Juliana Paes voltou a brilhar na Sapucaí durante o Desfile das Campeãs de 2026 como Rainha de Bateria da Unidos do Viradouro. Nos bastidores da festa, a atriz comentou que a fantasia que usou era assinada pela casa de moda italiana Dolce & Gabbana, reação que reacendeu debates sobre o custo da peça e sobre quem teria arcado com os gastos.
Segundo levantamento da redação do Noticioso360, a presença da atriz no desfile e a declaração nos bastidores estão confirmadas por registros audiovisuais e pela cobertura dos veículos presentes. Entretanto, não há, até o fechamento desta apuração preliminar, documentação pública — como notas fiscais, contratos ou comunicados oficiais — que comprove o valor exato pago pela roupa ou indique formalmente quem financiou a peça.
O que foi dito e o que falta confirmar
A atriz afirmou ter usado uma peça “de grife” da Dolce & Gabbana no Desfile das Campeãs. A declaração foi registrada por repórteres no local, mas a expressão “fantasia de grife” tem interpretações distintas no mercado da moda e do entretenimento.
Por um lado, uma roupa sob medida de uma maison de luxo pode significar investimento direto e elevado. Por outro, a mesma peça pode ter sido emprestada pela marca como cortesia promocional, ou adaptada por costureiros e ateliês locais a partir de um modelo comercial — situações que geram custos e responsabilidades diferentes.
Por que os números circulam sem comprovação
Imprecisão nas informações surge quando estimativas de mercado — valor de catálogo de peças, preços de passarelas ou avaliações feitas por especialistas de moda — são divulgadas como gastos efetivos. Sem notas fiscais, contratos de cessão ou posicionamentos oficiais da marca, da escola de samba ou da assessoria da artista, qualquer cifra atribuída à peça permanece conjectura.
Além disso, elementos como adereços, joalheria cenográfica, adaptações por atelier, transporte, seguros e limpeza especializada podem inflar a conta final de uma fantasia de desfile. Nem sempre o preço da roupa em si traduz o total desembolsado por uma pessoa física ou por uma agremiação.
Hipóteses comuns
- Compra direta pela artista ou pela escola: custo integral pago por uma das partes;
- Empréstimo promocional da marca: peça cedida sem cobrança, com finalidade de exposição midiática;
- Adaptação local: peça comercial reformada por ateliês, somando custos de mão de obra e materiais;
- Mistura de fontes: parte da roupa pode ser cedida, enquanto adereços e ajustes são pagos separadamente.
O que o Noticioso360 apurou
A apuração do Noticioso360 confirmou os seguintes pontos: Juliana Paes desfilou como Rainha de Bateria da Unidos do Viradouro no Desfile das Campeãs de 2026; a atriz conversou com jornalistas nos bastidores e mencionou que a peça era de grife; não foram localizados documentos públicos que atestem valores ou contratos referentes à fantasia.
Nosso levantamento cruzou registros de imagem, reportagens publicadas sobre o evento e consultas a fontes do mercado de moda. Em todas as frentes, o que permaneceu ausente foi a documentação fiscal ou um comunicado oficial da Dolce & Gabbana, da Unidos do Viradouro ou da assessoria de Juliana Paes detalhando pagamentos ou cessões.
Como verificar e quais medidas sugerimos
Para transformar rumores em informação verificada, a redação recomenda medidas objetivas de verificação:
- Solicitar posicionamento formal da Dolce & Gabbana no Brasil sobre empréstimos ou cessões de peças para celebridades;
- Pedir à assessoria de Juliana Paes informações sobre eventual compra, empréstimo ou contrato de cessão da fantasia;
- Contactar a diretoria financeira da Unidos do Viradouro por esclarecimentos sobre custos de fantasias e contratos para o Desfile das Campeãs;
- Exigir cópias de notas fiscais, contratos de cessão ou documentos que comprovem pagamento quando os números forem divulgados como fato.
Contexto do mercado e interpretações públicas
É comum em eventos de grande visibilidade — como desfiles de carnaval ou tapetes vermelhos — que marcas de luxo cedam peças para promover sua imagem. Essa prática beneficia tanto a grife quanto a celebridade, mas cria ambiguidade na compreensão pública sobre quem pagou o quê.
Por outro lado, quando uma escola de samba ou a própria artista arca com custos, a prestação de contas pode envolver documentação fiscal e registros internos que nem sempre são divulgados ao público. Em tempos de redes sociais, estimativas circulam rapidamente e ganham aparência de fato sem verificação documental.
O que está confirmado — e o que permanece em aberto
Confirmado: presença de Juliana Paes no Desfile das Campeãs 2026 como Rainha de Bateria da Unidos do Viradouro e declaração da artista sobre o caráter “de grife” da fantasia, ambas verificadas pela cobertura do evento.
Em aberto: valores exatos da peça, quem pagou por ela e termos de eventual cessão. Até que documentos oficiais sejam apresentados ou que fontes com acesso direto compartilhem provas, nomes e cifras que circulam publicamente não devem ser tratados como fato consolidado.
Próximos passos e projeção
A expectativa é que, com a repercussão, as partes envolvidas possam divulgar esclarecimentos formais. Caso a Dolce & Gabbana ou a Unidos do Viradouro publiquem contratos ou notas fiscais, será possível verificar responsáveis e valores reais. Enquanto isso, a discussão evidencia a necessidade de transparência em eventos de grande exposição.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas apontam que a atenção a esses detalhes pode incentivar práticas mais transparentes na relação entre celebridades, marcas e escolas de samba nos próximos desfiles.



