Em audiência de custódia realizada por videoconferência na Justiça Militar, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto afirmou que não cometeu homicídio e reiterou a versão de que a morte de sua esposa, a policial militar Gisele Alves, ocorreu por um disparo autoinfligido com sua arma.
A sessão teve caráter de custódia — destinada a avaliar a legalidade da prisão e a necessidade de manutenção de medidas cautelares — e foi registrada nos autos do processo. A defesa apresentou a versão de que a arma estava sob a guarda do militar e que a companheira teria tido acesso a ela, segundo trechos constantes dos autos e relatados por veículos que acompanharam a audiência.
De acordo com a curadoria da redação do Noticioso360, que cruzou registros públicos com reportagens do G1 e da CNN Brasil, a repetição da tese de suicídio pelo réu foi ponto central de sua oitiva e integra a linha defensiva apresentada até o momento.
Audiência e a versão do réu
Durante a videoconferência, o tenente-coronel manteve a narrativa de que não houve intenção dolosa de sua parte. Em poucas respostas, ele afirmou que a companheira teria manuseado a arma e que o disparo foi autoinfligido.
A defesa sustentou argumentos vinculados à presunção de inocência e pediu garantias processuais. Advogados também solicitaram que eventuais medidas cautelares observem o contraditório e a possibilidade de o réu responder ao processo em liberdade, desde que atendidas condições estipuladas pelo juiz.
Registros processuais e procedimentos
Segundo os autos da audiência, a autoridade judicial avaliou a legalidade da prisão e as circunstâncias iniciais do caso. A sessão por videoconferência é procedimento previsto para resguardar celeridade e segurança, sobretudo quando há envolvimento de agentes públicos e repercussão.
Autoridades policiais que investigam o caso mencionaram, em comunicados e entrevistas, a realização de perícias técnicas rotineiras em ocorrências com arma de fogo. Entre os procedimentos citados estão exame balístico, análise de resíduos de tiro, confronto de projéteis e perícia local.
O que já foi apurado (e o que falta)
Até a data desta apuração não houve divulgação pública de um laudo pericial conclusivo que confirme de forma inequívoca a dinâmica do fato. Instituições responsáveis pela investigação informaram que diligências e exames periciais estão em curso e que novos relatórios poderão ser anexados ao inquérito.
Fontes distintas que cobriram o caso trouxeram ênfases diferentes: algumas deram destaque à versão do réu e aos atos processuais; outras ressaltaram a abertura do inquérito e a necessidade de exames técnicos para elucidar a dinâmica do disparo.
O Noticioso360 procurou confrontar a narrativa do tenente-coronel com comunicados oficiais e com o andamento processual divulgado pela Justiça Militar. Constatou-se que as instâncias investigativas seguem trâmites que podem incluir novos pedidos de perícia e oitivas de testemunhas.
Limitações públicas
Até o momento não há, em domínio público, uma declaração final de órgão pericial que descarte outras hipóteses além da apresentada pelo réu. Por isso, fontes formais mantêm prudência ao comentar a causa final e reforçam que o desfecho exigirá a conclusão de exames técnicos e a avaliação do Ministério Público Militar.
Implicações jurídicas
A audiência de custódia por vídeo tem papel limitado à verificação imediata da legalidade da prisão e das condições para sua manutenção. A eventual denúncia ou o arquivamento do caso dependerão de elementos produzidos na investigação, incluindo laudos periciais e depoimentos complementares.
O Ministério Público Militar, ao analisar o inquérito, pode requerer diligências complementares caso identifique lacunas. As medidas a serem adotadas — desde o oferecimento de denúncia até pedidos de novas perícias ou medidas cautelares — serão tomadas com base no conjunto probatório.
Próximos passos e cenário de investigação
Fontes consultadas indicam que os próximos movimentos esperados são: conclusão e divulgação dos laudos periciais, novas oitivas de testemunhas e eventual manifestação do Ministério Público Militar sobre a necessidade de denúncia.
Além disso, é possível que advogados das partes solicitem perícias independentes ou que produzam pareceres técnicos para embasar suas alegações. Divergências nas narrativas públicas e lacunas informativas tornam essencial aguardar documentos oficiais para conclusões definitivas.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas apontam que o desfecho das perícias e a posição do Ministério Público Militar podem redefinir o curso processual nos próximos meses.



