A Prefeitura de Porto Alegre confirmou nesta semana um caso de mpox em um morador da Capital e divulgou orientações voltadas a foliões e organizadores de eventos para reduzir riscos de transmissão durante o Carnaval.
A apuração do Noticioso360, com base em comunicados oficiais da Prefeitura de Porto Alegre e da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, indica que a pessoa infectada adquiriu a doença fora do estado. O caso foi notificado às autoridades de saúde competentes, que reforçaram medidas preventivas e protocolos de notificação.
O que se sabe sobre o caso
Segundo a prefeitura, o paciente é residente de Porto Alegre e teve a infecção confirmada após procurar atendimento por sintomas compatíveis. A administração municipal salientou que a aquisição do vírus ocorreu em outra unidade da federação, caracterizando o caso como importado — informação que altera a interpretação sobre transmissão local.
Até o momento, os registros consolidados no município somam 11 casos em 2025, segundo dados locais. Parte dessas notificações está associada a infecções contraídas fora do estado, cenário que exige atenção às janelas de incubação e ao histórico de viagem dos pacientes.
Como o mpox é transmitido
O vírus mpox (anteriormente denominado monkeypox) é transmitido principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais e por gotículas respiratórias em contatos próximos. Objetos contaminados, como roupas de cama e roupas íntimas, também podem ser fontes de transmissão.
Por isso, a prefeitura orienta medidas práticas para quem pretende participar das festas: evitar contato com lesões em outras pessoas, não compartilhar toalhas, roupas ou objetos pessoais, e manter rigor na higiene das mãos.
Sintomas e conduta
Os primeiros sinais do mpox costumam incluir febre, dor de cabeça, dores musculares e inchaço dos gânglios, que podem anteceder o surgimento de erupções cutâneas. A apresentação clínica varia: alguns casos são leves e não exigem internação; outros demandam avaliação médica e isolamento domiciliar até a cicatrização das lesões.
Profissionais de saúde devem considerar o histórico de viagem e sinais dermatológicos compatíveis, adotando precauções de contato e notificação imediata às instâncias de vigilância epidemiológica. Testes laboratoriais são indicados quando necessários para confirmar o diagnóstico e orientar o manejo clínico.
Recomendações práticas para foliões e organizadores
Para reduzir riscos na rua e em locais de grande circulação, a Prefeitura de Porto Alegre lista recomendações simples e objetivas:
- Evitar contato com lesões cutâneas de outras pessoas;
- Não compartilhar toalhas, roupas ou objetos pessoais;
- Trocar roupas de cama e banho com frequência em locais de grande circulação;
- Disponibilizar estações de higiene e incentivar lavagem de mãos;
- Buscar atendimento médico ao primeiro sinal de lesões ou febre persistente;
- Orientar equipes de eventos para acolhimento rápido de suspeitas.
Organizadores de blocos e eventos foram incentivados a promover campanhas informativas e a articular pontos de apoio para encaminhamento de casos suspeitos, além de reduzir práticas que favoreçam o contato íntimo sem proteção.
Vigilância e lacunas no diagnóstico
Autoridades de saúde estaduais alertam que nem todos os laboratórios oferecem diagnóstico rotineiro em tempo rápido, e que a vigilância baseada em sinais e sintomas depende da procura espontânea por serviços. Essas lacunas podem atrasar a identificação de cadeias de transmissão.
A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul reforçou a necessidade de notificação imediata e da adoção de medidas de precaução nas unidades de saúde para evitar transmissão assistencial. A integração entre serviços de atenção primária, vigilância e laboratórios é apontada como fundamental para resposta eficaz.
Evitar estigmas e promover acesso ao cuidado
Comunicados oficiais e especialistas consultados lembram que estigmatizar grupos específicos é prejudicial à resposta em saúde. A prevenção baseia-se em práticas de redução de risco, acesso rápido ao diagnóstico e acolhimento sem discriminação.
“A estigmatização atrasa a procura por atendimento e prejudica os esforços de vigilância e controle”, afirmou a prefeitura em nota publicada esta semana.
O que muda durante o Carnaval
O período de festas aumenta a circulação de pessoas e o potencial de exposição em ambientes de grande aglomeração. Por isso, mesmo com número absoluto de casos considerado baixo, as autoridades pedem atenção redobrada e medidas simples que reduzem a probabilidade de surtos.
Entre as ações práticas para o período estão a ampliação de mensagens de prevenção em pontos de alto fluxo, capacitação de equipes de atendimento e a orientação a profissionais de saúde para investigação rápida de casos suspeitos.
Curadoria e verificação
A reportagem e curadoria do Noticioso360 cruzou comunicados da Prefeitura de Porto Alegre e boletins da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul para diferenciar infecção local de infecção importada e detalhar as recomendações oficiais. A redação procurou as assessorias de imprensa para esclarecimentos; as respostas reforçaram as orientações já divulgadas publicamente.
Fontes
- Prefeitura de Porto Alegre — 2025-02-15
- Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul — 2025-02-15
- Noticioso360 — 2025-02-15
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas e comunicados oficiais.
Analistas apontam que a vigilância reforçada e a comunicação clara durante o Carnaval podem reduzir riscos e orientar respostas rápidas nos próximos meses.
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