Ifab endurece regras contra simulação e amplia situações revisíveis pelo VAR; vigência prevista para 2026.

Ifab muda leis: combate à 'cera' e ampliação do VAR

Ifab aprovou diretrizes para punir simulação ('cera') e ampliar revisões pelo VAR; mudanças devem vigorar no ciclo da Copa de 2026.

Novas regras e alcance

O International Football Association Board (Ifab) anunciou, em 28 de fevereiro de 2026, um conjunto de alterações nas Leis do Jogo que busca reduzir a simulação — conhecida no Brasil como “cera” — e expandir as situações passíveis de revisão pelo árbitro de vídeo (VAR). A expectativa oficial é alinhar a vigência das medidas ao ciclo que antecede a Copa do Mundo de 2026.

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em reportagens da Reuters e do G1 e no comunicado oficial da Ifab, as mudanças combinam novas orientações para árbitros e ajustes nos protocolos eletrônicos de revisão. As iniciativas foram apresentadas como resposta a reclamações recorrentes de clubes, torcedores e autoridades do futebol sobre critérios subjetivos e impunidade em casos de simulação.

O que muda na prática

As medidas divulgadas pela Ifab seguem dois eixos principais. O primeiro é o endurecimento das recomendações e do procedimento para identificação da simulação. A entidade orienta árbitros a considerar elementos como a intencionalidade, a duração do gesto e o contexto da partida antes de aplicar punições disciplinares.

Além disso, a Ifab sugere uma gradação de penalidades que varia de advertência verbal a aplicação de cartão amarelo ou vermelho, dependendo da gravidade e do impacto no reinício do jogo. A intenção é criar um padrão mais uniforme entre federações e comissões de arbitragem.

Ampliação do VAR

O segundo eixo amplia o leque de incidentes revisíveis pelo VAR. Passam a ser contempladas mais situações de faltas e condutas que possam resultar em vantagem disciplinar ou alterar o curso do jogo — incluindo entradas faltosas na área, simulações que gerem pênalti e lances em que a simulação tenha influenciado a decisão do árbitro no campo.

Apesar da ampliação, a Ifab ressalta que a intervenção do VAR deve ser orientada para reduzir erros claros e óbvios, evitando interrupções desnecessárias que comprometam o ritmo das partidas. Protocolos de comunicação e critérios para intervenção serão detalhados em material de orientação aos árbitros.

Treinamento e fase de testes

Fontes oficiais consultadas indicam que as normas passarão por um período de orientação e testes antes de incorporação plena às competições filiadas. Isso inclui a distribuição de guias, módulos de treinamento para oficiais e testes práticos em competições de menor porte e amistosos controlados.

De acordo com o comunicado da Ifab, o objetivo do período de transição é uniformizar a aplicação das regras e reduzir a subjetividade que hoje está associada ao combate da simulação. Federações nacionais, como a CBF, deverão adaptar calendários e programas de capacitação para árbitros e assistentes de vídeo.

Reações e divergências na cobertura

A cobertura internacional e nacional trouxe convergências e diferenças. O G1 destacou exemplos de partidas brasileiras em que a “cera” afetou o andamento dos jogos e trouxe avaliações de especialistas locais sobre os efeitos práticos das mudanças.

Por outro lado, a Reuters priorizou o aspecto institucional — relatando as reuniões da Ifab, o processo de votação e o cronograma de implementação. Ambas as fontes, entretanto, concordam que a intenção é que as alterações estejam alinhadas com o ciclo que culmina na Copa de 2026.

O que especialistas dizem

Ex-árbitros e analistas consultados por veículos que embasaram esta apuração afirmam que o impacto real dependerá da consistência na aplicação. “A regra pode ser boa no papel, mas se não houver clareza sobre quando o VAR deve ser acionado, vamos ter muitas interrupções”, disse um ex-árbitro ouvida em reportagem.

Outros especialistas ressaltam que a cultura das comissões de arbitragem e a pressão de clubes e torcedores podem influenciar a velocidade de adaptação. Associações de jogadores também alertam para a necessidade de proteger atletas contra punições excessivas por ações que, em alguns casos, sejam reações legítimas a faltas.

Impactos esperados para competições

Na prática, a aplicação mais rigorosa contra a simulação tende a reduzir a impunidade em faltas táticas que retardam o jogo. A ampliação do VAR poderá corrigir decisões que hoje alteram resultados, mas corre-se o risco de aumentar o número de paradas se os protocolos não forem claros.

Competições regionais e pré-temporadas devem servir como laboratório para ajustes operacionais. A Ifab planeja monitorar dados sobre intervenções do VAR, recorrência de sanções por simulação e tempo médio de interrupção para calibrar recomendações.

Curadoria e transparência

A apuração do Noticioso360 cruzou informações das reportagens do G1 e da Reuters e o comunicado oficial da Ifab para compor este texto. Sempre que houver documentos complementares — por exemplo, o manual de aplicação detalhado —, a redação atualizará a matéria com trechos e cronogramas integrais.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

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Fontes

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário do futebol nos próximos anos.

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