Voos foram suspensos por cerca de três horas em Guarulhos após detecção de drones próximos à pista.

Drones suspendem voos em Guarulhos neste domingo

Operações no Aeroporto de Guarulhos foram interrompidas por voos de drones; 32 aeronaves foram desviadas e atividades foram normalizadas depois.

Na tarde deste domingo, o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) teve as operações temporariamente suspensas após a detecção de veículos aéreos não tripulados nas proximidades das pistas, informou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A interrupção das decolagens e a autorização restrita de pousos duraram, segundo a Anac, aproximadamente três horas. Durante esse período, 32 voos foram alternados para outros aeródromos, gerando atrasos e desembarques em aeroportos de contingência.

Em checagem cruzada de informações feita pela redação, a apuração do Noticioso360 com base em reports do G1 e da CNN Brasil confirma o fechamento temporário do terminal e a sequência de medidas adotadas pelas autoridades aeroportuárias.

Como a operação foi afetada

Segundo a Anac, a presença de drones nas imediações da pista configura risco imediato às operações aéreas. Por esse motivo, a torre de controle optou por suspender decolagens até que a área fosse declarada livre. Pousos foram autorizados apenas em condições restritas, conforme protocolos de segurança.

A administradora do aeroporto informou que, após o término do bloqueio, as atividades foram normalizadas e o terminal passou a operar sem restrições em horários posteriores. Companhias aéreas coordenaram-se com a torre para redirecionar aeronaves, reprogramar chegadas e reassentar passageiros afetados.

Coordenação entre autoridades e impacto aos passageiros

Houve articulação entre a torre de controle do GRU, a operadora do aeroporto e as empresas aéreas para minimizar os efeitos do incidente. Passageiros de voos alternados relataram atrasos e desembarques em aeroportos de contingência; as companhias foram responsáveis pela assistência conforme suas políticas.

Fontes consultadas pela equipe apontaram que equipes de segurança aeroportuária e órgãos de fiscalização aéreo-regulatórios monitoram imagens de câmeras e registros de radar para tentar identificar a origem das movimentações.

Desvios e logística

Entre as principais medidas adotadas estavam a priorização de aeronaves em situação de emergência, a reatribuição de janelas de pouso e decolagem e o realocamento de tripulações quando necessário. Passageiros relataram espera em salas de embarque e em terminais de chegada, além de atrasos superiores a duas horas em alguns itinerários.

Investigação e responsabilidades

A operação de drones em perímetros próximos a grandes aeroportos é considerada infração grave pela legislação brasileira de aviação civil. A Anac costuma instaurar procedimentos administrativos quando há risco operacional comprovado; fontes disseram que serão analisados registros de tráfego, imagens e eventuais gravações para subsidiar responsabilizações.

Até o momento não há confirmação pública sobre a identificação dos operadores das aeronaves remotamente pilotadas. Autoridades indicaram que investigações técnicas e criminalísticas podem ser necessárias caso seja confirmada a intenção de colocar em risco as operações comerciais.

Sanções previstas

Operar drones em áreas restritas pode levar a multas, apreensão dos equipamentos e abertura de processos administrativos. Em casos que envolvem risco à segurança de voo, há possibilidade de encaminhamento às forças de segurança para apuração de crimes previstos no Código Penal ou em legislação específica.

Medidas de prevenção e tecnologias em debate

O episódio reacende discussões sobre a necessidade de ampliar perímetros de segurança, investir em sistemas de detecção e neutralização de drones e intensificar campanhas de conscientização para operadores recreativos. Especialistas consultados por veículos parceiros apontam que soluções tecnológicas — como radares específicos, sensores acústicos e sistemas de bloqueio — podem reduzir a recorrência de incidentes.

Além disso, há apelo por maior integração entre autoridades aeroportuárias, forças de segurança e órgãos reguladores para agilizar respostas e identificar os responsáveis com mais eficiência.

Contexto e convergência das fontes

Detectamos convergência entre as principais fontes sobre os pontos centrais do caso: ocorrência de voos não autorizados, suspensão temporária das operações e número relevante de voos alternados. Divergências encontradas residem no tempo exato de interrupção e em detalhes operacionais internos das companhias, variações esperadas em coberturas ao vivo de incidentes aeroportuários.

De acordo com a apuração do Noticioso360, com base nas reportagens consultadas, as autoridades mantêm a prioridade em restaurar a normalidade e apurar responsabilidades sem prejuízo às operações regulares do terminal.

O que dizem as autoridades

Em nota, a Anac afirmou que a suspensão temporária foi medida necessária diante do risco à segurança de voo, e que monitoramento e procedimentos administrativos serão adotados conforme previsto nas normas. A administradora do aeroporto confirmou a normalização das operações após o bloqueio, mas não detalhou suspeitos ou medidas punitivas imediatas.

Fontes internas relataram que as equipes de solo e as companhias aéreas trabalharam em regime de contingência para reassentar passageiros e minimizar transtornos.

Fechamento e projeção futura

O episódio em Guarulhos destaca fragilidades operacionais diante da proliferação de drones e tende a acelerar debates sobre políticas públicas e investimentos em segurança aeroportuária.

Analistas e gestores aeroportuários consultados acreditam que, a curto e médio prazo, é provável a intensificação de medidas preventivas, maior fiscalização de áreas próximas a perímetros críticos e ampliação de campanhas educativas para operadores de drones recreativos.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que o episódio pode impulsionar mudanças nas normas de fiscalização e nos investimentos em tecnologias de mitigação nos próximos anos.

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