Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma camisa associada ao Benfica com a imagem de um jogador negro acompanhada da palavra “ladrão”. A peça viralizou poucos dias após uma troca de acusações envolvendo Vinícius Júnior e Gianluca Prestani durante partida dos playoffs da Liga dos Campeões.
Segundo análise da redação do Noticioso360, cruzando checagens em portais nacionais e internacionais e buscas por imagem reversa, não há evidências de que o clube tenha lançado ou comercializado oficialmente o produto.
O que circulou nas redes
As publicações que viralizaram combinam trechos de vídeo e imagens estáticas que associam um atleta negro a rótulos pejorativos. Algumas postagens afirmam que a peça teria sido vendida em lojas do clube; outras sustentam que se trata de montagem, produção de torcedores ou impressão não licenciada.
O que a apuração do Noticioso360 encontrou
Em busca reversa por imagens, verificação de metadados e consulta a páginas oficiais, a reportagem não localizou sinais típicos de produto comercial: ausência de etiqueta oficial, falta de comprovantes de venda, e inexistência de páginas de produto em lojas do Benfica ou em plataformas de e‑commerce reconhecidas.
Também foram verificados comunicados e perfis oficiais do Sport Lisboa e Benfica, além de notas à imprensa: não há registros públicos, até a data desta apuração, que confirmem a distribuição de uma camisa com as características descritas nas postagens.
Fontes e checagens consultadas
A redação pesquisou reportagens em portais como G1 e BBC Brasil, buscou por anúncios de revendedores credenciados e verificou relatórios de órgãos que regulam comércio de produtos licenciados. Não houve indicação documental ou reportagem investigativa que comprovasse a origem comercial do item.
Contexto: a acusação entre jogadores
O vídeo apareceu na esteira de um episódio de grande repercussão: queixas sobre ofensas e uma possível abordagem racista envolvendo Gianluca Prestani e Vinícius Júnior durante a partida. Há registro público de reclamações e de atuação de autoridades desportivas na apuração do incidente.
No entanto, a ligação direta entre o episódio em campo e o suposto lançamento da camisa não foi evidenciada em notas oficiais do clube, em reportagens de apuração ou em documentos públicos que relacionem o produto ao Benfica.
Indícios de autoria não oficial
Algumas contas que divulgaram a peça têm histórico de posts satíricos ou de manipulação de imagens. Esses indícios abrem duas hipóteses plausíveis: montagem digital ou produção por torcedores ou terceiros sem autorização. Ainda assim, não se encontrou prova de fabricação em escala ou de comercialização por canais oficiais.
O que falta para confirmar
Para confirmar a autenticidade de um item como este é necessário, ao menos, um dos seguintes elementos: página de produto em loja oficial, nota fiscal vinculada a revendedor credenciado, comunicado do clube reconhecendo o lançamento ou evidências de fabricação em escala (notas de produção, distribuidores).
Sem esses elementos, a peça que circula nas redes permanece com origem não comprovada.
Recomendações ao público
Recomendamos cautela antes de compartilhar imagens e alegações graves. Verifique sinais de autenticação — etiquetas oficiais, notas fiscais, páginas de compra, comunicados do clube e de autoridades desportivas — e prefira aguardar posicionamentos formais.
Se você recebeu ou soube da venda do produto, documente o anúncio (captura de tela com data, link e informações do vendedor) e repasse aos órgãos competentes para investigação.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Informações verificadas até 2026-02-23. O Noticioso360 seguirá acompanhando o caso e atualizará a matéria se surgirem documentos, notas oficiais ou provas comerciais que confirmem a origem do produto.
Analistas apontam que o episódio pode influenciar a percepção sobre responsabilidade de clubes e plataformas digitais na circulação de conteúdo ofensivo nos próximos meses.



