O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump exigiu publicamente que a Netflix afaste Susan Rice de qualquer cargo consultivo ligado à companhia, afirmando em postagem em rede social que a empresa deve remover a ex-funcionária do governo Obama e Biden ou “arcar com as consequências”.
Segundo análise da redação do Noticioso360, cruzando informações da Reuters e da BBC Brasil, a declaração faz parte de uma sequência de pressões públicas de Trump sobre grupos de mídia e entretenimento.
O episódio e a publicação
A cobrança de Trump foi feita em sua conta em rede social usada pelo ex-presidente e chamou atenção por mencionar diretamente a nomeação recente de Susan Rice para um papel consultivo no ecossistema empresarial ligado ao audiovisual.
Fontes jornalísticas consultadas pela redação registram que a referência não envolve, até o momento, um assento formal no conselho de administração da Netflix, mas sim participação em um grupo consultivo ou função de assessoramento, ainda que a terminologia varie entre reportagens.
Quem é Susan Rice
Susan Rice é uma figura pública com longa trajetória em administrações democratas. Em governos anteriores, ocupou cargos de alto escalão em políticas externas e de segurança nacional, sendo apontada por veículos internacionais como a BBC como uma conselheira experiente e conhecida no meio político.
Essa trajetória explica em parte a reação pública de Trump: ao criticar a presença de alguém ligado a administrações adversárias em estruturas de empresas de mídia, o ex-presidente busca tanto mobilizar sua base quanto exercer pressão sobre corporações com grande visibilidade pública.
Governança corporativa e limites da pressão pública
De acordo com apurações e análises jurídicas citadas em reportagens, decisões sobre composição de conselhos e nomeações consultivas costumam seguir regras internas de governança corporativa e requisitos estatutários. Fontes ligadas a companhias nesse ecossistema enfatizam que interferências externas raramente resultam em remoções instantâneas.
Por outro lado, empresas de mídia e entretenimento são sensíveis ao impacto reputacional e a pressões políticas, sobretudo quando pronunciamentos públicos ganham ampla circulação. Em episódios anteriores, houve casos em que críticas de figuras políticas desencadearam revisões internas ou comunicados oficiais.
Comparação de coberturas: Reuters x BBC Brasil
A cobertura internacional não foi uniforme. A agência Reuters deu ênfase à fala direta de Trump e ao contexto político envolvendo suas relações com empresas de mídia, registrando a exigência como parte de um padrão mais amplo de intervenções públicas.
Já a BBC Brasil contextualizou a figura de Susan Rice, detalhando sua carreira e as reações institucionais à pressão pública. A BBC também ressaltou a ausência, até o momento, de confirmação por parte da Netflix sobre qualquer procedimento formal para afastá-la.
Na compilação feita pela redação do Noticioso360, optou-se por apresentar ambas as frentes: a narrativa que destaca a pressão política e a que lembra os mecanismos internos de governança corporativa, sem extrapolar fatos não confirmados.
Posicionamento da Netflix e respostas institucionais
Até a data desta apuração, não houve comunicado oficial da Netflix confirmando a abertura de processo para remoção de Susan Rice de qualquer cargo consultivo. Fontes corporativas ouvidas em reportagens afirmam que decisões sobre conselhos dependem de deliberações internas e de exigências legais.
Representantes ligados ao meio empresarial também costumam apontar que nomeações consultivas podem variar em grau de formalidade e, por vezes, não implicam automaticamente em assentos no conselho de administração sujeitos a votos de acionistas.
Contexto mais amplo das pressões sobre empresas de mídia
A intervenção de Trump se insere em um movimento recorrente de pressão sobre conglomerados de mídia e plataformas de entretenimento. Em episódios recentes reportados pela imprensa, o ex-presidente tem exigido alinhamentos corporativos em disputas que envolvem editoras, estúdios e redes de distribuição.
Especialistas em comunicação e ciência política ouvidos pelas redações destacam que tais pressões podem ter efeitos simbólicos — ao mobilizar opinião pública e acionistas —, mas que resultados concretos dependem de negociações internas, órgãos reguladores e, por vezes, do ambiente acionário.
O que pode mudar
Se a pressão evoluir para medidas formais — como investigações internas, pedidos de esclarecimento ou ações legais —, jornalistas e analistas acompanharão documentos públicos e comunicados oficiais. Até lá, a situação permanece em disputa entre relatos públicos e a governança privada das empresas envolvidas.
Próximos passos e cobertura
A redação do Noticioso360 continuará acompanhando declarações tanto de Donald Trump quanto de representantes de Susan Rice e da Netflix. Os próximos desdobramentos prováveis incluem pedidos formais de esclarecimento, notas oficiais e movimentações nas redes sociais que possam ampliar a repercussão.
Jornalistas também deverão checar registros oficiais sobre cargos consultivos e anúncios corporativos, além de monitorar eventuais manifestações de acionistas ou órgãos reguladores que possam interferir na decisão.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.



