Omverso alega direito a comissão e anexou conversas ao processo contra o clube.

Empresa ligada à Fictor move ação contra o Palmeiras

Omverso afirma ter direito a comissão sobre patrocínio da Fictor e entregou mensagens como prova em ação contra o Palmeiras.

Negócio e disputa

A Omverso, empresa que diz ter atuado como intermediária nas negociações entre a Fictor e o Palmeiras, protocolou na Justiça ação judicial na qual reivindica o reconhecimento de comissões relativas ao contrato de patrocínio firmado entre clube e marca.

No processo, a empresa juntou capturas de conversas e e-mails que, segundo a peça inicial, comprovam a participação de seus representantes nas tratativas. A ação pede o pagamento das parcelas pleiteadas, com correção e custas processuais.

Apuração e curadoria

Segundo levantamento e curadoria da redação do Noticioso360, feito a partir de documentos judiciais e comunicações das partes às redações, há divergências sobre o papel efetivo da Omverso e sobre a existência de compromisso formal de pagamento de comissão.

Fontes consultadas pelo Noticioso360 relataram que, embora existam registros eletrônicos de contato, há controvérsia sobre se esses sinais bastam para constituir obrigação financeira contra o clube.

O que consta nos autos

A peça inicial anexada pela Omverso descreve sequência de contatos, e-mails e capturas impressas de mensagens que, na visão da empresa, demonstrariam anuência de interlocutores do Palmeiras para a participação da intermediação.

Nos documentos, a Omverso afirma que houve tratativas em que representantes do clube teriam admitido a atuação da empresa, o que, segundo a petição, legitimaria a cobrança mesmo sem aditivo contratual formalizado.

Posicionamento do Palmeiras

Procurado oficialmente, o Palmeiras disse, em nota, que não comenta processos em curso. Em comunicações anteriores sobre patrocínios, o clube informou que suas negociações seguem normas internas de aprovação e critérios contratuais e legais.

Fontes internas ouvidas pelo Noticioso360 afirmaram que o departamento jurídico do clube analisa a defesa a partir de registros internos de negociação e dos contratos assinados com a Fictor.

O papel do “vice de Leila”

Um dos pontos centrais da petição é a atuação atribuída a um executivo descrito pela Omverso como “vice de Leila”. O documento aponta interlocuções em que esse vice teria participado de conversas-chave.

Até o momento, não há confirmação pública de que essa pessoa tinha autoridade para assumir compromissos financeiros em nome do clube. A distinção entre participação em conversas e poder de vincular o clube a obrigações é, para juristas, fator decisivo.

Entre prova documental e consenso verbal

Pessoas ligadas à Omverso afirmam que houve um consenso verbal sobre comissionamento. Em muitos acordos comerciais, a prática também pode ter papel relevante. Contudo, advogados ouvidos pelo Noticioso360 enfatizam que, em disputas judiciais sobre comissões, a prova escrita e a ratificação por termos contratuais tendem a ser determinantes.

“Mensagens e e-mails podem respaldar um pleito, mas a validade da alegação dependerá da clareza sobre quem tinha poderes para comprometer o pagamento”, disse um advogado especializado em contratos comerciais, que pediu para não ser identificado.

Possíveis desdobramentos judiciais

Entre as alternativas previstas no rito processual está a tentativa de conciliação em audiência de mediação, comum em litígios empresariais. Caso não haja acordo, a instrução probatória poderá requerer produção de documentos adicionais, perícias e oitivas de testemunhas.

Se o juiz entender que existe direito à comissão, o Palmeiras poderia ser condenado ao pagamento, cujo impacto financeiro dependerá do montante reclamado. Se a ação for considerada improcedente, a decisão pode reforçar a necessidade de formalização prévia em negociações futuras.

O que pesa para o tribunal

Juristas consultados pelo Noticioso360 destacam que a análise judicial deverá focar em: (i) conteúdo e autenticidade das mensagens; (ii) identidade e poderes das pessoas que teriam prometido a comissão; (iii) práticas comerciais consolidadas entre as partes; e (iv) eventual comprovação de efetiva prestação de serviço pela Omverso.

Contexto e repercussão

Reportagens anteriores sobre o caso mostram narrativas distintas: algumas trazem comunicações intensas entre intermediários; outras ressaltam ausência de documento formal que obrigue o clube a pagar a comissão. A divergência explica, em parte, por que a questão foi judicializada.

Para clubes e intermediários, o episódio reforça a cautela na formalização de termos e na manutenção de trilhas eletrônicas claras das negociações.

Recomendações e práticas de mercado

Especialistas em direito empresarial ouvidos pelo Noticioso360 recomendam que intermediações com potencial financeiro sejam sempre registradas em aditivos contratuais, com assinatura das partes e cláusulas claras de remuneração. Nota-se, ainda, que a prática de consolidar comunicações em atas ou contratos reduz riscos de litígios.

Próximos passos e acompanhamento

O processo seguirá com a apresentação de defesa pelo Palmeiras, produção de provas e possíveis audiências de conciliação. O Noticioso360 acompanhará o andamento processual e buscará novas entrevistas, bem como o acesso aos anexos e posicionamentos oficiais assim que forem disponibilizados.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas consultados apontam que o desfecho pode repercutir em práticas de mercado e na formalização de contratos de patrocínio nos próximos meses.

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