Médica afirmou que Henry chegou ‘técnicamente morto’; ré chorou ao ver vídeo exibido em júri público.

“Ela parecia não acreditar”, diz médica sobre Monique

Médica disse que menino chegou em parada cardiorrespiratória; curadoria do Noticioso360 cruza depoimentos e laudos para comparar versões.

Depoimento no tribunal e reação da ré

Em audiência realizada nesta quarta-feira no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a médica Maria Cristina Souza Azevedo afirmou que o menino Henry Borel chegou ao hospital em estado gravíssimo, “técnicamente morto”, com parada cardiorrespiratória e marcas roxas no corpo. Segundo a testemunha, a equipe de emergência aplicou protocolos de reanimação que se estenderam por cerca de duas horas antes da confirmação do óbito.

Durante a sessão, foi exibido um vídeo com imagens de Henry em vida. Testemunhas e advogados presentes relataram que a ré, Monique Medeiros, demonstrou forte comoção ao assistir às imagens e teria chorado no plenário.

O que diz a apuração

De acordo com dados compilados pela redação do Noticioso360, que cruzou depoimentos, reportagens e trechos de perícias, há convergência entre diferentes relatos quanto à gravidade do estado clínico de Henry ao dar entrada na unidade de saúde. No entanto, persistem diferenças nas versões sobre a cronologia e a origem das lesões.

O depoimento de Maria Cristina, registrado em prontuário de atendimento e transcrito em autos do processo, descreve sinais compatíveis com parada cardiorrespiratória e hematomas visíveis em diversas partes do corpo. A médica detalhou as manobras e o suporte avançado de vida utilizados pela equipe, e disse que, apesar dos esforços, a criança não respondeu às medidas adotadas.

Marcas no corpo e perícias

A presença de marcas roxas no corpo foi especificamente mencionada pela testemunha, que ressaltou a necessidade de apurar origem e tempo dessas lesões. Laudos periciais apresentados em etapas anteriores do processo também registraram sinais de violência corporal.

Entretanto, a relação entre esses sinais, a causa imediata do óbito e a responsabilidade penal é tratada de forma distinta por cada uma das partes. Peritos, promotores e advogados de defesa divergem quanto à interpretação de achados, sua cronologia e correlação com o evento fatal.

Posicionamentos da acusação e da defesa

A acusação sustenta que a soma das evidências médicas, circunstanciais e testemunhais aponta para responsabilidade penal dos réus — o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior (conhecido como Jairinho) e Monique Medeiros — no episódio que resultou na morte de Henry, em março de 2021.

Por outro lado, a defesa tem argumentado, em diferentes momentos do processo, que reações emocionais da ré, como o choro observado ao ver o vídeo, são compatíveis com sofrimento materno e não configuram confissão de culpa. A defesa também questiona prazos, métodos e conclusões de alguns exames periciais, bem como a interpretação de sinais físicos.

Convergências e divergências nas versões

A cobertura feita pelo Noticioso360 separa relato de testemunhas, prova pericial e alegações das defesas. Em linhas gerais, há consenso nos fatos centrais: a morte de Henry ocorreu em março de 2021; foram registradas lesões no corpo da criança; e tramita um processo criminal com réus que chegaram a ser levados a júri.

No entanto, há lacunas e pontos controversos: a sequência exata das agressões (quando ocorreram e por quem), a causalidade direta entre as lesões e a causa imediata do óbito, e a avaliação de condenabilidade diante das provas disponíveis.

O vídeo exibido em audiência

A reprodução de imagens do menino no plenário teve papel simbólico e emocional no julgamento. Testemunhas descreveram reação visível da ré, que chorou durante a exibição. Para a acusação, o momento reforça a dimensão do dano e ampara o argumento de responsabilidade. Para a defesa, trata-se de manifestação humana diante de imagens do próprio filho.

Do ponto de vista processual, a demonstração de emoção não substitui prova técnica e documental. Juízes e peritos têm a incumbência de avaliar o conjunto probatório, ponderando entre elementos objetivos e relatos subjetivos.

Contexto jurídico e etapas do processo

O caso, que ganhou intensa cobertura da imprensa desde 2021, segue em fase de instrução pública. Nesta etapa, são colhidos depoimentos, juntados laudos e produzidas diligências solicitadas pelas partes.

Futuros passos previstos incluem a conclusão das oitivas, a apresentação de novos laudos periciais quando requisitados e, posteriormente, as alegações finais das partes antes da sentença. Especialistas em Direito penal consultados por veículos que acompanharam o caso lembram que a definição de culpabilidade depende da avaliação do juízo sobre provas técnicas e testemunhais.

Curadoria e metodologia

Segundo a apuração do Noticioso360, esta matéria foi construída a partir do cruzamento de depoimentos oficiais, transcrições parciais dos autos e reportagens de veículos que cobriram o julgamento. Optamos por separar o que foi declarado pelas testemunhas, os resultados de perícias e as alegações das defesas, destacando onde há consenso e onde persistem divergências.

Preservamos a cautela editorial: não há, nesta matéria, juízo novo de valor além do que consta nos autos. Mantemos compromisso com verificação de nomes, datas e locais, informando que Henry Borel faleceu em março de 2021 e que o processo tramita no sistema judiciário do estado do Rio de Janeiro.

Fechamento e projeção

O desfecho do processo dependerá das provas que ainda serão produzidas e avaliadas. Analistas apontam que a continuidade das perícias e a produção de provas testemunhais poderão influenciar a decisão final, e que desdobramentos do julgamento podem ter impacto político e social, dada a repercussão pública do caso.

Nos próximos meses, espera-se a continuidade das oitivas e eventuais novos laudos periciais. A fase seguinte, de alegações finais e sentença, deverá trazer maiores elementos para a definição da responsabilização penal dos envolvidos.

Fontes

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Analistas apontam que o andamento do processo pode redefinir debates sobre responsabilidade e proteção infantil nas próximas etapas judiciais.

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