Uma mulher identificada como Juliana Bassetto morreu após participar de uma aula de natação em uma academia na cidade de São Paulo, segundo relato do marido, Vinícius de Oliveira. De acordo com o depoimento encaminhado à redação, o casal estava na mesma sessão quando ele passou a sentir uma ardência no peito e, em seguida, houve o óbito de Juliana.
O episódio, conforme o material recebido, ocorreu após cerca de 15 minutos de permanência na piscina. Vinícius afirma que sentiu o peito “ardendo” durante a atividade; ele teria sido atendido em hospital e recebeu alta no domingo. Não foram localizadas, até o fechamento desta apuração, notas oficiais da academia ou da Secretaria Municipal de Saúde que confirmem a versão ou detalhem intervenções realizadas no local.
Segundo análise da redação do Noticioso360, com base no depoimento encaminhado e na revisão de literatura médica sobre emergências em ambientes aquáticos, é preciso cautela antes de estabelecer causas. Faltam documentos públicos, como laudo necroscópico, boletim de ocorrência ou relatórios médicos, que permitam uma conclusão segura sobre o que levou ao óbito.
O que dizem os relatos
O material recebido pela redação descreve que a aula ocorreu em uma academia na capital paulista e que ambos — Vinícius e Juliana — participavam da mesma sessão. Conforme o relato, os sintomas teriam surgido aproximadamente quinze minutos depois de entrarem na água. Vinícius relata ardência no tórax, busca de atendimento e posterior alta hospitalar.
Não há, entre os documentos fornecidos ao Noticioso360, registros públicos que detalhem o atendimento inicial na academia, o acionamento de equipes de emergência ou a existência de equipamentos como desfibrilador no local. Também não foram localizadas notas oficiais da administração da academia até a publicação desta matéria.
Possíveis causas e limitações da apuração
Sintomas como dor ou ardência no peito durante exercício podem ter várias explicações. Especialistas consultados por meio de pesquisa bibliográfica apontam causas que vão desde eventos cardíacos (como infarto ou arritmia) até condições não cardíacas, como refluxo gastroesofágico com dor referida ou reação alérgica aguda.
Além disso, fatores do ambiente — temperatura da água, concentração de produtos químicos, ou contaminação — podem agravar quadros preexistentes. No entanto, sem laudos médicos, exames complementares e perícia, não é possível atribuir com segurança uma causa única ao falecimento de Juliana.
Protocolo e resposta no local
Famílias que passam por situações semelhantes costumam questionar protocolos adotados em academias: se havia equipe treinada, se foram seguidos procedimentos de suporte básico de vida e se havia equipamento de emergência, como desfibrilador externo automático (DEA). No caso em apuração, essas informações não foram confirmadas por documentos ou declarações oficiais.
O padrão recomendado inclui treinamento de funcionários, presença de kits de primeiros socorros e protocolos para acionar serviços de emergência. A falta de registros públicos ou posicionamento formal da academia dificulta a checagem dessas condições no episódio em São Paulo.
Cronologia conhecida e lacunas
Com base no material disponibilizado à redação, é possível afirmar apenas alguns pontos básicos: a aula ocorreu em uma academia na capital paulista; ambos os cônjuges participaram da mesma sessão; Vinícius relatou sintomas de ardência no peito e recebeu alta no domingo; Juliana não resistiu e faleceu após a aula.
Pontos cruciais permanecem sem verificação: horários precisos, tipo de atendimento realizado no local, existência e uso de equipamento de emergência, e resultados de exames e perícia. A ausência desses elementos impede que se forme um quadro completo e verificável dos acontecimentos.
Recomendações para a apuração
A apuração do Noticioso360 priorizou a cautela jornalística: expor o relato recebido, indicar lacunas e evitar conclusões precipitadas. Para avançar na investigação, são necessários documentos que confirmem ou refutem a versão relatada.
Os próximos passos recomendados incluem: obtenção de boletim de ocorrência, laudo necroscópico e exames complementares; solicitação de nota oficial à academia com descrição das medidas tomadas; e eventual posicionamento de autoridades de saúde ou da Vigilância Sanitária. Esses documentos seriam determinantes para uma conclusão baseada em evidências.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Impactos e desdobramentos
Caso a investigação confirme falhas nos protocolos de atendimento, é provável que o caso provoque revisões internas nas academias e maior atenção das autoridades sanitárias quanto à fiscalização de equipamentos e treinamentos. Por outro lado, se sinais clínicos pré-existentes se confirmarem como causa, a discussão pode se concentrar em exames preventivos para praticantes de atividades aquáticas.
Enquanto as autoridades não se manifestarem e laudos não forem disponibilizados, a história permanecerá incompleta. A redação continuará buscando documentos oficiais e contato com a academia para atualização desta reportagem.
Analistas apontam que casos como este tendem a reforçar exigências por transparência e protocolos de segurança em ambientes de lazer e exercício, o que pode influenciar regulamentos e práticas do setor nos próximos meses.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
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