Operação e prisão
A Polícia Civil confirmou a prisão de José Mateus Silveira Carneiro, conhecido como Galo Cego, em operação realizada no Morro do Vidigal, na zona sul do Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, a ação foi conduzida por equipes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) do Rio, com apoio de agentes da Polícia Civil do Tocantins.
De acordo com relatos oficiais, a abordagem culminou em confronto armado. Agentes informaram que houve troca de tiros antes da rendição, mas não há, até o momento, registro público de baixas fatais entre os policiais no local. Fontes apontam para apreensão de armas e material que pode auxiliar investigações sobre a atuação do grupo criminoso em mais de um estado.
Segundo levantamento da redação do Noticioso360, a operação reuniu informações de diversas delegacias estaduais e buscava cumprir mandados vinculados a inquéritos por tráfico de drogas e homicídios. A investigação preliminar indica ligação do preso com atividades de coordenação de logística e distribuição de entorpecentes, embora a hierarquia formal dentro da facção ainda esteja em apuração.
O preso e as acusações
O detido, identificado como José Mateus Silveira Carneiro e conhecido pelo apelido “Galo Cego”, era procurado por envolvimento com tráfico de drogas e crimes contra a vida. Autoridades afirmam que há indícios de participação em episódios de violência em áreas controladas pela organização criminosa.
Há discrepâncias entre fontes sobre qualificativos aplicados ao preso — enquanto alguns órgãos de imprensa o descrevem como “chefe” regional do Comando Vermelho (CV), documentos iniciais descrevem apenas investigação em andamento sem confirmação formal de cargo hierárquico. A redação do Noticioso360 optar por reportar os fatos verificados: prisão, local da operação, unidades policiais envolvidas e existência de investigações preliminares envolvendo seu nome.
Material apreendido e perícia
Policiais relataram apreensão de armas, munições e equipamentos eletrônicos. O material deverá passar por perícia para identificar vínculos com crimes ocorridos em diferentes estados. Investigadores afirmam que o cruzamento de dados de comunicação e registros financeiros será essencial para conectar as provas às denúncias em curso.
Peritos do Instituto de Criminalística devem analisar o conteúdo apreendido para identificar rotas logísticas e eventuais interlocutores. A expectativa das autoridades é de que as provas auxiliem na abertura ou no aprofundamento de inquéritos relacionados a homicídios e ao transporte de drogas entre estados.
Detalhes da operação
Fontes oficiais indicam que a operação ocorreu de maneira articulada entre diferentes instâncias policiais, com troca de informações entre delegacias do Rio e do Tocantins. Testemunhas na comunidade relataram apreensão e temor diante do confronto, e pediram maior transparência sobre os critérios que motivaram a entrada das forças policiais no Vidigal.
Agentes que participaram da ação informaram que seguiram protocolos táticos para minimizar riscos a moradores e policiais. Não há, até a publicação desta matéria, divulgação pública de sindicâncias internas ou relatórios sobre o emprego de força. Autoridades costumam divulgar notas oficiais com detalhes técnicos; recomenda-se acompanhar os canais institucionais para informações atualizadas.
Repercussão local
Moradores do Vidigal expressaram preocupação com os episódios de confronto. Em relatos coletados, alguns afirmaram que operações desse tipo tendem a gerar tensão imediata e impacto nas rotinas locais. Líderes comunitários cobraram esclarecimentos sobre objetivos e cronograma de ações posteriores à prisão.
Autoridades de segurança destacaram que ações integradas são parte de uma estratégia mais ampla para desarticular redes que atuam além dos limites estaduais. A presença de unidades especializadas e a cooperação interinstitucional foram apresentadas como fatores decisivos para o resultado operacional.
Aspecto jurídico e próximos passos
Após a prisão, o detido deverá passar por audiência de custódia. A depender de pedidos das autoridades do Tocantins, poderá ocorrer transferência para unidades daquele estado, onde tramitam investigações relacionadas. Advogados e defensores públicos terão acesso aos autos conforme normas processuais.
Investigadores trabalham agora para relacionar as apreensões a inquéritos em andamento. Haverá necessidade de validação de provas periciais, oitiva de testemunhas e análise de dados digitais para identificar eventuais comandantes, financiadores ou facilitadores da organização criminosa.
Transparência e verificação
A apuração do Noticioso360 compilou comunicados policiais e reportagens de veículos nacionais. Existem variações entre as versões divulgadas por diferentes órgãos; por isso a redação opta por registrar apenas fatos verificados e confirmar dados oficiais sempre que possível.
Recomenda-se acompanhar as notas oficiais da Polícia Civil do Rio e da Polícia Civil do Tocantins para confirmações sobre mandados cumpridos, identificação completa das acusações e eventuais medidas administrativas internas relativas à operação.
Projeção futura
A detenção de um investigado com possível atuação interestadual tende a desencadear desdobramentos investigativos. Se as perícias e as diligências confirmarem vínculos com homicídios e logística de tráfico, a ação pode levar à ampliação das ações coordenadas entre polícias estaduais.
Analistas ouvidos pela reportagem afirmam que a continuidade das investigações e a eventual judicialização do caso serão determinantes para avaliar o impacto real sobre a estrutura da facção na região. A integração entre unidades de inteligência e investigações locais será decisiva para transformar prisões isoladas em resultados judiciais mais amplos.
Fontes
- Polícia Civil do Rio de Janeiro — 2026-02-09
- Polícia Civil do Tocantins — 2026-02-09
- Noticioso360 — 2026-02-09
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o movimento pode redefinir a dinâmica do tráfico interestadual nos próximos meses.
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