O árbitro Ramon Abatti Abel foi alvo de críticas nas redes sociais depois de um lance revisado pelo VAR no jogo entre Paysandu e Vasco, disputado no estádio Mangueirão, em Belém, pela quinta fase da Copa do Brasil. O Vasco venceu por 2 a 0, mas a decisão sobre um possível pênalti para o Paysandu dominou debates nas horas seguintes à partida.
Segundo a apuração do Noticioso360, que cruzou transmissões, transcrições de áudio do VAR e publicações oficiais dos clubes, houve divergência entre comentaristas, torcedores e parte da imprensa sobre a interpretação das imagens e do critério aplicado pela equipe de arbitragem.
O lance e a revisão
No primeiro relato de campo, imagens e relatos de testemunhas apontaram um contato na área do Vasco que poderia, à primeira vista, caracterizar pênalti em favor do Paysandu. Depois de revisão do VAR, Abel manteve sua decisão em campo e não assinalou a penalidade.
Fontes consultadas pelo Noticioso360 descrevem a sequência de formas diferentes: alguns comentaristas destacaram possível interferência do árbitro assistente e a velocidade da jogada; outros sustentaram que as repetições não trouxeram clareza suficiente para configurar erro claro capaz de alterar a marcação inicial.
Três pontos de divergência
A nossa apuração identificou três aspectos centrais que explicam a polêmica:
- Cronologia do contato: há diferenças na leitura do momento exato em que ocorre o choque entre os jogadores.
- Intensidade do impacto: especialistas e comentaristas divergem sobre se o contato foi suficiente para causar queda e configurar infração.
- Critério do VAR: a avaliação se houve “erro claro” — requisito para alterar a decisão — permaneceu subjetiva entre profissionais e observadores.
Visibilidade e ângulos das câmeras
A equipe do Noticioso360 verificou que a visibilidade do contato varia conforme o ângulo de câmera. Em alguns planos, o contato parece mais evidente; em outros, a imagem dilui o impacto, o que dificulta a conclusão inequívoca sobre o lance.
Em partidas com cobertura limitada, a falta de um enquadramento mais preciso tende a ampliar o debate público. Analistas técnicos ouvidos por este portal ressaltaram que a qualidade das imagens e o tempo disponível para revisão influenciam decisões mesmo entre árbitros experientes.
Reações nas redes e posicionamentos oficiais
Nas redes sociais, torcedores do Paysandu demonstraram revolta e pediram revisão da decisão. Comentaristas e perfis especializados em arbitragem publicaram análises conflitantes: alguns pediram a abertura de sindicância, enquanto outros defenderam a manutenção da decisão por falta de prova conclusiva.
O Vasco, por meio de suas redes oficiais, não anunciou recurso formal até o fechamento desta reportagem. Não há registros públicos de pedido de investigação disciplinar contra o árbitro Ramon Abatti Abel até o momento em que encerramos a apuração.
Contexto das regras
A lei do jogo e os protocolos do VAR preveem que a revisão deve alterar uma decisão somente em caso de erro claro. Essa margem de subjetividade é um ponto frequente de controvérsia: o mesmo lance pode ser avaliado de modo distinto por diferentes profissionais, dependendo do critério aplicado.
Fontes consultadas ressaltaram que distinguir erro técnico de interpretação razoável é essencial para evitar acusações injustas contra equipes de arbitragem. Por outro lado, a transparência na divulgação de imagens e relatórios do VAR ajudaria a reduzir especulações.
O que a apuração do Noticioso360 verificou
Nossa checagem confirmou fatos centrais: placar da partida, local, data e a participação do árbitro Ramon Abatti Abel. Confrontamos trechos do vídeo disponível nas transmissões e as transcrições de áudio do VAR publicadas por veículos que divulgaram o material.
Quando as versões divergiram, adotamos uma abordagem balanceada, sem atribuir má-fé a nenhuma das partes. Buscamos declarações oficiais e análises técnicas e indicamos pontos de incerteza onde não foi possível chegar a conclusão definitiva.
Impactos imediatos e próximos passos
Na esfera esportiva, episódios como esse alimentam pedidos por maior transparência e por melhorias na cobertura audiovisual de jogos decisivos. A divulgação completa das imagens do VAR e dos relatórios de revisão poderia esclarecer critérios adotados e reduzir tensões entre torcidas.
Para a comissão de arbitragem e para a CBF, há um espaço de aperfeiçoamento em termos de comunicação. Especialistas ouvidos pelo Noticioso360 sugerem que a padronização de protocolos de divulgação e a capacitação contínua da equipe técnica ajudam a tornar as decisões mais compreensíveis ao público.
Fechamento e projeção
Por ora, não há indícios de recurso formal por parte dos clubes nem de abertura de processo disciplinar contra o árbitro. No entanto, a repercussão pode pressionar instâncias oficiais a esclarecer procedimentos e divulgar eventuais relatórios caso surjam pedidos formais.
Analistas apontam que a transparência na publicação do material audiovisual do VAR e dos pareceres técnicos pode reduzir especulações e melhorar a aceitabilidade das decisões em jogos com alto grau de tensão.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas e comentaristas indicam que o debate em torno do uso do VAR pode levar a ajustes nos protocolos e a maior pressão por transparência nos próximos meses.
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