidos de bloqueio de valores.
Registro profissional e buscas públicas
O material recebido pelo Noticioso360 afirma que a mulher identificada nas denúncias, indicada como Michele Montenegro, não possui registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), embora conste como bacharel em Direito.
A apuração incluiu consultas públicas à OAB e a outros registros oficiais. Até a data desta publicação não foi encontrada confirmação pública automatizada que vincule o nome a um registro ativo na OAB. Também não foram localizadas, em consultas iniciais a portais de notícias e ao sistema de consultas públicas, reportagens ou comunicados oficiais que confirmem outras acusações mencionadas nas comunicações recebidas.
Menção a investigação sobre obras de arte
As comunicações recebidas citam ainda um suposto envolvimento da pessoa apontada em uma investigação relacionada a fraude milionária envolvendo obras de arte. Não localizamos, até agora, registros públicos ou matérias em veículos de grande circulação que confirmem essa alegação.
O que as vítimas relataram às autoridades
Segundo os relatos, houve tentativa de consultas em cartórios e na prefeitura, com demora ou ausência de retorno em algumas solicitações. Isso tem dificultado a obtenção imediata de provas documentais formais.
As vítimas afirmam ter protocolos de atendimento e, em alguns casos, comprovantes de transferência e trocas de mensagens com a pessoa que negociou os imóveis. Recomenda-se que esses documentos sejam preservados para embasar uma eventual queixa.
Próximos passos e recomendações
Por prudência jornalística e para garantir o direito de resposta, o Noticioso360 seguirá buscando documentos públicos, eventuais comunicados oficiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro e decisões judiciais que possam esclarecer a ligação entre a pessoa apontada nas denúncias e as supostas fraudes.
Enquanto a investigação independente do portal prossegue, orientamos vítimas e interessados a:
- Reunir e guardar cópias de toda a documentação recebida;
- Preservar comprovantes de pagamento, protocolos de atendimento e mensagens trocadas;
- Consultar cartórios e registros de propriedade antes de qualquer pagamento;
- Registrar boletim de ocorrência na delegacia especializada mais próxima e procurar orientação de um advogado;
- Solicitar ao banco o bloqueio de transferências suspeitas e a emissão de extratos que comprovem os pagamentos.
Responsabilidades institucionais
Procuradorias e a Polícia Civil dispõem de canais específicos para investigar fraudes imobiliárias e golpes contra consumidores. A atuação pode incluir medidas cautelares, bloqueios e quebras de sigilo bancário, quando autorizadas judicialmente.
Especialistas ouvidos apontam que, em muitos casos, as autoridades dependem de denúncias fundamentadas e de provas financeiras para abrir investigações mais profundas.
Contexto mais amplo
Golpes de aluguel e venda de imóveis já foram amplamente documentados em outras apurações: uso de documentos falsos, anúncios clonados e pedidos de pagamento adiantado com promessas de contratos rápidos são práticas recorrentes.
Por outro lado, a falta de localização de registros públicos ou de cobertura consolidada em veículos nacionais não implica, por si só, inocência ou culpa; sinaliza apenas que a apuração ainda exige confirmação documental.
Fontes
- Ordem dos Advogados do Brasil — 2026-06-01
- Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro — 2026-06-05
- Noticioso360 — 2026-06-09
- Reuters — 2024-11-12
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que casos assim podem aumentar a demanda por regras mais rígidas e fiscalização ampliada no mercado imobiliário.



