Leniel afirmou que o filho demonstrava receio de voltar ao lar e relatou pressões de familiares e advogados.

Pai diz que Henry tinha medo de voltar para casa; chora em depoimento

Pai de Henry Borel disse em audiência que menino tinha medo de voltar para casa; depoimento emocionado e controvérsias entre versões.

Depoimento emocionado coloca foco em cuidados anteriores à morte de Henry

Em audiência recente, Leniel, pai de Henry Borel, relatou que o menino demonstrava medo de retornar ao lar e se emocionou ao rever o último vídeo em que aparece o filho. O depoimento, prestado perante a juíza responsável pelo caso, detalhou marcas que o pai percebeu no corpo da criança e mudanças de comportamento nos dias que antecederam a morte, em março de 2021.

Segundo a própria fala de Leniel, registrada nos autos, ele chegou a ter dúvidas sobre devolver Henry à mãe após identificar lesões. Em diversos trechos, o homem chorou ao descrever a relação com o filho e a sensação de impotência diante das supostas agressões.

Curadoria e fontes

A apuração do Noticioso360, que compilou informações de reportagens do G1 e da Folha de S.Paulo e revisou gravações de audiências públicas, confirma os trechos centrais do depoimento. As versões das partes, no entanto, seguem em confronto: há relatos que apontam indícios de lesões anteriores e relatos de defesa que negam sinais evidentes de violência doméstica imediata.

O depoimento e os pontos centrais

No relato judicial, Leniel disse que notou alterações no sono de Henry, retraimento emocional e medo de voltar para o apartamento onde a família morava, no condomínio Majestic, na Barra da Tijuca. Ele também relatou ter visto marcas no corpo do menino e mudanças comportamentais nos finais de semana que antecederam o óbito.

Durante o ato processual, a magistrada questionou o pai sobre os motivos que o levaram a devolver a criança à mãe naquela ocasião. A juíza buscou esclarecer a cronologia das observações e as razões que explicariam a decisão de Leniel, diante das supostas lesões.

Conflito entre versões

Por um lado, o Ministério Público sustenta que houve omissões e condutas coniventes que contribuíram para o desfecho trágico. Por outro, as defesas de Monique e do ex-vereador Jairinho apontam versões alternativas sobre responsabilidade e contestam a leitura das provas apresentadas até o momento.

Testemunhas ouvidas ao longo do processo e documentos juntados aos autos mostram divergências quanto à existência e ao momento das agressões. Laudos periciais, gravações e depoimentos tentam, em conjunto, reconstruir a sequência das lesões e as circunstâncias da morte.

Contexto probatório e impacto processual

A defesa e a acusação colocam ênfase em diferentes fragmentos do conjunto probatório. A perícia médica, os laudos complementares e as imagens analisadas pela investigação são elementos centrais para estabelecer cronologia e autoria das lesões.

O depoimento de Leniel pode influenciar a avaliação judicial sobre a dinâmica familiar e a rotina de cuidados prestados ao menor nos dias anteriores ao crime. Contudo, decisões definitivas dependem da correlação entre laudos, testemunhos e evidências materiais, segundo especialistas consultados por reportagens que cobrem o caso.

Relatos de intimidação e pressão

Em sua fala, Leniel afirmou que vinha sofrendo coação por parte de familiares de Monique e por advogados ligados ao então vereador Jairinho, apresentados como próximos ao menino. A menção a pressões externas faz parte do conjunto de elementos que o pai trouxe para a audiência.

Fontes que acompanharam o processo relataram episódios em que representantes legais das partes e parentes trocaram farpas durante atos processuais, o que, segundo advogados ouvidos, pode influenciar a percepção de testemunhas e familiares.

O que ainda falta ser esclarecido

Há lacunas que a instrução judicial ainda precisa preencher: perícias complementares, reexame de imagens e novos depoimentos devem ser analisados para que o tribunal forme convicção sobre a cronologia e a autoria das lesões.

Especialistas em direito penal consultados em reportagens lembram que indícios, por mais consistentes que pareçam, não substituem a necessidade de correlação técnica entre provas. A sentença, portanto, dependerá do conjunto probatório que o juízo considerar mais convincente.

Fechamento e projeção

O caso segue em fase de instrução, conforme últimos movimentos públicos do processo. As próximas etapas podem incluir a oitiva de novas testemunhas, juntada de perícias complementares e, dependendo do avanço, a definição de data para julgamento ou ampliação da fase probatória.

Para leitores e observadores, permanece a necessidade de acompanhar os desdobramentos oficiais — as conclusões finais dependem do trabalho do juízo e de laudos técnicos que ainda poderão ser apresentados.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.

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