Levantamento indica que transmissões do Paulistão na TV aberta atingem público muito maior que as de streaming.

Paulistão: TV aberta supera streaming em audiência

Análise mostra vantagem consistente da TV aberta sobre plataformas de streaming nas transmissões ao vivo do Paulistão.

TV aberta mantém vantagem em alcance massivo

As transmissões do Campeonato Paulista continuam a mostrar que a televisão aberta mantém vantagem significativa sobre os serviços de streaming quando o assunto é audiência de partidas ao vivo. Em confrontos exibidos pela Record e outras emissoras, a medição linear disponível aponta alcance substancialmente maior do que o registrado por plataformas digitais.

A curadoria da redação do Noticioso360, com base em levantamentos do G1, da Folha e em dados públicos de institutos de medição, cruzou relatórios e estimativas para traçar um panorama consistente: em jogos com presença de clubes de grande torcida, a diferença de público entre sinal aberto e streaming pode ser expressiva.

Por que a TV aberta ainda lidera

Histórico de penetração e hábitos de consumo explicam parte da vantagem. A capilaridade da recepção via antena, a ausência de barreira de pagamento e a maior cobertura regional fazem da TV aberta uma opção de fácil acesso, sobretudo fora dos grandes centros urbanos.

Além disso, a medição linear — realizada por institutos como a Kantar Ibope — segue como padrão para anunciantes e varejistas. Esses números, quando disponíveis, mostram picos consistentes em horários tradicionais de transmissão, refletindo o alcance do sinal em residências e espaços públicos.

Fragmentação do streaming

Por outro lado, as plataformas de streaming exibem padrão diferente: oferecem dados fragmentados, com grande variação entre jogos e horários. Na internet, é comum observar picos concentrados em centros urbanos e entre públicos mais jovens, enquanto o alcance nacional tende a ser menor do que o da televisão aberta.

As métricas digitais, contudo, trazem vantagens que a medição linear não capta com a mesma profundidade. Taxas de engajamento, tempo médio de visualização, origem geográfica detalhada e interações em redes sociais são exemplos de indicadores que as plataformas controlam melhor e que agregam valor comercial.

Métodos e limitações na comparação

Uma das dificuldades para comparações diretas é a diferença metodológica entre as fontes. Alguns veículos citam pontos de audiência bruta (Kantar Ibope), outros fazem referência a estimativas de alcance digital ou números divulgados pelas próprias plataformas. Esses parâmetros não são equivalentes e exigem cautela.

Na apuração, adotamos procedimento conservador: priorizamos dados oficiais de medição linear quando disponíveis e cruzamos essas medidas com indicadores públicos das plataformas digitais. Quando houve discrepância metodológica entre as fontes, apresentamos ambos os valores e destacamos limitações para evitar conclusões absolutas.

Casos emblemáticos do Paulistão

Em partidas-chave entre times com grande torcida, como confrontos envolvendo Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos, os relatórios de audiência da TV aberta registraram números superiores aos indicadores públicos de streaming. A diferença foi mais evidente em transmissões com horários de pico e com ampla cobertura regional.

Já em jogos de menor apelo, ou em horários fora do prime time, as plataformas digitais apresentaram desempenho mais próximo do linear, especialmente quando promoviam conteúdo adicional, como comentários em tempo real, câmeras alternativas e integração com redes sociais.

Impacto comercial e estratégico

Para anunciantes e clubes, a escolha entre TV aberta e streaming envolve trade-offs. A TV oferece alcance massivo e previsibilidade de audiência, enquanto o streaming possibilita segmentação, formatos publicitários inovadores e receitas de assinatura.

Nesse contexto, os direitos de transmissão têm valor diferenciado conforme o perfil da audiência desejada. Em mercados regionais, a TV aberta segue sendo a opção mais eficiente para garantir exposição de massa. Nas capitais e entre o público jovem, o streaming tem apelo crescente e pode complementar a audiência do sinal linear.

Recomendações da redação

Segundo a apuração do Noticioso360, é necessário cautela ao comparar percentuais e multiplicadores entre plataformas: diferenças de metodologia, amostragem e definição de “alcance” podem distorcer interpretações. Recomendamos a publicação de relatórios digitais mais padronizados para permitir comparações mais robustas no futuro.

Projeção para o futuro

O cenário deve seguir híbrido nos próximos anos. A tendência é que a TV aberta mantenha sua posição de força em termos de audiência bruta nacional, enquanto o streaming cresce em nichos estratégicos e se torna cada vez mais relevante em receita digital e engajamento de público jovem.

Clubes, emissoras e anunciantes provavelmente investirão em modelos combinados: pacotes que unam sinal linear e conteúdo digital exclusivo, integração entre transmissão e redes sociais, e métricas compartilhadas que permitam monetizar o público de forma mais eficiente.

Fontes

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

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