A influenciadora Thais Carla relatou publicamente que passou por episódios de engasgo nos meses seguintes à cirurgia bariátrica e que precisou reaprender hábitos alimentares. Em suas publicações, ela afirmou ter reduzido a velocidade ao comer e descreveu o primeiro engasgo como uma experiência traumática, que a levou a rever completamente a rotina à mesa.
Segundo análise da redação do Noticioso360, a experiência de Thais coincide com orientações médicas e relatos de pacientes que passam pelo mesmo tipo de procedimento. A apuração aqui apresentada reúne o depoimento público da criadora de conteúdo e o contexto técnico fornecido por especialistas em nutrição e cirurgia bariátrica.
O relato e os sintomas
Thais relatou que, além do engasgo inicial, sentiu necessidade de fracionar as refeições e optar por alimentos mais macios. Ela descreveu a mudança como um processo de reaprendizado: mastigar mais, reduzir o tamanho das mordidas e permitir mais tempo entre garfadas. Esses ajustes, segundo ela, diminuíram a frequência dos episódios desconfortáveis.
Engasgos e sensação de asfixia após redução do estômago não são raros. Pacientes frequentemente apontam que, nas primeiras semanas e meses, a velocidade ao mastigar e a consistência dos alimentos influenciam diretamente no bem-estar. Em casos relatados publicamente, como o de Thais, a experiência pessoal funciona como alerta para outros que pretendem ou já se submeteram ao procedimento.
Por que isso acontece?
Especialistas explicam que a anatomia do trato digestivo muda com a cirurgia bariátrica: a capacidade gástrica é reduzida e a passagem dos alimentos pode ser mais sensível a grandes volumes ou alimentos pouco mastigados. Além disso, alterações funcionais — como estenose (estreitamento) ou impactação alimentar — podem provocar episódios de obstrução parcial, que se manifestam como engasgo, regurgitação ou dor.
“A velocidade ao comer e o tamanho das mordidas são fatores frequentemente associados a esse tipo de incidente”, diz um especialista em cirurgia metabólica. Por outro lado, sintomas persistentes ou sinais de dificuldade respiratória exigem avaliação médica imediata, pois podem indicar complicações que demandam intervenção.
Recomendações médicas e alimentares
Profissionais que acompanham pacientes bariátricos costumam recomendar fracionamento das refeições, mastigação lenta, prioridade a alimentos macios nas fases iniciais e ingestão adequada de líquidos entre refeições — nunca junto com as principais refeições, para evitar sensação de plenitude e refluxo.
Também é rotina o acompanhamento multidisciplinar: nutricionista para orientação sobre macro e micronutrientes; endocrinologista para monitorar alterações metabólicas; e apoio psicológico para lidar com as mudanças comportamentais e emocionais. Exames periódicos e suplementação de vitaminas (como ferro, vitamina B12 e vitamina D) ajudam a prevenir deficiências comuns após a cirurgia.
Quando procurar ajuda
Procure atendimento médico se houver episódios repetidos de engasgo, vômitos persistentes, perda de peso não intencional acelerada, dor abdominal intensa ou sinais de obstrução. Exames como endoscopia digestiva podem ser indicados para investigar estenose, hérnias internas ou outras alterações anatômicas.
Contexto e limitações da apuração
Importante frisar que esta matéria parte do relato público da própria influenciadora. A equipe do Noticioso360 não teve acesso a prontuários médicos nem a entrevistas com a equipe de saúde que conduziu o procedimento. Por isso, confirmamos apenas os fatos tornados públicos por Thais Carla e contextualizamos com orientações gerais da literatura médica e de sociedades especializadas.
Relatos pessoais, como o de Thais, têm valor informativo e ajudam a iluminar aspectos práticos do pós-operatório. Entretanto, experiências individuais não substituem avaliação clínica personalizada. Cada caso exige diagnóstico e plano terapêutico específicos.
Acompanhamento a longo prazo
O pós-operatório bariátrico é um processo que se estende por meses e, em muitos casos, por toda a vida. Ajustes na dieta, monitoramento de nutrientes, controle de peso e suporte psicológico são medidas duradouras. Pacientes bem orientados tendem a ter melhores desfechos clínicos e qualidade de vida mais satisfatória.
Além disso, a educação alimentar — aprender a degustar, mastigar e perceber sinais de saciedade — aparece como uma habilidade essencial para reduzir riscos de desconforto e episódios de engasgo. Profissionais relatam que a adoção dessas práticas é determinante para a adaptação ao novo perfil anatômico do paciente.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas e orientações médicas verificadas.
Fontes
Analistas e especialistas apontam que o aumento de relatos públicos sobre complicações e adaptações pós-bariátrica tende a ampliar a demanda por acompanhamento multidisciplinar e por conteúdo educativo de qualidade nos próximos anos.



