Perícia encontra mensagens deletadas que apontam pedido de separação
Laudo de extração forense do aparelho telefônico da policial militar Gisele Alves Santana indica que mensagens apagadas foram recuperadas e contêm trechos nos quais a vítima exige a separação do marido, o também policial Geraldo Leite Rosa Neto.
Gisele foi encontrada morta em seu apartamento em fevereiro. A extração forense do celular foi concluída em 25 de março, segundo o laudo que integra o inquérito policial.
Curadoria e fontes
Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em reportagens do G1 e da CNN Brasil e no laudo pericial, as mensagens recuperadas incluem respostas diretas da vítima sobre a intenção de romper o relacionamento.
O que diz o laudo pericial
Peritos responsáveis pela análise informaram que, em aparelhos com histórico de deleção, a extração pode recuperar fragmentos de mensagens, metadados de troca e carimbos de data e hora quando os blocos de memória não foram completamente sobrescritos.
Os técnicos relataram também a presença de exclusão seletiva — isto é, mensagens apagadas em momentos distintos — o que permitiu aos investigadores traçar uma cronologia preliminar dos diálogos anteriores ao crime.
Detalhes da recuperação
De acordo com o laudo, fragmentos de texto foram recuperados em sequência compatível com diálogos pouco antes do registro do óbito. Os peritos descrevem metadados que incluem horários de envio e recebimento, além de identificadores que auxiliam na reconstrução temporal das conversas.
Investigadores consultados explicaram que a recuperação não garante, por si só, a autenticidade plena das mensagens. É preciso cruzar dados com backups em nuvem, registros de provedores e outras evidências técnicas.
Posição da defesa
Fontes da defesa de Geraldo Leite Rosa Neto informaram que o marido nega qualquer envolvimento no crime. Em nota, a defesa afirmou que mensagens recuperadas podem ter sido manipuladas eletronicamente ou interpretadas fora de contexto.
Os advogados ressaltaram a necessidade de confrontação técnica entre aparelhos, comparações com backups em nuvem e análise de provedores para confirmar autoria e integridade das conversas.
Reação da investigação e do Ministério Público
A Polícia Civil e a Promotoria confirmaram ao Noticioso360 que o laudo pericial integra o conjunto probatório do inquérito. Ambas as instâncias, porém, mantêm sigilo sobre trechos específicos para não prejudicar a continuidade das investigações.
A Promotoria informou que aguarda complementação de laudos e perícias cruzadas, como a comparação de metadados com registros de provedores, eventuais exames em backups e outros procedimentos que possam reforçar a cadeia de custódia e a confiabilidade dos dados.
Limites e valor probatório
Juristas ouvidos pela reportagem destacaram que a recuperação de mensagens apagadas amplia o entendimento dos fatos, mas exige cautela na valoração probatória. É necessário comprovar autenticidade, autoria e ausência de adulteração.
“A perícia digital fornece vestígios importantes, mas sua força probatória depende da documentação da cadeia de custódia e de métodos que demonstrem integridade e não contaminação dos dados”, disse um especialista em direito digital consultado pelo Noticioso360.
Outras provas complementares
Investigadores lembraram que mensagens, mesmo quando autênticas, não substituem outros elementos periciais, como laudos de local de crime, exames toxicológicos, análise de imagens e depoimentos de testemunhas.
O caso ainda depende de exames complementares e das diligências solicitadas pela Promotoria para consolidar a linha probatória.
Cobertura da imprensa e variações de relatos
A cobertura dos principais veículos apresenta pontos coincidentes e lacunas. Enquanto reportagens destacam o achado pericial das mensagens deletadas, há variações sobre a exposição de trechos e a ênfase na participação de terceiros.
Alguns veículos centraram a pauta na repercussão institucional e no andamento do processo; outros, na reconstrução cronológica com base nos metadados do aparelho.
Sigilo e proteção da investigação
A autoridade policial manteve sigilo sobre detalhes sensíveis que poderiam comprometer a apuração. Contudo, confirmou que o material extraído foi anexado ao inquérito e está sendo analisado em conjunto com outras provas.
Fonte da investigação informou que peritos poderão ser chamados em audiência para explicar procedimentos técnicos e a cadeia de custódia dos dados, caso a Promotoria entenda necessário.
Implicações e próximos passos
Para além dos elementos técnicos, a comparação entre dados locais (do aparelho) e remotos (backups em nuvem, registros de operadoras) será determinante para confirmar autoria e integridade das mensagens.
A Promotoria aguarda resultados de perícias complementares e eventual confronto técnico entre os aparelhos e as cópias de segurança. Essas etapas são consideradas essenciais para que o material produzido em laboratório forense seja aceito como prova robusta em juízo.
Fechamento e projeção
O caso segue sob investigação e deve evoluir à medida que novos exames forem concluídos. A expectativa da investigação é que as perícias cruzadas esclareçam se as mensagens recuperadas são autênticas e se elas se conectam diretamente ao contexto do crime.
Observadores jurídicos consultados pelo Noticioso360 avaliam que os desdobramentos das perícias podem ser decisivos para a estratégia da acusação e da defesa nas próximas fases do processo.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas afirmam que as perícias técnicas e os confrontos entre dados locais e em nuvem podem definir etapas cruciais da investigação nos próximos meses.
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