Primeiros testes no Rio marcam nova etapa de avaliação técnica
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que, em parceria com a empresa Genius Sports, realizou testes do sistema de impedimento semiautomático durante a partida entre Fluminense e Botafogo no Maracanã. A experiência ocorreu em caráter experimental e não alterou decisões de campo durante o jogo.
Segundo levantamento da redação, o exercício ocorreu na quinta-feira, dia 12, e a CBF divulgou os procedimentos publicamente na sexta-feira, dia 20. A iniciativa buscou avaliar o desempenho técnico da solução antes de qualquer integração operacional em competições oficiais.
De acordo com análise da equipe do Noticioso360, que cruzou comunicados oficiais, material técnico da fornecedora e relatos de bastidores, os testes foram realizados fora do fluxo formal de arbitragem. Ou seja, o sistema atuou em modo observacional, coletando dados e gerando relatórios para avaliação posterior.
Como funciona a tecnologia testada
O sistema semiautomático de impedimento combina sensores de rastreamento e algoritmos de visão computacional para identificar a posição de atacantes e defensores em relação à linha do último defensor. A tecnologia tem como objetivo reduzir o tempo de processamento e diminuir a margem de erro humano em medições milimétricas.
Durante o teste no Maracanã, foram instalados equipamentos complementares de rastreamento e houve integração preliminar com o sistema de VAR. As comunicações oficiais indicam que o foco foi avaliar três aspectos principais: tempo de processamento, precisão na identificação das linhas de impedimento e a facilidade de integração com as comunicações entre árbitros de campo e a mesa de vídeo.
Latência e calibração: riscos técnicos a observar
Fontes técnicas citadas nos documentos da fornecedora alertaram que métricas de latência e a calibração das câmeras são determinantes para a confiança no recurso. Pequenos erros de sincronização podem comprometer a medida milimétrica exigida em lances de impedimento e, por consequência, a credibilidade do sistema.
Além disso, a consistência na captura de dados em ambientes com iluminação variável e com grande movimentação de atletas foi apontada como um desafio. A correção desses pontos exige ensaios repetidos e ajustes finos em hardware e software antes de qualquer uso decisório.
Procedimento operacional e formação de equipes
A CBF também destacou que os testes servem para familiarizar as equipes de arbitragem com a nova interface e com os procedimentos operacionais. Treinamentos e simulações são etapas obrigatórias antes da implementação em partidas oficiais.
Segundo os documentos consultados, a proposta é que a tecnologia complemente o trabalho dos árbitros — e não o substitua de imediato. Em um modelo semiautomático, a ferramenta entrega informações técnicas à mesa do VAR, que continua com a responsabilidade final sobre as decisões.
O que foi observado durante Fluminense x Botafogo
Fontes de bastidores confirmaram que, no jogo testado, não houve alteração de decisões de campo diretamente vinculada ao sistema semiautomático. O recurso atuou em modo observacional, gerando logs e relatórios para posterior auditoria.
Relatos indicam que a equipe técnica da Genius Sports e a comissão de arbitragem acompanharam em paralelo a coleta de dados e analisaram a performance em tempo próximo ao da competição. A abordagem permitiu validar fluxos de trabalho sem afetar o resultado esportivo.
Transparência e validação regulatória
Comunicações públicas da CBF deixam claro que a adoção plena depende de validações técnicas, treinamentos e aprovações regulatórias. A introdução de tecnologia em decisões de jogo exige consenso entre federações, comitês técnicos e eventualmente entes internacionais que regulam o futebol.
O processo de validação inclui auditorias de desempenho, testes em cenários reais, e um período de uso observado antes de qualquer autorização para que o sistema interfira diretamente em lances determinantes.
Implicações para o futebol brasileiro
Especialistas ouvidos nos materiais técnicos dizem que a automação parcial da marcação de impedimento pode acelerar decisões e reduzir controvérsias em lances muito próximos. Entretanto, ressaltam que a confiança pública na tecnologia depende de transparência técnica e de comunicação clara sobre limites e responsabilidades.
Por outro lado, a introdução de sensores e visão computacional levanta questões sobre padronização entre estádios, investimentos em infraestrutura e a necessidade de equipes treinadas para operar e auditar os sistemas.
Curadoria e checagem
Esta matéria foi produzida com curadoria explícita da redação do Noticioso360, com base em comunicados oficiais da CBF, material técnico da Genius Sports e relatos de campo recebidos e verificados. Foram conferidos nomes, locais e datas: Confederação Brasileira de Futebol (CBF); Genius Sports; Maracanã, no Rio de Janeiro; partida Fluminense x Botafogo; testes realizados na quinta-feira, dia 12, com divulgação da CBF na sexta-feira, dia 20.
O que vem a seguir
Os relatórios gerados durante os testes serão analisados pelas comissões de arbitragem e pela CBF para definir próximos passos. É esperado que haja novas rodadas de testes e aperfeiçoamentos antes que qualquer proposta de adoção operacional seja apresentada às instâncias regulatórias.
Se as métricas de latência e precisão forem aprovadas, o caminho provável inclui fases de homologação, treinamentos estendidos e ações-piloto em competições de menor impacto antes de uma implementação em torneios de maior visibilidade.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
- Confederação Brasileira de Futebol (CBF) — 2026-02-20
- Genius Sports — 2026-02-11
- Noticioso360 — 2026-02-20
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário das arbitragens no futebol brasileiro nos próximos anos.
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