Professores e servidores da rede estadual de Minas Gerais decidiram, em assembleia nesta quinta-feira (26), deflagrar greve a partir de 4 de março. O movimento, segundo dirigentes sindicais, é uma resposta ao que a categoria classifica como descumprimento do piso salarial nacional e de acordos previamente negociados com o Executivo estadual.
Em apuração realizada pela redação do Noticioso360, com base em comunicados sindicais e no ato realizado no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a deliberação ocorreu após meses de tentativas de diálogo que, conforme representantes dos trabalhadores, não resultaram em propostas satisfatórias.
O que motivou a paralisação
A assembleia reuniu profissionais da capital e do interior e apontou como principais reivindicações a recomposição salarial alinhada ao piso nacional do magistério, reajuste para servidores de apoio e a negociação de verbas destinadas à manutenção das escolas.
“Não é apenas uma questão de salário. É também sobre condições de trabalho, infraestrutura e respeito ao diálogo”, afirmou um dirigente sindical durante o ato, segundo o material distribuído aos participantes.
Negociação e histórico
Dirigentes do sindicato relataram que houve meses de negociações sem avanço que atendesse às demandas centrais. A decisão foi tomada após manifestação de insatisfação com a ausência de propostas claras por parte do governo estadual que resolvessem o impasse.
Segundo levantamento do Noticioso360, a categoria discutiu alternativas para reduzir impactos sobre serviços essenciais, como alimentação e transporte escolar, mas manteve a determinação pela paralisação com caráter estadual.
Calendário de mobilização e impactos previstos
O sindicato informou que haverá um calendário de atividades de mobilização até o início da greve e que poderão ser definidas regras sobre a manutenção de serviços essenciais. Também foram mencionadas negociações sobre cronograma para reposição de aulas, caso a paralisação se efetive.
No aspecto prático, a greve tem potencial de afetar cronogramas escolares, avaliações programadas e programas como alimentação e transporte escolar. Secretários e gestores das unidades estaduais foram orientados a acompanhar comunicados oficiais do sindicato e das próprias escolas.
Unidade da categoria
Participantes da assembleia relataram ampla adesão e representação de diferentes regiões do estado, o que indica disposição para uma paralisação com alcance estadual. A mobilização, ainda de acordo com dirigentes, buscará pressionar o Executivo a voltar à mesa com propostas concretas.
Posicionamento do governo e verificações
Até o fechamento desta apuração, não foi identificado um posicionamento oficial detalhado do governo do estado que respondesse ponto a ponto às reivindicações apresentadas pelo sindicato. A matéria priorizou o conteúdo do ato público e o comunicado sindical, ressaltando a importância de atualização com eventuais notas oficiais.
O Noticioso360 buscou confrontar as informações fornecidas pelo sindicato com comunicados oficiais e reportagens de veículos locais, mas por limitações de acesso à íntegra de todas as coberturas disponíveis no momento, a reportagem segue em acompanhamento.
Aspectos legais e administrativos
Greves no serviço público estão sujeitas a regras específicas, especialmente quando há a prestação de serviços considerados essenciais. Dirigentes sindicais afirmaram que pretendem negociar pontos de equilíbrio para evitar prejuízos irreparáveis às atividades escolares.
Advogados trabalhistas consultados pelo sindicato lembram que a validade e a extensão do movimento podem depender de atos administrativos, mediações e, potencialmente, decisões judiciais. Ainda assim, a categoria defende o direito de mobilização enquanto busca soluções negociadas.
Orientações para pais, estudantes e gestores
Escolas e secretarias foram orientadas a divulgar comunicados internos e atualizar as famílias sobre medidas adotadas durante a paralisação. Recomenda-se que pais e responsáveis acompanhem os canais oficiais das unidades de ensino e do sindicato para informações sobre rotinas, alimentação e transporte.
Em caso de suspensão de atividades, gestores devem priorizar os serviços essenciais e registrar as deliberações que afetem cronogramas pedagógicos e avaliações, segundo dirigentes sindicais.
Próximos passos e projeção
A expectativa dos organizadores é que a greve pressione o Executivo a retomar negociações com propostas encaminhadas às escolas dentro de prazos definidos. O desfecho dependerá, no entanto, da abertura de diálogo e de possíveis mediações entre as partes.
Analistas ouvidos informalmente pelo Noticioso360 destacam que o movimento pode provocar repercussões políticas e administrativas nos próximos meses, caso a negociação se estenda ou escale para outras categorias.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas e em comunicados sindicais.
Fontes
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.



