A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou em primeiro turno, por unanimidade, na terça‑feira, 24 de março de 2025, projeto que prevê recomposição salarial de 5,4% para servidores estaduais.
Segundo apuração da redação do Noticioso360, que cruzou reportagens do G1 e da Agência Brasil publicadas em 24 de março de 2025, a votação ocorreu em ambiente de articulação política para assegurar apoio amplo e evitar atrasos no pagamento.
O que prevê a proposta
O projeto aprovado estabelece um reajuste linear de 5,4% sobre os vencimentos dos servidores ativos, aposentados e pensionistas do estado. A proposta contempla também o cálculo de efeitos retroativos e a aplicação do índice sobre diferentes faixas remuneratórias, o que pode alterar os valores líquidos recebidos por categorias distintas.
Segundo as reportagens consultadas, a avaliação técnica encaminhada pelo Executivo à Assembleia trouxe estimativas de impacto orçamentário e prazos de implementação. Contudo, as publicações divergem em detalhes sobre projeções financeiras e cronograma exato de pagamento — pontos que ainda precisam ser confirmados na tramitação em plenário e por cálculos oficiais.
Reações políticas e sindicais
Apesar do placar unânime em primeiro turno, houve dissenso quanto ao mérito do índice. Parlamentares de oposição à esquerda e integrantes da bancada do Partido Liberal (PL) qualificaram o aumento como insuficiente para recompor perdas acumuladas em anos sem reajuste.
Representantes sindicais ouvidos pelas reportagens criticaram o percentual por não repor integralmente as perdas salariais sofridas por categorias que ficaram longos períodos sem reposição. A crítica central é que 5,4% deixa servidores com parte do poder de compra ainda corroído pela inflação acumulada.
Por outro lado, parlamentares aliados ao governo defenderam o acordo como uma alternativa factível diante dos limites fiscais apontados pela gestão estadual, argumentando que o índice foi negociado para preservar a saúde das contas públicas e cumprir os parâmetros da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Impacto fiscal e divergência entre versões
As matérias do G1 e da Agência Brasil assinalam que a tramitação buscou evitar impasses que pudessem atrasar o pagamento. No entanto, onde os veículos divergiram, o Noticioso360 apresenta ambas as versões: o G1 deu ênfase à dinâmica política e aos termos do acordo na Assembleia, enquanto a Agência Brasil ressaltou declarações institucionais e as justificativas do Executivo sobre o impacto fiscal.
Fontes técnicas consultadas pela Assembleia teriam apresentado cenários distintos para o impacto orçamentário a médio prazo. Esses cálculos ainda não foram unificados em um documento público aceito por todas as bancadas, o que mantém aberta a possibilidade de ajustes na proposta antes da votação final.
Como o reajuste será aplicado
Está prevista a aplicação do índice sobre a folha, com inclusão de ativos, inativos e pensionistas. A legislação complementar poderá detalhar a forma de cálculo dos retroativos — geralmente um ponto de atenção para categorias com vantagens variáveis — e a incidência sobre gratificações e adicionais, que pode alterar o ganho real de cada servidor.
Tramitação e próximos passos
A proposta precisa passar por segunda votação na ALMG para ser definitivamente aprovada e, em seguida, ser sancionada pelo governador do estado. Deputados contrários ao percentual já anunciaram que acompanharão a tramitação em segundo turno e podem apresentar emendas para ampliar a recomposição.
Se houver emendas ou acréscimos que aumentem o impacto fiscal, será necessária nova análise da área técnica do Executivo para recalcular o efeito na Lei de Responsabilidade Fiscal. Caso aprovada sem alterações, a sanção do governador e a publicação do decreto ou lei determinarão prazos de pagamento e retroativos.
Contexto e implicações práticas
Na prática, o índice de 5,4% coloca o tema da recuperação salarial em destaque no debate estadual, mas não encerra a demanda por reposições adicionais. Sindicatos e categorias com perdas históricas continuam a pressionar por negociações complementares.
Do ponto de vista político, a aprovação unânime em primeiro turno foi interpretada por analistas como uma estratégia para reduzir ruídos institucionais e evitar que a questão travasse a agenda pública. Ainda assim, o consenso formal em plenário não significa concordância plena entre as forças políticas, como evidenciado por críticas públicas e pressões por ajustes.
Curadoria e método
A apuração do Noticioso360 privilegiou a comparação entre versões: onde o G1 destacou a tramitação e os termos do acordo, a Agência Brasil trouxe ênfase em declarações institucionais e impactos para servidores. Quando houve omissão sobre pontos específicos — como estimativa exata do custo fiscal a médio prazo — o jornal deixou claro que a informação não foi confirmada nas reportagens consultadas.
Este texto sintetiza as informações disponíveis até a publicação, reforçando que a redação do Noticioso360 continuará acompanhando a tramitação, a divulgação de cálculos oficiais do Executivo e eventuais emendas que possam alterar o teor final do benefício.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.
Veja mais
- Castro deixou o cargo em 23.mar.2026; desembargador Ricardo Couto assume interinamente neste momento de tensão judicial.
- Anúncio de que Ratinho Júnior teria desistido do PSD para 2026 é considerado ainda não confirmado.
- TRF5 anulou liminar e determinou a retomada das obras do complexo de R$ 200 milhões.



