Em depoimento, Monique relata que Henry disse ter sido empurrado por Jairinho; ela diz ter acreditado na versão.

Monique diz que Henry foi empurrado por Jairinho

Monique afirmou em tribunal que o filho disse ter sido empurrado por Jairinho; ela declarou que acreditou na explicação do ex-vereador.

Depoimento no tribunal

Em interrogatório no processo que apura a morte do menino Henry Borel, Monique Medeiros disse ao juiz que, em determinado momento, o filho relatou ter sido empurrado pelo então companheiro, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho. Segundo a mãe, Henry teria contado que caiu da cama após o empurrão.

Monique afirmou que, à época, recebeu explicações do ex-vereador que a levaram a aceitar a versão de acidente doméstico. A declaração foi prestada em audiência de instrução e integrou a sequência de depoimentos e esclarecimentos sobre a rotina familiar e as circunstâncias das lesões.

De acordo com análise da redação do Noticioso360, que cruzou reportagens do G1 e da CNN Brasil com os autos do processo, o relato da mãe reforça o embate entre as versões apresentadas pela acusação e pela defesa.

O que disse Monique

No depoimento, Monique descreveu a cena que teria ocorrido no apartamento onde a família vivia: afirmou que Henry a procurou dizendo que havia caído da cama depois de um empurrão. Ela contou que, depois do episódio, Jairinho ofereceu explicações que a fizeram compreender o caso como um acidente doméstico.

A mãe também disse que não percebeu sinais claros na época que a levassem a desconfiar de agressões por parte do então namorado. Em sua narrativa, a ausência de indícios visíveis e a confiança depositada no companheiro justificaram, naquele momento, sua reação e interpretação dos fatos.

Acusação e defesa

O Ministério Público sustenta na denúncia que houve abuso físico e omissão no cuidado com a criança, atribuindo aos responsáveis, entre eles o ex-vereador e a mãe, condutas que teriam culminado na morte de Henry. As peças do MP apontam para lesões incompatíveis com quedas casuais e alegam desatenção ou participação nas agressões.

Por outro lado, a defesa de Jairinho nega que ele tenha empurrado ou agredido o menino. Advogados contestam a credibilidade de depoimentos apresentados pela acusação e questionam a interpretação dos laudos médicos, ressaltando divergências técnicas sobre a dinâmica e o tempo das lesões.

Provas e perícias

Ao longo do processo, peritos designados e testemunhas oferecem versões distintas sobre a origem e a cronologia das lesões. Relatórios médicos citados no processo descrevem sinais compatíveis com impactos, mas há controvérsias quanto à causa precisa e à sequência dos eventos.

Especialistas consultados por veículos que cobrem o caso destacam que a definição de autoria e causa exige correlação entre exames, depoimentos e evidências materiais. O comportamento de testemunhas em juízo e eventuais contradições podem influenciar a avaliação, mas não substituem as perícias técnicas.

Ritmo do julgamento

Durante o interrogatório de Monique, a juíza e os advogados exploraram detalhes sobre a convivência familiar, a rotina e as circunstâncias relatadas por Henry. A estratégia das partes incluiu questionamentos sobre consistência temporal e possíveis contradições entre versões.

O tribunal registrou pontos que poderão ser confrontados com outras provas em audiências futuras. Testemunhas arroladas pela acusação sustentam a tese de padrão de agressões, enquanto depoimentos favoráveis à defesa tentam relativizar a responsabilidade do ex-vereador.

Curadoria e checagem

A apuração do Noticioso360 confrontou documentos dos autos com reportagens publicadas pela imprensa. Encontramos convergência em trechos fundamentais: há consenso de que Monique afirmou que Henry disse ter sido empurrado e de que ela declarou ter acreditado na explicação de Jairinho. Divergências aparecem mais nos tons e nas ênfases dadas pelos veículos.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Impacto probatório

Para o juiz, a análise do conjunto probatório — laudos, depoimentos e perícias complementares — será determinante. A narrativa de Monique passa a integrar o repertório de versões a ser sopesado: trata-se de um elemento que pode, conforme interpretação técnica, reforçar ou enfraquecer linhas de responsabilidade por omissão ou participação em agressões.

Além disso, o caráter público do julgamento e a cobertura jornalística aumentam a atenção sobre eventuais contradições e sobre a necessidade de fundamentação técnica robusta para decisões penais em processos sensíveis como este.

Próximos passos

O processo segue em fase de instrução, com novas oitivas e análise de provas. É provável que o tribunal ouça mais testemunhas arroladas por acusação e defesa, e que as partes peçam complementação de exames periciais se entenderem necessário. Em seguida, serão apresentadas as alegações finais antes da sentença.

Decisões sobre nulidades, pedidos de diligência ou a produção de novos laudos podem alongar o cronograma. Eventuais recursos e incidentes processuais também podem alterar prazos e desdobramentos do caso.

Fecho e projeção

O depoimento de Monique amplia o mapeamento das versões sobre o episódio no apartamento e ressalta o conflito entre a percepção da mãe na época e a leitura do Ministério Público sobre omissão e participação. A juíza deverá pesar as provas técnicas e a coerência dos relatos antes de formar convicção.

Analistas consultados indicam que as próximas decisões do processo terão impacto significativo tanto nas esferas penal quanto na repercussão pública do caso. Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.

Fontes

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