Três homens foram detidos no megabloco da cantora Ivete Sangalo, realizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, sob suspeita de comercializarem bebidas adulteradas. A ação policial também resultou na detenção de um quarto indivíduo apontado por vítimas como autor de furtos de celulares entre foliões.
Segundo relatos de testemunhas e apurações iniciais, agentes da Polícia Civil atuavam à paisana durante a fiscalização. De acordo com informações reunidas em campo, alguns policiais usavam fantasias — descritas por presentes como semelhantes a trajes de extraterrestres — para passar despercebidos entre o público durante a abordagem.
De acordo com a curadoria da redação do Noticioso360, com base em informações obtidas em veículos locais, a operação identificou a venda de bebidas consideradas suspeitas, o que motivou as prisões em flagrante no sábado (7). Fontes consultadas na cena relatam apreensão de recipientes e abordagem ostensiva aos vendedores.
Como foi a operação
Fontes no local afirmam que a ação ocorreu durante o pico do evento, quando o fluxo de foliões era maior. Testemunhas relatam que representantes da Polícia Civil se aproximaram de vendedores ambulantes e de pontos de comércio improvisados, apreendendo garrafas e latas que teriam sido oferecidas ao público.
“Vi os agentes chegando e levando várias embalagens numa sacola. Pareciam personagens fantasiados, daí ninguém percebeu até a abordagem”, disse uma foliã ouvida pela reportagem. Outra testemunha acrescentou que houve tensão no local, com alguns vendedores tentado fugir antes de serem alcançados.
Suspeita de bebidas adulteradas e necessidade de perícia
Embora haja relatos de venda de bebidas possivelmente adulteradas, especialistas consultados informalmente lembram que é imprescindível a realização de laudos laboratoriais para confirmar alteração na composição ou contaminação capaz de causar risco à saúde.
“A apreensão em flagrante é uma etapa da investigação, mas a caracterização criminal ou de risco sanitário depende de análise técnica”, disse um químico forense ouvido reservadamente. Sem o resultado de perícias, qualquer conclusão sobre a periculosidade dos produtos permanece preliminar.
Quantidade apreendida e versões conflitantes
Há divergências entre relatos sobre o volume de material recolhido. Uma versão local indica que a ação teve caráter preventivo, com recolhimento de amostras para testes; outra aponta para prisões por comercialização efetiva de produto adulterado. A redação opta por registrar ambas as versões até que documentos oficiais sejam disponibilizados.
Detenção por furto de celulares
Além dos três detidos por suspeita de venda de bebidas, um homem foi apresentado às equipes policiais após ser apontado por vítimas como autor de furtos de celulares. Segundo relatos, o suspeito foi contido por populares antes de ser levado para averiguações.
As equipes policiais presentes no evento conduziram os detidos para a delegacia mais próxima, onde seriam formalizados os procedimentos de praxe. Até o fechamento desta reportagem, não havia acesso público a boletim de ocorrência ou nota oficial específica da Polícia Civil de São Paulo sobre a operação.
O que dizem as autoridades e a ausência de nota pública
Procurada, a Polícia Civil não havia divulgado comunicado oficial até a última atualização desta matéria. Os principais portais consultados pela equipe — incluindo G1 e CNN Brasil — não apresentavam, até então, um boletim detalhado sobre prisões ou laudos.
A reportagem do Noticioso360 tentou confirmar datas, nomes completos dos detidos e existência do flagrante ou boletim de ocorrência junto à Delegacia responsável, sem retorno conclusivo até o momento. Reitera-se a necessidade de publicação dos documentos oficiais para elucidar as circunstâncias exatas das prisões.
Riscos à saúde e orientações aos foliões
Especialistas ouvidos informalmente reforçam que produtos adulterados podem representar risco à saúde pública, mas que esse risco só é atestado mediante exames laboratoriais. Enquanto isso, recomenda-se cautela aos foliões: evite comprar bebidas de vendedores sem identificação, conserve comprovantes de compra e guarde imagens ou vídeos que possam ajudar em investigações.
Foliões que tiveram pertences subtraídos devem procurar a delegacia de sua área para registrar ocorrência e fornecer eventuais imagens, testemunhos ou contatos que possam auxiliar na recuperação dos aparelhos.
Próximos passos da investigação
A investigação deve prosseguir com a análise do material apreendido e com a formalização dos registros policiais. Caso os laudos técnicas confirmem adulteração, os suspeitos poderão responder por crimes relacionados à saúde pública e à comercialização de produtos nocivos.
Por outro lado, se as amostras não indicarem alteração, as acusações por venda de bebidas adulteradas podem não ser sustentáveis, e a ação polícia será reavaliada à luz dos resultados periciais.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas apontam que operações mais frequentes em grandes eventos podem ampliar a fiscalização e incentivar organizadores a reforçar medidas de segurança e controle sanitário nos próximos carnavais.
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